19 dezembro 2012

Diário de uma astróloga – [41] – 19 de Dezembro de 2012

O calendário Maia

No princípio de 2012 prometi que falaria do calendário e astrologia Maia e não quero faltar à promessa, uma vez que só me restam 2 dias… Estava a brincar, porque não acredito na iminente inversão da polaridade dos polos ou da rotação do eixo terrestre, nem no choque com a Terra do planeta Nibiru. Também não acredito nos cenários luminosos em que humanidade deixa de guerrear e ficamos em comunhão com Natureza como os Na’vi do filme Avatar.

Recentemente li uma sondagem da Reuters em que 10% dos entrevistados acreditavam que em 21-12-2012 a Profecia Maia será revelada. Como não sou escorpiónica com apetência para cenários apocalípticos, nem neptuniana ansiando por uma visão idealística do mundo, venho de uma forma lógica e realista compartilhar factos e desfazer mitos.

Factos:
·       Os Maias eram excelentes matemáticos, calendaristas, astrónomos e praticavam astrologia divinatória. As fronteiras entre estas disciplinas eram esbatidas.
·       O Códex de Dresden fala de um calendário de 260 dias, Tzolkin, com fins astrológicos e divinatórios que se desenrolava ao mesmo tempo do calendário civil e solar de 365 dias, Haab.
·       O Tzolkin  baseia-se em 20 dias com nomes e qualidades próprias, cada dia regendo um parte do corpo humano e 13 períodos de tempo, “trecenas”, com significado parecido com os signos zodiacais. Estas 260 (20x13) permutações constituíam a base do horoscopo.
·       Além do Tzolkin os Maias consideravam outros períodos:
o   1 uinal= 20 kins (dias)
o   1 tun = 18 uinals (360 dias)
o   1 katun = 20 tuns (7.200 dias =  19.7 anos)
o   “short count”  =  13 katuns  (93.600 dias = 256 anos )
o   1 baktun = 20 katuns  (144.000 dias= 394 anos)
o   1 época da criação ou “long count” = 13 baktuns  = 260 katuns  (5.125 anos)
·       A cosmologia mesoamericana, e não só Maia, fala de 5 épocas de criação = 25.625 anos, conceito no centro da Piedra del Sol dos Aztecas. 



Museu Nacional de Antropologia da Cidade do Mexico



Algumas relações entre o calendário e os ciclos cósmicos:

·       Os 260 dias do Tzolkin têm correspondências com as nove luas do período de gestação humana, com o tempo de permanência de Venus como  estrela da manhã ou como estrela da noite e multiplos dos ciclos sinódicos[i] de Mercúrio, Vénus e Marte.
·       O katun assemelha-se muito ao ciclo de Júpiter /Saturno. Burce Scofield, grande especialista de astrologia mesoamericana, com quem estudei, suspeita que os Maias viam no katun a expressão perfeita deste ciclo que ainda de hoje em dia é relevante nos sincronismos da astrologia mundana.
·       O total das 5 criações é um período parecido com o da precessão dos equinócios[ii].

Especulações
·       No pouco que nos chega dos Maia, uma vez que os Espanhóis destruíram quase tudo, não há nenhuma indicação do mundo acabar. Quando um ciclo acaba, começa outro. Uns senhores New Age que já nos anos 80 venderam muitos livros sobre “convergência harmónica”, decidiram publicitar a Profecia Maia que não é mais do que a interpretação errada de um sistema complexo de registo de tempo. Venderam-se milhares de livros, fizeram-se filmes e falsos profetas ganharam dinheiro.
·       Os ciclos devem estar ancorados em qualquer coisa astronomicamente estável. O que parece lógico é que o ponto de ancoragem seja o solstício de inverno, isto é, 21 de Dezembro … mas de que ano? Quando é que começou este ciclo para se saber quando acaba? Os arqueólogos pensam que foi em 3113 ou 3114 AC, o que somando 5.125 pode dar ou não 2012…. conforme o cálculo tenha sido feito na base do calendário juliano ou gregoriano ou astronómico. E contaram o ano 0 ou não? Ninguém sabe porque os primeiros estudiosos desta matéria, Goodman, Martinez e Thompson usaram nos cálculos da data uma constante chamada GMT (muito imaginativos) de sua invenção….
·       Diz-se (?) que este “long count” seria a última secção do ciclo de 5 épocas = 25.625 anos. Há 25.000 anos estávamos no fim de uma Idade Glacial… Quem é que começou a contar?

