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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Duas Últimas

A bem da minha consciência, não posso deixar de escrever umas linhas sobre o alarido que uma entrevista recente do cirurgião A. Gentil Martins ao Expresso, em que abordou temas como a homossexualidade e os filhos sem mãe assumida de CR, provocou por aí. E sabemos como o "por aí" pode massacrar e virar a cabeça aos mais incautos....

Não pretendo discorrer sobre as razões, científicas ou outras, que suportam as ideias de GM, aliás já dissecadas ad nauseam: leia-se, defendidas por alguns corajosos, atacadas (elas e o autor) pela grande maioria. Direi apenas que lhe dou absoluta razão na questão de CR. Na outra, que engloba situações as mais diversas, parece-me que não se deve generalizar de forma mais ou menos simplista. Mas isto sou eu a falar, que não sou nem médico nem sequer um curioso na matéria.

O meu ponto tem sobretudo a ver com o espirito marcadamente anti-democrático que vigora na sociedade portuguesa e que sobretudo a esquerda não se cansa de fomentar. Ai de quem se atreva a ir contra as opiniões dominantes dos "donos disto tudo" (em termos ideológicos e não só...), verdadeiros paladinos da verdade e da justiça. E da má criação e falta de carácter. Como se viu no caso presente, para além dos enxovalhos pessoais por que GM teve de passar, uma queixa na Ordem respectiva é garantida. E vivam a democracia, a igualdade, o debate de ideias, o respeito pelo outro.

Quanto a mim, agarro-me quase em desespero de causa a 3 ou 4 personalidades que continuam por aí enquanto os deixarem e que ainda ousam pensar pela própria cabeça: Pulido Valente, Barreto, Ramos, JM Fernandes, Raposo, M Carreira até há bem pouco, mais dois ou três.

Não desisto, procuro não ceder ao unanimismo de opinião que nos impõem, penso nas pessoas tantas vezes exemplares que a vida me deu. Mas na feira mediática com que nos brindam, nesta tirania diária constante, sinto que o estatuto de "minoritário" que sempre possuí se vai reforçando. Sem drama, que não é caso para isso. Pelo contrário, a favor da minha sanidade mental.

Boas férias, quando for a circunstância.

fq

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Duas últimas


Passei três anos da minha vida na Foz do Douro, na zona velha, de ruelas estreitas e húmidas e muito encanto e personalidade. Aconteceu no início da década de 80, numa época em que o trabalho escasseava e os bolsos se ressentiam. Por isso fui para Norte, que na altura, apesar de tudo, oferecia mais possibilidades de emprego que Lisboa ou Setúbal. Foi igualmente um tempo de despreocupação, palavra cara ao meu amigo e dono deste estabelecimento, e de algum folguedo.

Quando vejo os assustadores números dos principais indicadores económicos actuais, como o da percentagem de desemprego das pessoas mais novas, não posso deixar de pensar nesses tempos também difíceis do começo da minha vida profissional, e na sorte e nas oportunidades que apesar de tudo me foram dadas. Tenho a sensação de que, nessa época anterior à nossa adesão à então CEE, o país tinha dificuldades, mas estava menos “esgotado” do que agora, havia ainda caminhos a percorrer e a explorar que actualmente tenho dificuldades em vislumbrar. Deve ser da idade! Será que as novas gerações só terão oportunidades idênticas às que tive se saírem daqui? Parece cada vez mais que sim, e sinceramente tenho pena.

O mar da Foz é magnífico, bravio e forte. Lembro-me por exemplo do “gilreu”, um rochedo grande e isolado, situado bem em frente à marginal a uns bons metros da costa, e da praia do homem do leme, com as suas muitas rochas escorregadias, a escassa e grossa areia e a água gélida. E do Passeio Alegre ou do Castelo do Queijo!

Por isso escolhi estas duas músicas, uma de uma grande banda nortenha que acompanha um vídeo com imagens sugestivas dessa costa que vai da foz do Douro a Matosinhos, a outra que tem o nome da praia de que falei e que é, para mim e de longe, a melhor música dos X&P.    

Espero que gostem das músicas e que vão à Foz quando estiverem lá perto!
  
fq




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