





As melhores viagens são, por vezes, aquelas em que partimos ontem e regressamos muitos anos antes
Confesso que não gosto muito desta imagem do “rebanho”, de andarmos todos “em bando”, de seguirmos “cegamente” um pastor que lidera o caminho. Sou uma pessoa independente, com opinião própria, com capacidade de tomar a minhas próprias decisões e, por isso, esta coisa de andar em bando não tem muito a ver comigo. No entanto, no texto do Evangelho, há uma frase crucial sobre a qual vale a pena debruçarmo-nos “Ele chama cada uma delas pelo seu nome ....”. De facto, de entre o rebanho imenso que constitui a humanidade, Deus conhece cada um de nós individualmente, conhece-nos as fraquezas, as alegrias, as inquietações, chama cada um de nós pelo seu nome e não impõe a liderança; pelo contrário, chama-nos e nós ao ouvirmos a sua voz, seguimo-lo de livre vontade. Esta perspectiva vem, também, dizer-nos que todos nós, sem excepção, sejamos bons ou maus, católicos ou muçulmanos, santos ou pecadores, temos a oportunidade de seguir a Cristo, de nos entregarmos a Ele, seguindo o seu caminho e os seus ensinamentos. Nada nos é imposto; basta que estejamos atentos e queiramos ouvir a Sua voz e, ouvindo-a, nos dispomos a segui-la. Existe alguma coisa mais bonita que isto? Somos livres de seguir a Cristo, ou não! Seguimo-lo por O amamos e somos amados por Ele. Somos livres de nos afastarmos d’Ele e somos livres para nos re-aproximarmos d’Ele. Podemos estar uma vida inteira afastados, mas basta que, no último instante, nos dispomos a segui-Lo e Ele aí estará, pronto para nos acolher, pronto para nos chamar pelo nome próprio. Existe alguma coisa mais bonita que isto? É o Amor em Liberdade. É a Liberdade do Amor. É um Amor que só pode vir do Céu.
Domingo, Se Fores à Missa ...... Decide em liberdade !
Maf
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».
Palavra da salvação.

Ao invés do habitual, o «2» consegue superar o «1». O desempenho exímio dos actores corresponde ao profissionalismo e rigor da direcção artística brasileira. O talentoso Seu Jorge também entra, do lado dos bandidos, a liderar o motim na prisão de Bangu 1. Aí assistimos a uma operação de resgate de reféns, onde o Coronel se assemelha ao realizador, criando um filme dentro do filme. O realismo das cenas policiais deve-se ao facto de haver 80 polícias entre os figurantes, além de os actores terem sido treinados em guerra urbana.

O BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) em acção.
O argumento é muito valorizado pela fluidez natural da narrativa, que, sob uma estrutura poderosa, corre ao sabor de uma voz-off lúcida e interpelativa, conseguindo manter uma densidade dramática que estica até à última cena. Um crítico de cinema brasileiro, Marcelo Forlani, sintetizou com humor os méritos da película, classificando-a bastante bem: «‘Tropa 2' continua violento, continua polêmico, continua pingando limão na ferida… e os momentos de alívio cômico só funcionam tão bem porque o restante do filme é bastante recheado de ação e tensão" (post de 6.Out.2010 do site Omelete, onde avaliou o filme com quatro «ovos», num máximo de cinco). O pingar limão na ferida tem o objectivo explícito de despertar o espectador do marasmo comodista em que facilmente pactua com o status quo, por promíscuo que seja. Instiga-o a reagir. De facto, não se sai dali descansado, como se tudo fosse longínquo e estranho ao público… Em sociedades corruptas, o preço da liberdade é especialmente elevado e depende, directamente, da coragem! Quando uma se desvaloriza, a outra cai a pique, por arrastamento. Já o preço da vida é baixíssimo! Só que em democracia, a luta pela liberdade não é obrigação exclusiva dos detentores de cargos públicos. E dela depende a valorização da vida!
Outra súmula lapidar do filme vem do punho de Ricardo Daehn, clarificando o uso algo pedagógico da violência na tela: «‘Tropa de elite 2’ sem dúvida, traz bala no pente, tanto para sacolejar o público quanto para provocar reações adversas. É como se no filme original, Nascimento (o protagonista também na voz-off) ainda frequentasse um jardim de infância na rude trajetória de anti-herói»
O filme resistiu impecavelmente às tentações óbvias: sem excesso de suspense para thriller; sem abusar da agressividade para militares em acção; sem moralismos directos e previsíveis para filme engagé; sem mitificar os heróis possíveis para filme com propósito moral assumido.
