quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Deixa-me rir...


Caros audiophiles, when I listen to songs, at least in the pop/rock idiom, I have always gravitated towards the melody of a song before paying attention to the words. It is the music which carries the words. That is not to say that the words do not matter to me. I love, for example, Cole Porter's clever wit, and Leonard Cohen and Bob Dylan whose poetic or political lyrics are their raison d'etre. Their words carry the tune. For some listeners, I know, the words mean everything and the music is secondary.

But often the words to me are secondary. The music grabs me and travels straight to the heart. Feelings are instinctive. Words require a bit more cerebral evaluation. I suppose that the best songs are a perfect marriage between the melody and the words.

Then I started to think of some songs which, as most people would confess and even the songwriters have admitted, contain incomprehensible lyrics. And yet these are much loved classics. Why is this so? Perhaps precisely because the words are so quirky, ambiguous, and feed our curiosity and imagination.

I'm thinking of David Bowie's Life On Mars, and Queen's Bohemian Rhapsody, and Led Zeppelin's Stairway To Heaven.

Here in London it feels like Siberia at the moment. My skin must be "a whiter shade of pale". I need a song that warms my bones. It comes from the long ago hot summer of 1967. Thanks to Procol Harum.
Just don't ask me what the song means!


A proxima.
PO

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ponto de Vírgula

   It was now the middle of June…Strawberries, and only strawberries, could now be thought or spoken of. The best fruit in England every body’s favourite always wholesome.  These the finest beds and finest sorts. Delightful to gather for one’s self the only way of really enjoying them. 
   Morning decidedly the best time never tired every sort good. Hautboy infinitely superior no comparison the others hardly eatable hautboys very scarce.
    Chili preferred White Wood finest flavour of all price of strawberries in London  abundance about Bristol Maple Grove cultivation beds when to be renewed  gardeners thinking exactly different no general rule gardeners never to be put out of their way delicious fruit  only too rich to be eaten much of inferior to cherries currants more refreshing only objection to gathering strawberries the stooping glaring sun tired to death could bear it no longer must go and sit in the shade. 

in Emma, Jane Austen
  

 

Mini-cheesecakes frios com morangos

Para 8 unidades:

280 g de bolachas de aveia
120 g de açúcar mascavado claro
160 g de manteiga derretida
Mousse de queijo e laranja
130 g de queijo cremoso (tipo philadelphia)
60 g de açúcar
1 folha de gelatina
20 ml de sumo de laranja
Raspa de ½ laranja
100 ml de natas para bater
200 g de morangos (limpos, sem pé e cortados em quartos.)
25 g de açúcar fino

Base: Untar com manteiga 6 formas individuais com 6.5 cm de diâmetro e 2.5 cm de altura e forrar com papel vegetal. Triturar as bolachas com o açúcar, juntar a manteiga e misturar bem. Dividir a mistura pelas formas e forrar os lados e a base, prensando com uma colher. Refrigerar.

Creme de queijo e laranja: Hidratar a gelatina em água fria e escorrer bem. Reservar. Bater o queijo com o açúcar e a raspa de laranja até estar cremoso. Aquecer o sumo de laranja e dissolver a gelatina.
Misturar a gelatina ao queijo e bater até homogeneizar. Bater as natas até estarem firmes e incorporar com cuidado. Encher as formas com o recheio e refrigerar 2 horas ou até estar firme. Misturar os morangos com o açúcar e refrigerar. Colocar os morangos sobre as tartes antesde servir.


Nota: receita e imagens tiradas da internet

MFM

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Duas últimas

Estimados, pacientes e quiçá distraídos leitores,

Anteontem foi dia de lareira, sem grandes trabalhos para além de manter o stock de azinho ao nível da combustão agradável de ponto de vista térmico e visual. Fora isso foi um arrastar de existência, como se o tempo verbal fosse determinante na exiguidade da resposta.

Então, o que fazes? Olha, está-se...

O fim de tarde foi invadido por duas preocupações de ordem diversa: o da saúde, porque senti uma ligeiríssima subida da temperatura corporal; o do blogue, porque fui relembrado pela minha própria consciência que tinha de elaborar um post para 3ªfeira (hoje, nomeadamente). 

Ontem, quando acordei, ja sabia o que ia postar, porque o título representava o meu estado. Depois, ligeiramente complexado por revelar um homem - o Serge Lama - que nunca me entusiasmou por aí adiante, decidi compensar com uma onda nostálgica: Léo Ferré, que faz parte do meu imaginário e me lembra algumas amizades que ficaram pelo caminho, fruto de percursos diferentes.