Não confundir o FB, iphone, ipad com a Natureza
·       Os sacerdotes Maias contemporâneos intitulam-se “contadores de dias”, usam o calendário dos 260 dias ligado aos ritmos do cosmo. Têm uma vida simples respeitadora do mundo natural e já nem podem ouvir falar na “Profecia”.
·       O Ocidente entregue à tecnologia e consumismo está baralhado com alterações climáticas imprevisíveis, e completamente dissociado da natureza. Perdeu a ligação física e espiritual com o Universo e agarra-se a falsos profetas.
·        Estamos numa crise económica sincrónica com a quadratura ente Plutão e Úrano que nos obriga a reflectir sobre as nossas escolhas e a ter maior consciência do nosso papel na Terra   ver blog de 4 Jan 2012. Estou mais confiante nesta energia para nos ajudar a introduzir as mudanças necessárias no que na Profecia Maia. Se coincidem, que assim seja!

Luiza Azancot
astrocape@gmail.com



[i] Ciclos sinodicos ocorrem entre dois planetas (nesta caso Mercurio e Terra) contados do momento em que ambas orbitas estao alinhadas até que isso aconteça novamente
[ii] Para maiores explicacoes sobre a precessao consultar o site do Centro de Fisica Teorica e Computacional http://cftc.cii.fc.ul.pt/PRISMA/capitulos/capitulo1/modulo6/topico3.php

18 dezembro 2012

Crónicas de um universitário tardio

O semestre está a chegar ao fim e, com ele, começam os trabalhos finais. Mais do que ter uma boa nota, interessa-me saber se consegui aprender algumas das muitas coisas que me foram ensinadas. Ontem entreguei o exercício de Ficção Breve. O desafio? Redigir, no espaço máximo de uma folha e meia, três semi-coisas: um texto subordinado ao título a marquesa saiu às 5 horas, a caracterização de um personagem e uma recensão. Partilho convosco as duas primeiras partes. O que achará da minha aproximação um escritor galardoado (Mário de Carvalho) que já foi reconhecidamente comunista?

JdB

 A Marquesa saiu às 5 horas


História:
Para Duarte havia dois aspectos fundamentais que caracterizavam o ser humano: o catálogo de valores e a eficácia da acção. Nestas duas dimensões residiam, segundo ele, o que verdadeiramente contava na peregrinação do Homem pela Terra. Quando o inquiriam, respondia sem um instante de hesitação:
O respeito pela nobreza e pelos compromissos assumidos. O resto são derivações menores destes pilares estruturantes de uma conduta séria.
A nobreza, e quanto mais antiga melhor, assegurava, seria o repositório insubstancial das leis que regiam a ética, o respeito pelos mais desfavorecidos, a relação entre as partes, o bem comum. O modo de agir nas suas várias vertentes – eficácia, gestão, cumprimento – eram a materialização da ideia, uma espécie de extensão física de um pensamento elevado.
Aquela dia de Maio nascera limpo, o que para Duarte era um presságio de felicidade. Gostava da claridade, da transparência, da possibilidade que lhe era oferecida de ver mais ao longe. No fundo, como se o vasto campo da meteorologia fosse uma alegoria para o seu gosto pela genealogia, e a linha do horizonte, que jamais se alcança, fosse uma fiada de antepassados cujo início se perde na antiguidade.
Olhou a marquesa pela primeira vez. Comoveu-se com a perfeição das suas formas, encantou-se com um requinte que lhe pareceu raro e elevado. Ousou tocar-lhe mas conteve-se, como quem tem a noção exacta do momento em que tudo deve acontecer, porque o contacto físico abre caminhos inexplorados. Sorriu contente. A nobreza estava ali representada - não a nobreza de carácter, que mais não era do que uma expressão vaga para enganar tolos, mas a nobreza do sangue, da aristocracia, dos filhos de algo, da elegância dos costumes que só o berço proporciona.
Foi despertado pelo som do telefone que reproduzia o Land of Hope and Glory, uma música que lhe parecia superior.
Sim, sim, fala da editora Sangue Azul. Tal como estava previsto há 8 meses, o primeiro número da revista sobre nobreza europeia saiu à hora prevista. A Marquesa saiu às 5 horas.