A dada altura, a trama dá um passo atrás e lança-se num rumo alternativo (como nos filmes franceses de Alain Resnais «Smoking» e «No Smoking»). Um momento deliciosamente faulkneriano, a sublinhar o impacto de cada acto no curso dos acontecimentos. De facto, é dos pontos fortes de TROPA DE ELITE 2 mostrar o eco longínquo das opções pessoais, quer na vida do próprio, quer num amplo círculo em redor, reverberando com um alcance muito para lá do expectável. Exalta-se, no fundo, o valor maior que é a liberdade, concretizada na intervenção insubstituível do indivíduo.
O realizador arrisca uma espantosa desmontagem cirúrgica das malhas impenetráveis do banditismo. O filme abre com uma declaração prévia inspirada: «Apesar de possíveis coincidências com a realidade, este filme é uma obra de ficção». O enredo situa-se no Rio de Janeiro (Morro Dona Marta em Botafogo), mas é extensível a todos os lugares do planeta onde a dupla poder & dinheiro impera. Pontifica a lei da força, leia-se, das armas. Tudo o mais é irrelevante.
Ironicamente, ou talvez não, sobressai o profissionalismo das quadrilhas comandadas pelo dinheiro – não há chefe mais implacável que o vil metal. Quais direitos adquiridos, quais horas extraordinárias, quais faltas de produtividade, quais aselhices! Quem disse que errar era admissível? Qualquer meliante sabe, como poucos, o preço exorbitante de um passo em falso. O laxismo decadente de uma certa crise do hemisfério Norte é impensável nesse mundo rigoroso do dinheiro. A limpeza étnica e social para eliminar incompetentes e não-alinhados é prática corrente, porque o direito à vida está longe de ser reconhecido. Aliás, qualquer outro dos direitos humanos soa a insustentável luxo burguês. Claro que a longevidade de quem tem porte de arma, no Brasil, é curta, conforme canta a balada final. Mas não, necessariamente, em vão, quando algum rasgo de humanidade consegue irromper nas situações mais radicais: «É na hora da morte que a gente entende a vida», diz uma das personagens. Porque o perfil de cada um recorta-se, com nitidez, pela atitude assumida à hora derradeira.
No topo da hierarquia do poder pululam os políticos, ligeiramente balizados pelos eleitores, e bastante intimidados pelos jornalistas e pequenos grupos de pressão das classes altas. Há um bom exemplo de volte-face, provocado pelos bem pensantes, quando espontaneamente aplaudem determinado alvo a abater, num restaurante selecto do Rio. Depois daquela ovação pública, o futuro negro do proscrito transfigura-se como nos contos de fadas. Mas nem sempre os media e as elites pontificam pelas boas razões... Até porque, não tenhamos ilusões, como avisava Tom Jobim: a realidade brasileira não é para principiantes.
A meio da pirâmide situam-se as forças de segurança do exército, autênticas máquinas de guerra. Na base, acotovelam-se as milícias maltrapilhas das favelas, esforçando-se por sobreviver, sem escrúpulos nem ilusões sobre o futuro.
O português saleroso falado pelos cariocas brilha com uma expressividade difícil de igualar, à parte do jargon pesado dos favelados. De uma simplicidade incrível:
- «Pensaram que eu ia cair pra baixo, mas eu cai pra cima»
- «Telefonou aos ‘direitos humanos’? (…) ‘Che Guevara’ tá entrando sem colete» –referindo-se ao activista anti-sistema, a intermediar na revolta em Bangu.

O “Che” em tolerância zero com as autoridades e hiper compreensivo com os insurrectos.
- «Pro povo, bandido bom é bandido morto»
- «Os chefes do tráfico em Bangu I não foram mortos porque tinham grana para perder.»
- «…se achando a pica das galáxias.»
- «Quem quer rir, faz rir»
- «Que bíblia o quê, isso é novela! Deixa de ser burro.» – óptima radiografia da burrice presunçosa.