Desde que se respeite o editor e dono do estabelecimento e não se insulte Deus, Pátria e a Família, podem adjectivar o post como quiserem, até dizendo com uma raiva surda:

Te juro que nunca mais cá volto.

 JdB

PS: desculpem o texto ser tão pequenino, mas tenho de ir ali assoar-me e já volto...



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Fórmula para o caos


Para o muitos analistas e comentadores políticos dos EUA, o momento mais caricato da campanha das primárias republicanas foi o célebre ups! proferido pelo ex-candidato Rick Perry quando, em pleno debate numa estação de televisão, não conseguiu lembrar-se de uma das principais medidas que tomaria no caso de chegar à Casa Branca. Foi com toda a certeza o episódio mais mediatizável. Contudo, se nos restringirmos ao conteúdo, deixando de parte a forma, o embaraço de Herman Cain quando perguntado que opinião tinha relativamente à intervenção militar na Líbia é bastante mais revelador da escassa qualidade de muitos dos aspirantes a Presidente. No caso de Rick Perry, é óbvio que se tratou de uma "simples" branca. Já Herman Cain deixa bem explanado que não fazia a menor ideia de onde era a Líbia e do que lá se passava. 

 Para ilustrar melhor estas linhas, deixo o vídeo abaixo.



P
Pedro Castelo Branco

domingo, 5 de fevereiro de 2012

5º Domingo do Tempo Comum

Hoje é Domingo, e eu não esqueço a minha condição de católico. 

Não estou acamado, não tenho lepra, não sou atormentado por doença nenhuma, pelo menos que mereça ser referida. E no entanto, todos os dias, de uma forma mais ou menos clara, mostro a minha febre ao Céu na esperança de que me estendam uma mão divina. Na esperança, no fundo, que me levantem, como Jesus fez à sogra de Simão.
O mundo está cheio de doenças que não provêm de vacas loucas ou de aves cacarejantes. Os nossos tormentos prendem-se com a intolerância, com o orgulho, com o egoísmo, com o rancor, com a falta de reconhecimento, com a ausência de caridade, com a indisponibilidade, com a manutenção de uma imagem que esconde um ser fragilizado por baixo de uma aura de ouro falso. Refiro-os, não como quem menciona uma lista teórica de pecados mortais do nosso quotidiano, mas porque os vejo, sinto e sou deles protagonista.
Não somos melhores porque somos crentes, porque a perfeição - ou santidade - não é exclusiva de uns. Cada Homem de boa vontade procura, à sua maneira, um caminho que o leve a viver bem consigo próprio e com os que o rodeiam, de acordo com um modelo, um código de princípios, uma prática. A partir do momento em que tive autodeterminação suficiente para o fazer, escolhi o caminho do cristianismo, no seio de uma igreja católica que é a minha, onde me revejo apesar (ou será antes por causa?) das suas fragilidades.
A minha aprendizagem sobre a vida - ou, quem sabe, o meu caminho para uma espécie de aproximação à sabedoria - não se esgota numa igreja, porque isso seria diminuir a influência de todas as pessoas que se cruzaram comigo e me vão deixando um pouco de si, sejam crentes ou não, praticantes ou não, donas de uma fé que tem dias ou que não esmorece. De todas recebi, com todas aprendi e hoje, estou certo, serei um homem que tenta ser melhor. Querer olhar para dentro com a ajuda da espiritualidade e da amizade é meio caminho andado. Falta só o mais difícil... 
A sogra de Simão tinha febre. Jesus tomou-a pela mão, ela curou-se e começou a servi-los. Se conseguirmos olhar para além de óbvio pequenino da frase que sublinhei abaixo, teremos encontrado uma mensagem importante para quem quer caminhar na igreja e, com isso, caminhar na vida. Tudo se pode resumir a uma mão que se estende, um serviço que se oferece.         
Bom domingo para todos.

JdB
***


EVANGELHO – Mc 1,29-39

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Jesus saiu da sinagoga
e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André.
A sogra de Simão estava de cama com febre
e logo Lhe falaram dela.
Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a.
A febre deixou-a e ela começou a servi-los.
Ao cair da tarde, já depois do sol-posto,
trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos
e a cidade inteira ficou reunida diante da porta.
Jesus curou muitas pessoas,
que eram atormentadas por várias doenças,
e expulsou muitos demónios.
Mas não deixava que os demónios falassem,
porque sabiam qual Ele era.
De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu.
Retirou-Se para um sítio ermo
e aí começou a orar.
Simão e os companheiros foram à procura d’Ele
e, quando O encontraram, disseram-Lhe:
«Todos Te procuram».
Ele respondeu-lhes:
«Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas,
a fim de pregar aí também,
porque foi para isso que Eu vim».
E foi por toda a Galileia,
pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Pensamentos impensados


Zoologia
Sempre achei que as vacas tinham 4 patas; era o que me diziam. Mas há dias decidi confirmar e verifiquei que a minha vaca tem 8 patas: duas à frente e outras duas atrás; duas do lado esquerdo e outras duas do lado direito.
 
