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quarta-feira, 28 de março de 2018

Duas Últimas

A revolução de Abril de 74, que vivi quando já era grandinho, teve naturalmente aspectos positivos e outros que Deus meu. Ampliados ad nauseam, os primeiros, estrategicamente silenciados, os segundos. O que também acaba por ser natural, pois sabemos que a história são os vencedores que a escrevem. "Ai dos vencidos", como disse o velho chefe celta, o que no caso até deve ser parcialmente relativizado, pois que efeitos sérios e deixando sequelas foram sobretudo os sentidos no sul do País e no Ultramar.

Os músicos que hoje aqui trago, Mariza e Miguel Gameiro, nasceram por altura do 25/4. Ela em Moçambique, filha de português e moçambicana, donde regressou a Portugal muito pequena - uma vítima da descolonização exemplar - ele em Lisboa.

Miguel começou a sério com os Polo Norte, que de facto são de Belas, e lançou-se a solo em 2010. Além de músico, ouvi por aí, mas sem conseguir provar, que é também um excelente cozinheiro.

Mariza aprendeu com o pai, grande apreciador de fado, e cresceu no Sr. Vinho. Geralmente não gosto muito das suas interpretações, embora não ponha em causa a qualidade da voz, mas neste dueto acho que vai muito bem.

Espero que também gostem da escolha.

fq

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Duas últimas

Nestes últimos dias estive com parte da família a banhos. No Sul do País, pois claro, que o tempo e a imaginação não deram para mais. E já foi bem bom...

Convivendo com um tempo algo incerto, uma água gélida, uma praia com pouca areia - lá estavam, ameaçadoras, uma draga e uma giratória (!), para tentarem repor o que o mar foi levando e esburacando ao longo dos meses invernosos -, acompanhando gaivotas atrevidas, um hotel de excepção e magníficas iguarias: realço o peixe, as saladas ou a fruta.

O silêncio, tão bem tratado no blogue pelo dono do estabelecimento, também fez parte do cardápio destas mini férias. Feito de leituras ou de demoradas contemplações do horizonte, convidando à meditação e à afinação do auto controlo, que o espaço a tal se prestava.

Aliás, a minha mulher está a ler um livro do cardeal guineense (da Guiné Conacri) Robert Sarah, homem de confiança do Papa Francisco, tanto que o nomeou em 2014 para funções relevantes dentro da Igreja. O título do livro é " A força do silêncio, contra a ditadura do barulho", e a mencionada leitora aconselha-o vivamente.

Deixo-vos com uma musiquinha tranquila que quadra bem com o que fica dito.

Espero que concordem.

fq

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