Tão convincente és no abandono e nunca cumpres. Acabas sempre aqui. Sufocado de saudades, a roer ciúmes, atraiçoado pela voz maldita que reivindica o que é teu. Só teu. A posse é a conquista deste vai e vem.
Tão convincente eu no teu abandono que me vence. Na aceitação com que remato o desespero, na persistência que imprimo à esperança, na culpa sacudida docemente dos teus ombros, dos meus. Voamos outra vez.
Tão convincentes somos neste embalo que a nenhum ocorreu ainda – meu amor, para a alma, cada abandono é sem sentido e o nosso voo perde altura.
DaLheGas
E eis que se fez poesia.... lindo texto DaLheGas ! Disponha-o, graficamente, em forma de verso e teremos um verdadeiro poema, genuíno grito de alma, belo, profundo e inebriante.
ResponderEliminarE eu diria que o deixes estar assim mesmo, sem alterar uma vírgula sequer... é pura prosa poética, um género de que cada vez gosto mais.
ResponderEliminarParabéns, DaLhe.
Mulheres, mulheres, levei o dia a corar à conta desta posta. Cheguei a agradecer a supressão de parágrafos que meu editor fez. Compacto, talvez se leia pior, e passe despercebido. Mulheres, mulheres, à vossa!
ResponderEliminarSoberbo, Dalhe!
ResponderEliminarQue faço eu aqui e tu aí?
Este Mundo está errado.
RF
faz o que tens a fazer RF e não resmungues. foi um presente teres gostado :)
ResponderEliminarTão convincente é, na prosa, também poética. Fique.
ResponderEliminarO voo ganha altura.
Á espera de mais, fico.
ahh a. :)) ! lol
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