Mostrar mensagens com a etiqueta VNC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta VNC. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mistério




Nevoeiro ensonado
Duma manhã sem tempo.
Emerge do silêncio nostálgico
O teu canto longínquo
Reconfortante!
Não te vejo
Não te toco
Todavia existes…

V.N.C.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Torre de Babel rui em pirilampos



Suava medo apertado. Aprisionada no labirinto da memória. Ou melhor, como um formigueiro hiperpovoado de obssessões. Era estúpido, absurdo! Tudo porque não conseguia encontrar as chaves do carro. E por mais voltas, curvas e contracurvas que desse, não havia ponto de chegada; também não o havia de partida… o comboio em que me encontrava ía seguir   (…,)

A Torre de Babel rui em pirilampos!

Estava enrolada na teia de mim mesma. Enroladíííssima! Cada vez suava mais. Perdida em mim e brevemente, se não encontrasse as chaves, perdida de tudo! O comboio ía seguir o seu percurso e se eu não saísse com o carro na minha estação, onde é que neste raio de país é que ía parar? Como me exprimir, me desenrrascar sob um céu sem Tempo, numa língua que não existia, nem arrancada? “Os bolsos existem! Os bolsos existem!” Neste eureka tão entre o querer que uma casa povoada de tempo surgisse erguida do nada. Fala-me o oxigénio. Levo os dedos aos bolsos. E então? Estão, estão lá?..., tudo me parece lixo. As chaves? Suava medo apertado. Apertado nos dedos. Apertado nos bolsos…, os dedos…, as chaves…, Sim? Não? Sim! Como não pensei nisso? As chaves do carro senão estivessem na carteira só poderiam estar nos bolsos do casaco! Foi como um veneno. Sobe, voa, esvai-se, e inspiro esta música. É na sabedoria do cinzento que descubro a diferença: entre o querer e o desejar.

Desejo obsessivamente. O espaço e a sua vasta dimensão não dão alternativa ao vazio, como lagartos dentro do pensamento.

Livre! As chaves! Fala-me, oxigénio! A Torre de Babel rui em pirilampos. É na sabedoria do cinzento que descubro a diferença.

V.N.C.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Águas profundas


Ouve-me a imensidão do silêncio.
A alma escorre-me
Por um gelado abismo de ausência
Na presença do vácuo oco que agora sou.
Assim como roupas enfiadas em cabides
São as minhas memórias: sem corpo.
_ Recordações que vestem esqueletos!
Invoco os amores que já foram.
_ Tristes ecos vazios!
Voam no vento do tempo
Trazendo e levando
Vezes, vezes nada.
Ouve-me a imensidão do silêncio.
Estou só. E sem mim.

VNC

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Guernica


Na escuridão
_ Deserto da alma
Iluminam-se obsessivamente
Cruéis fragmentos animalescos
Vestígios humanos
 De dor, angústia e sofrimento.
Há uma maternidade castrada
Há uma inocência perdida…,
_ Anónimo soldado!
Na escuridão
_ Deserto da alma
Existe uma força brutal
_ Indomável cegueira enfeitiçada!
_ Obscura transcendência…,
Sombria,
Fatal!

VNC

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Alma pelo Tempo




Nos ponteiros que regulam as horas da minha vida, existe um traço


descontínuo, desafiando a matemática do “tic-tac” e desgovernando

demoras.
                                                                                                                                                                                     
Mudo de direcção, ziguezagueando entre cansaços e harmonias de sentires.

E como um ágil caçador de borboletas, extraio com o meu

                 
camaroeiro de memórias, bocados da vida e do seu lixo.





VNC

Acerca de mim

Arquivo do blogue