***
Perfil do personagem:
Duarte é um homem de 1,75 m, com um cabelo liso preto penteado com esmero e óleo de castor, um hábito e um stock herdados do seu Pai. Anda com pequenos passos; tem umas mãos magras mas que oferecem um aperto firme e de olhos nos olhos. Tem um apelido vulgar ao qual dobrou uma consoante, ciente da importância de uma certa patine no aridez do cartão de cidadão.
Licenciado em História, tornou-se monárquico e genealogista por equívoco. Numa das primeiras aulas na universidade, um professor exibiu um olhar-farol pelo anfiteatro e proferiu em voz grave: entre o preconceito do dinheiro e do nome – e fixou-se na direcção de Duarte – prefiro o do nome. O estudante sentiu o episódio como uma epifania e só muito depois percebeu que ao seu lado se sentava, por trás de um nome corriqueiro, um dos herdeiros da nobreza portuguesa mais antiga. Era tarde para recuar, atingira o ponto de não retorno nas opções de vida. Procurou as suas origens e esbarrou no final do século XVIII numa paróquia do norte, cujos assentos de baptismo arderam por causa de um padre fatigado e fumador.
A criação da revista, mais do que um negócio, é um apostolado.

17 dezembro 2012

Vai um gin do Peter’s?

Há personagens e símbolos recorrentes nos filmes americanos que são autênticas imagens de marca, não apenas de Hollywood, mas do American way of life, como: as bandeiras gigantescas desfraldadas em inúmeros alpendres espalhados por todo o país, ou os polícias enérgicos e espadaúdos sempre prontos a enfrentar os piores bandidos, ou as limous, os skates, os patins e as bicicletas a rolar animadamente pela Fifth avenue, outra qualquer outra avenue. Por junto, o pop e o patriotismo assumido transportam-nos para os EUA e, convenhamos, afastam-nos da Europa. Aliás, toda a expressão mais directa e quase pueril tem pouco a ver com o Velho Continente. 

Em «ARGO»(1) revemos o melhor dos Estados Unidos em: profissionalismo, rigor, tenacidade e, sobretudo, um patriotismo transversal a toda a sociedade, do espião da CIA ao maquilhador de vedetas de cinema ou ao realizador falhado. De facto, um por todos e todos por um funciona, espontaneamente, num país onde o orgulho pátrio convoca todas (ou quase) as boas vontades, facilitando a orquestração de uma boa defesa nacional.

Não será o melhor filme da temporada. Mas tem o enorme mérito de nos incutir ânimo, dando o devido destaque a gente brava e q.b. generosa, em moldes semelhantes ao da película «AS VOLTAS DA VIDA» (com Clint Eastwood). São ambos, digamos, filmes de atitude, tipicamente americanos, pelas boas razões, fazendo a apologia de uma posição íntegra e combativa, onde a Esperança no futuro e a confiança na vitória do bem estão omnipresentes em toda a trama. Por isso, devolvem-nos o gosto pela vida e rasgam-nos um horizonte mais amplo, onde todos cabemos, até à máxima diversidade humana. 