- «Vocês engordaram o porco, agora nóis vai assar.» – tradução mafiosa e divertida de Um semeia e outro colhe.
- «No Rio de Janeiro, quem quer ser policial tem de escolher: ou se corrompe, ou se omite, ou vai para a guerra.»
- «No Brasil, eleição é negócio. (…) O voto é a mercadoria mais valiosa.»
- «Governador, seu governo vai dançar!» – acompanhado de passos de samba, num contrapoder cheio de humor.
Retomo o ponto principal: mesmo entre os tiros há espaço (e muito) para um relacionamento humano rico, embora crivado de contradições. Mas exigente e sedento de verdade, porque a precariedade da existência realça a dádiva de vida contida em cada instante. A relação pai-filho, marcada pela dessintonia aparente, tem gestos de uma generosidade comovente. Igual ao desentendimento penoso entre dois grandes amigos, que calhavam ser também dois grandes homens. Haverá acasos? Não será a amizade um reconhecimento óbvio das afinidades, como acreditava Vinicius de Moraes?

Confronto de personalidades e de vidas… Alguém terá de ir ao tapete?
Há, portanto, lugar à lealdade, à verdade até ao limite, sem cedências. Assim o demonstrou Mathias, em vida e na morte, a jornalista Clarinha e vários outros, triturados por um «sistema» cruel. Assim o foram também demonstrando outras personagens em gestos dispersos, em opções corajosas, ao criarem pequenas bolsas de interajuda para potenciar o esforço conjunto em favor da transparência do regime e da defesa dos mais desfavorecidos. De facto, o homem é um ser gregário, enriquecendo-se muito com a colaboração benigna dos demais. Está na senda do velho lema: Ficai apenas com o que é bom de cada pessoa, de cada situação. Sobretudo, não vale a pena desperdiçar energias a massacrar o presente nem a memória do tempo. Mas lá está, a vida exige alguma coragem, daquela interior, sóbria, que não se restringe aos palcos de guerra. Daquela que aceita a realidade e os outros com limitações, sem lhes exigir a perfeição.
Apesar de tudo, não temos de ficar condenados a considerar o homem o pior inimigo do homem (Proudhon), se nos lembrarmos que muito começa por se decidir no nosso coração.
Maria Zarco
(a preparar o próximo gin tónico, para daqui a 2 semanas, numa Segunda)
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(1) FICHA TÉCNICA
Título original: Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro
Realização: José Padilha
Argumento: José Padilha e Bráulio Mantovani
Produção: Marcos Prado, Malu Miranda
Estúdio: Zazen Produções
Fotografia: Lula Carvalho
Banda sonora: Pedro Bromfman
Duração: 118 min.
Ano: 2010
País: Brasil
Elenco
Wagner Moura (Coronel Nascimento)
Maria Ribeiro (Rosane)
Milhem Cortaz (corrupto Cor. Fábio Barbosa)
Irandhir Santos (activista política Diogo Fraga)
André Ramiro (o eficiente militar André Mathias)
Seu Jorge (bandido Beirada, líder dos revoltosos na prisão Bangu 1)
Sandro Rocha (corrupto Major Rocha)
Tainá Müller (jornalista Clara)
Site oficial: www.tropa2.com.br

nós:
crateras,
sob as marés da lua,
enquanto, lá fora,
a vida.
não é bem certo
nem está propriamente errado
- é apenas assim.
já Pessoa dizia
que no cansaço está
toda a metafísica.
(ou quase.)
Nas últimas semanas sumiram-se-me os vocábulos todos, desarticularam-se os mecanismos de sintaxe mais primitivos e acabou-se-me o novelo das ideias, enrolaram-se-me as costas, encovaram-se as olheiras e desmancharam-se-me os artelhos. Hoje, dia oito mil setecentos e sessenta, constato, com receio, que não estou a ficar mais lesto, nem das ideias nem dos ossos. Não obstante, gosto de me agarrar à promessa de dias de ubérrima criatividade intelectual e soberbo vigor físico, não com um optimismo miúdo, desse que é o egoísmo dos distraídos, mas com genuína vontade de ir somando aos meus milhares de dias repetidos, uns quantos que valham a pena.
Zdt.