Ditados
Por que é que as promessas se quebram com facilidade? Porque o prometido é de vidro.
 
Ténis
Nadal enfrentou Federer; Clister enfrentará Supositório.
 
Gripe das aves
Anda tudo outra vez preocupado com a gripe das aves que é uma coisa (a ser verdade) que se passa lá para os confins do Oriente, e não vejo ninguém preocupado com uma peste aqui ao pé da porta. Na Bósnia há erze-bovina e ninguém se preocupa.
 
Chiquismos
Mesmo que Senhora Merkel queira vestir Dior, vestirá sempre pior.

SdB (I)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Divagações


(Cabo Girão, Madeira, Janeiro de 2012, vislumbrando um barco perdido na imensidão)
Num destes dias disseram-me que eu me constituía demasiadamente com três ou quatro acontecimentos negativos da minha vida dos últimos anos, talvez realçando pouco o que de positivo me calhou em sorte. Ouvi e retive, porque reconheço nalgumas pessoas a capacidade de me olharem perspicazmente para além do desfocado ou de uma impressão repentista.
De facto, esta última década foi intensa. Fujo de adjectivar a intensidade com injustamente, porque nalguns aspectos a minha co-responsabilidade não é uma minudência nem um conjunto vazio. A menção sistemática destas ocorrências faz de mim um queixoso, um pessimista, um nostálgico, um negativo, um mal agradecido ou um maçador?  Pragmático como sou, reconheço que há o perigo desse olhar sobre o tema...
Há pouco mais de um ano elaborei, neste mesmo espaço, um pensamento que fui repescar, porque revela muito do que penso sobre mim: sabes, cada vez mais tenho a certeza de que não invento nada, não crio nada, não deslindo nada. Uso as palavras que outros inventaram, tenho as sensações que outros já definiram. E, no entanto, sinto muitas coisas como se fosse o pioneiro delas no mundo. Vejo-me como uma criança que usa uma gravata pela primeira vez e que responde ao fatalismo do ”já muitos a usaram antes de ti...” com o prazer singelo da descoberta: “pois eu gosto dela como se fosse o primeiro”.
É quase certo que estes dez anos fizeram de mim um homem substancialmente diferente, remetendo grande parte da vida restante para uma espécie de armário onde se guardam as memórias felizes de outros tempos. Esta década foi tão intensa que olho para o resto da minha caminhada e lhe descortino sobretudo uma sossegada e por vezes ingénua felicidade e, seguramente, um perigoso imobilismo próprio. Nada disto diminui a importância dos que se cruzaram comigo ao longo do (outro) tempo – e alguns muito proximamente –, significando apenas que conheceram um JdB fruto de uma educação, de uma circunstância e, seguramente, de genes próprios.
Vou presumir que sei onde melhorei (se bem que elogio em boca própria seja vitupério...), onde sou o que sempre fui e que, infelizmente, não mudarei. Sei ainda o que já não sou e que algumas pessoas acharão uma pena. O homem em que me tornei – ou que voltei a ser... – é consequência, não directa dos acontecimentos negativos, mas do processo de (re)construção deles derivado, e ao qual não são alheias as relações afectivas que mantive, desenvolvi ou criei.
Gosto desta ingenuidade com que olho para mim ou para o mundo que me rodeia, como a tal criança que sabe que não descobriu nada mas que, mesmo assim, se sente o inventor de uma pomada balsâmica. Vaidoso de uma resiliência que fraqueja, gosto de lembrar as pessoas a quem devo, seguramente, a sobrevivência equilibrada. Talvez seja por isso, também, que me constituo desta forma, como um recuperado que fala obsessivamente dos seus tempos de adição, porque eles lhe fazem lembrar a paz e os companheiros a quem vai falando dos dias bons. 
Ou talvez não seja, e terei de ser mais discernido.

