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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Duas Últimas

Uma ronda cuidada pelas letras de tudo o que se escreveu em Portugal (ou no mundo sobre Portugal) para ser cantado revelaria certamente muitas comunalidades. Se é fado é saudade, triseza, ciúme, guitarra. Se sairmos do fado pode ser tudo: cavalos de corrida, cartas de amor, anel de rubi. Do que se escreve sobre Portugal não sei - mas imaginaria Amália, Eusébio, Ronaldo, Mourinho, talvez obrigado, bom dia, adeus, marisco.

Carlos Cano compôs esta música - Maria la Portuguesa - em homenagem a Amália. Gosto da música (embora não sei bem que tipo de música é) mas nem sempre tenho castelhano suficiente para perseguir o que o cantante diz. Mas fixo palavras curiosas, que elevam o reino dos algarves a uma nível diferente, porque constante de letras internacionais que falam de Vila Real e Faro (também Ayamonte, que é um pouco nosso por via das compras). 

Fado, Amália, Maria a Portuguesa, Faro e Vila Real. Talve se fale de Albufeira e Armação de Pera ou Zézé Camarinha, mas já lá não chego. Brincadeiras à parte, aqui ficam duas versões da música que Carlos Cano compôs em homenagem à fadista. Música de que gosto muito. Afinal é um ritmo latino e eu, sei lá porquê, é disto que gosto...

JdB 



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Duas últimas

Nostalgia strikes again...

Há algumas semanas, por ocasião da presença em Portugal do JdC, um dos irmãos recebeu para jantar. Estava a família de sangue mais próxima e os quatro maiores amigos (presumo), acompanhados. Num instante se juntaram 30 pessoas à volta de um churrasco e de uma sangria. O post poderia ficar por aqui. Afinal, diriam, sempre estamos na silly season, e o editor e dono do estabelecimento segue a corrente. A bem dizer, para quem está de fora, um jantar pode não ser mais do que um jantar. 

À noite os sobrinhos cantaram e tocaram, sem mais pretensões do que o divertimento próprio e alheio: músicas religiosas, gospel, temas de filmes ou da moda, cantilenas infantis. Acontece - e é aqui que surge a nostalgia - que recuei mais de trinta anos, talvez. Recuei seguramente uma geração e vi-me com 16, 17, 20 anos. Ali, naquela hora de cantoria, voltei aos meses de Setembro que farão sempre parte das minhas memórias felizes. Também cantávamos (eu, enfim...), jogávamos às cartas ou ao matas, íamos a Badajoz com um entusiasmo infinitamente maior do que aquele com que se vai hoje ao Vietname. Todo aquele jantar era, para mim, tão parecido com os outros que me questionei porque não recitaria alguém o Passeio de Santo António (Augusto Gil, encontra-se na net...), uns versos que eu conhecia de cor porque se fazia deles fazia um teatro anual.

Quem esteve no jantar e conhece o ambiente sabe do que falo. Quem já me bem compreende-me e um dia explicará as minhas nostalgias. Aos outros peço desculpa por um post involuntariamente - mas fatalmente - críptico. Há amizades tão fundas que devem ser lembradas volta e meia - mesmo que seja para poucos.

Deixo-vos com Maria Dolores Pradera, em homenagem a uma das pessoas presentes no jantar e que a cantava deliciosamente, já lá vão alguns anos. Nostalgia e música sul-americana (embora a Pradera fosse espanhola, viveu e actuou na América do Sul) toldam-me o raciocínio. Vou ali tomar um comprimido e volto já...

JdB   




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