Comecei a trabalhar há perto de 32 (!) anos numa empresa de investimentos muito “democrática”, em que cada accionista só podia ter 100 acções, de forma directa ou indirecta, por mais sonante que fosse o seu nome ou por mais alto que fosse o cargo desempenhado na respectiva vida profissional. Eram tempos difíceis, os dos fins da década de 70, princípios da de 80, com o País à beira da bancarrota (onde é que já vimos este filme?). A empresa também não escapou à crise e, quase quatro anos depois, tive mesmo de sair, com grande pena minha, que sempre me agarrei, por certo de mais, àquilo que faço.
Um parêntesis só para dizer que alguns dos accionistas, e estou a falar de pessoas com recursos limitados, queriam continuar a colocar as suas poupanças na empresa, apesar da situação, numa manifestação de confiança que às vezes me arrepiava um bocado. Lembro-me em particular de um deles, que infelizmente já não está entre nós, pessoa de grande carácter e integridade, com quem tive o grato prazer de lidar e cuja memória não esqueço.
Tive também a sorte de ter como primeiro chefe um homem com quem muito aprendi. Inteligente, mandão, inconstante, bon vivant. O meu avô paterno dizia qualquer coisa como “é um privilégio raro termos um chefe que admiramos”, e concordo com ele. Posso afirmar que admirei esse meu primeiro chefe: ajudou-me no início da minha vida de trabalho, a somar a prática à teoria trazida dos anos de ensino, a apresentar um assunto numa reunião difícil ou, no verão, a beber champanhe ao almoço, acompanhando um bom prato de peixe.
E gostava muito de música clássica. A minha escolha é sobretudo em sua homenagem, porque a 7ª sinfonia de Beethoven é toda ela um portento. Scarlett Johansson impediu-me de ouvir a parte seleccionada de olhos fechados...
Espero que também gostem!
fq
Hoje é Domingo ...... Dia da Mãe ........ Dia do Trabalhador ....... e também Dia de Missa. Ainda pensei basear o meu Post nessa palavra lindíssima e inesgotável - Mãe; ou então aventurar-me numa dissertação sobre a importância do trabalho na sociedade dos dias de hoje ou a importância do trabalho na vida de um cristão, mas certamente haverá, hoje, quem muito escreva sobre esses dois temas e por isso resolvi reduzir-me à minha insignificância e fazer aquilo para que me “contrataram”, i.e., comentar o Evangelho de Domingo, rsrsr.
É de novo Domingo. Jesus volta a aparecer no meio dos discípulos. Como na aparição de que hoje fala o Evangelho, em cada Missa de domingo Jesus está no meio de nós e leva-nos à fé n’Ele, ressuscitado. Em cada Domingo, de oito em oito dias, Jesus mostra-nos as chagas nas mãos e nos pés, dá-nos o seu corpo e o seu sangue, revela-se através da palavra, mostra-se através do olhar na Cruz. Tudo sinais da Paixão e da Ressurreição. Por isso, o Domingo é o Dia da Ressurreição, primeiro e oitavo ao mesmo tempo, princípio do tempo e já o dia que está para além do tempo, o dia que nos faz participar na vida eterna.
Mas há um (discípulo) que duvida, desconfia, não sabe bem se há-de acreditar ou não. É São Tomé que diz: ver para crer. Acho que a maioria de nós se identifica com S.Tomé. E por isso queremos milagres nas nossas vidas, queremos que as coisas nos corram sempre bem, dizemos que Deus não pode existir com tanta maldade no mundo e com tantas calamidades. Estamos constantemente a testar a existência de Deus, e fazemo-lo num plano racional, comparando coisas incomparáveis. A existência de Deus não se prova, sente-se, vive-se, experimenta-se. São Tomé representa a nossa humanidade a nossa condição humana face à divindade de Deus.
Um Cristão acredita em Jesus Ressuscitado, como Aquele que anda no meio de nós. Não apenas num plano mental ou emocional, como acontece quando morre alguém de quem gostamos e ficamos com essa pessoa no coração, lembramo-nos dela, conversamos com ela e dizemos que essa pessoa, para nós, está viva. Cristo Ressuscitado é mais do que isso, ele actua nas nossas vidas, ele aparece constantemente no meio de nós, mas nós tal como S.Tomé nem sempre estamos preparados para o ver.
Domingo, Se Fores à Missa …… Encontra o Cristo Ressuscitado !
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.
Palavra da salvação.