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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Duas Últimas

Passo dois dias fantásticos de férias em casa do meu querido amigo fq e mulher, em Soltroia. A casa tem, numa apreciação muito genérica, muito do que quero enquanto beneficiário de férias: saio de casa a pé por um carreiro de areia e, ao fim de 5 minutos de caminhada, estou na praia; uma praia grande, sem ninguém, desanuviada e sem toldos, com uma temperatura ambiente agradável, um mar simpático e uma água moderadamente fria (como eu gosto). Hoje em dia guio pouco, porque já não tenho de me deslocar para um posto de trabalho longe. Mas, mesmo assim, privilegio não ter de usar o carro para ir para a praia. Em cima de tudo, Setembro sempre foi um mês bom para férias: há menos gente, menos calor, menos carros em circulação. 

Porque o fq não pedia postar, decidi desafiar o filho dele, João, de 17 anos, a escolher as músicas para hoje. Dei-lhe liberdade total, mesmo que as músicas escolhidas me parecessem inaudíveis. Eis o que ele decidiu, sendo que a segunda é escolhida por causa do pai.

Sejam felizes, que hoje ainda é dia de praia para mim.

JdB



terça-feira, 18 de julho de 2017

Duas Últimas

Três notas iniciais sobre o tempo (chronos):

1) Aqui há alguns dias postei um texto assente numa frase dita por um personagem de um filme que, ao ser interrogado sobre como se resolveria um determinado problema sério, respondia sistematicamente: não sei, é um mistério. O mistério, no fundo, de confiarmos que as coisas se resolverão as coisas, mesmo que não saibamos quando nem como.

2) Este domingo que passou tive o grato prazer de assistir à minha missa dominical habitual celebrada pelo Pe. Miguel Vasconcelos, o Sr. Vasconcelos de que já aqui falei por duas vezes. Na sua homilia inspirada, segura, criativa, falou do tempo do Homem e do tempo de Deus, do imediatismo com que queremos que Deus se manifeste e nós, da ideia que temos de querer "gerir" o tempo divino para satisfazer a nossa vontade.

3) Ontem, no decurso de uma longa conversa telefónica, tive o gosto de resolver uma questão que se arrastava há algumas semanas e que prejudicava uma comunicação fluida e partilhada. Podia tê-la tido mais cedo? Sim, mas o tempo ainda não tinha chegado, só agora eu estava pronto a acolher a conversa. O tempo da escuta e do acolhimento são o tempo da escuta e do acolhimento, nem sempre são o tempo da fala. 

***

Deixo-vos com os Supertramp, num regresso nostálgico a um tempo de revolução, de luta, de empenhamento e de militância. Um tempo intenso para um jovem de 16 anos. Porque o disco é de 1974.

JdB


PS: como já aconteceu outras vezes, falhou-me a efeméride. Este estabelecimento celebrou no dia 16 de Julho 9 anos de existência. A todos os que por aqui passam ou passaram como visitantes, cronistas, comentaristas, fica o meu agradecimento.




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