JdB   

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Efeméride para o dia de hoje


Diário de uma astróloga – [18] – 1 de Fevereiro 2012

Astrologia chinesa

Com certeza por causa da celebração do ano novo chinês, tenho tido vários clientes que me perguntam quais as semelhanças entre a astrologia chinesa e a astrologia ocidental. Já um bloguista aqui mencionou que no passado dia 23 de Janeiro começou o ano do dragão.
O ano novo chinês é uma festa móvel escolhida através de uma combinação de calendário lunar com calendário solar. O ano chinês começa na segunda lua nova depois do solstício de inverno. A nossa Páscoa é determinada da mesma forma: domingo (calendário civil), a seguir à lua cheia (calendário lunar) a seguir ao equinócio da primavera (calendário solar).
A astrologia chinesa tem por base uma lenda que conta que o Buddha chamou a si todos os animais e só 12 compareceram: o rato, o boi, o tigre, o coelho, o dragão, a cobra, o cavalo, a cabra, o macaco, o galo, o cão e o porco. A cada animal foi atribuído um ano, um mês, um dia e um período de 2 horas. Este sistema de interpretação astrológica chama-se “Quatro Pilares do Destino” ou Ba Zi.
Interessantíssimo é o facto de o nosso zodíaco ter evoluído para o que é hoje, 12 constelações, ao mesmo tempo em que a lenda do Buddha cria o zodíaco chinês com 12 animais. … Mais ou menos por volta do século VI AC. Assim, por vias aparentemente diferentes, partilhamos o número 12, sem dúvida um arquétipo muito profundo no inconsciente colectivo.
Tal como a astrologia ocidental, a astrologia chinesa não é simples; não se limita ao signo anual tal como a astrologia ocidental não se limita ao signo solar. O animal anual representa a forma como os outros nos vêem, o animal mensal o nosso espírito interior, o animal do dia o nossa verdadeira essência e o animal da hora o nosso mundo secreto.
Temos também que ter em conta o ritmo de yang / yin ou dia / noite e o ritmo dos 5 elementos: madeira, fogo, terra, metal e água. Na nossa astrologia consideramos 4 elementos: fogo, terra, ar e água também divididos entre yang (fogo e ar) e yin (terra e agua). Por outro lado a união desses 4 elementos constitui a 5ª essência…
Assim num período de (12 animais x 5 elementos) = 60 anos cada signo pertence a um elemento diferente.  O ano do quadro que se segue é aproximado uma vez que começa em datas que variam entre o fim de Janeiro e meados de Fevereiro.

Yang
Fogo
Rato
1996
Yin
Fogo
Boi
1997
Yang
Terra
Tigre
1998
Yin
Terra
Coelho
1999
Yang
Metal
Dragão
2000
Yin
Metal
Cobra
2001
Yang
Água
Cavalo
2002
Yin
Água
Cabra
2003
Yang
Madeira
Macaco
2004
Yin
Madeira
Galo
2005
Yang
Fogo
Cão
2006
Yin
Fogo
Porco
2007
Yang
Terra
Rato
2008
Yin
Terra
Boi
2009
Yang
Metal
Tigre
2010
Yin
Metal
Coelho
2011
Yang
Água
Dragão
2012
Yin
Água
Cobra
2013
Yang
Madeira
Cavalo
2014
Yin
Madeira
Galo
2015
Yang
Fogo
Cão
2016
Yin
Fogo
Porco
2017
Yang
Terra
Rato
2018

E assim sucessivamente até o ciclo estar completo. As combinações possíveis são 103.680 = (5x12) combinações anuais x 12 mensais x 12 dia x 12 horas. Não se pode dizer que seja um sistema simples... 
A compatibilidade entre pessoas é analisada de forma parecida mas não equivalente pelas duas astrologias. Ambas têm trígonos de compatibilidade: o ocidental directamente relacionado com os quatro elementos e o chinês com qualidades comuns.


A China e grande parte do sudoeste asiático festejou a entrada no ano do dragão, um dragão de água com qualidade yang. Não faço ideia o que quer dizer mas deve ser um dragão mais calmo do que o de fogo e que age abertamente durante o dia e não pela calada da noite. Por outro lado não podemos ignorar que mais de 1.500.000.000 pessoas festejam esta energia…. algum significado deve ter.
Pela parte que me toca, contento-me em gostar muito do ciclo de 60 anos: sou um tigre de metal e tenho uma neta que nasceu nos meus 60 anos, portanto também tigre de metal.
E, seguindo o proverbio dos nuestros hermanos “no creo en brujas, pero que las hay hay”, sendo tigre conforta-me saber que o meu marido é cavalo, parceiro na minha vida e no meu trígono de compatibilidade.

Sem nenhuma intenção futebolística…   um bom ano do Dragão para todos.

Luiza Azancot

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