Para lá disto, o enredo de ARGO vale ainda por se basear em factos verídicos (embora com exageros e algumas simplificações»(2)), bem contados e devidamente enquadrados por um resumo histórico inicial que, em poucos minutos, nos relata os motivos da quase que legítima deposição do Xá do Irão e imediata ascensão dos Ayatollahs ao Governo, num ambiente que se torna ostensivamente anti-americano. Corria o ano de 1979, em plena Guerra Fria. Sem subterfúgios, a voz-off assume as culpas remotas dos EUA nesta reviravolta política, pela sua ingerência (juntamente com a Grã-Bretanha) na política iraniana, em 1953, ao provocar a queda do regime vigente e favorecer a entronização do Xá Reza Pahlavi»(3), que devolve às petrolíferas anglo-americanas a exploração dos recursos fósseis do país. Mais: a mesma voz-off chega a insistir na tirania reinante desse período (ao longo do filme, até se alude ao equipamento de tortura da polícia política do Xá, que houve necessidade de destruir), reprimindo-se brutalmente as constantes sublevações internas. Em suma: ARGO foi concebido para também poder ser visionado por público iraniano, sem risco de beliscar a sensibilidade do povo persa (excluindo, naturalmente, minorias facciosas e reaccionárias). Aliás, há vários momentos e personagens muito favoráveis àquele país, como a empregada da Embaixada do Canadá, que protege os estrangeiros incorrendo na transgressão mais grave, segundo a nova nomenclatura – a heresia.

ARGO alude à operação de resgate, ultra-secreta, de 6 funcionários americanos que se tinham escondido na Embaixada do Canadá, em Teerão, depois de terem escapado à multidão vociferante que invadiu a Embaixada dos EUA, a 4 de Novembro de 1979, aprisionando todo o staff norte-americano ali encontrado. Feitos reféns, todo o staff era utilíssimo enquanto moeda de troca para negociar a extradição do Xá, que fugira para Nova Iorque. Por isso, os 6 mantinham-se, em segredo, na Residência dos diplomatas canadianos, sabendo-se o grupo mais exposto à raiva das autoridades iranianas, se viessem a ser descobertos como membros da Embaixada fugidos ao crivo justiceiro dos Ayatollahs.


Entretanto, em Washinghton, o brain-storming para desencantar a solução salvadora do grupo dos 6 – numa corrida contra o tempo, enquanto não eram detectados pela polícia iraniana, que retaliaria também sobre o Canadá – resultou num misto de cómico e de eficiência pragmática, demonstrando a validade de temperar a experiência e a astúcia com uma boa dose de bom senso. A falta que faz o bom senso! Embora a solução avançada raiasse a loucura, acabou por ser a hipótese menos má de todas as discorridas, conforme defendeu, lapidarmente, um dos adeptos da ideia «It is the best bad idea, by far!». Tratava-se de organizar a suposta rodagem de um filme de canadianos, que viajariam até Teerão para captar imagens da magnífica cidade persa. O filme intitulava-se «ARGO» e a equipa técnica seria composta pelos 6 escondidos, liderados por um elemento da CIA perito em extradições in extremis, que se deslocaria ao país para esta encenação, cuja originalidade poderia ajudar a credibilizá-la.

Tanto arrojo não facilitou a aprovação superior. Pelo que já com a operação em estado avançado, teve indeferimento… que não foi acatado pelo colaborador da CIA in loco, comprometido com os embaixadores do Canadá e com os 6. E logo quando o mais difícil parecia estar ultrapassado: persuadir os 6 a alinhar na tal artimanha cinematográfica, que incluía uma prova de fogo – sair da Embaixada para filmagens no Grande Bazar! 

Dois pormenores curiosos evidenciam o profissionalismo característico dos funcionários da terra do tio Sam: no pequeno grupo dos 6, um domina fluentemente a difícil língua farsi, como é norma nas Missões Diplomáticas americanas no exterior. E note-se que estamos a falar de colaboradores de baixo ranking. Segundo: a primeira escala na viagem do perito da CIA, Tom Mendez (espião real, que mereceu ser condecorado pelo Presidente Clinton, em cerimónia secreta), foi em Istanbul, a fim de ser industriado nas especificidades do Irão, por outro especialista seu conterrâneo. Tudo lhe foi antecipado, até ao mais ínfimo pormenor, ditado pelo know-how de um infiltrado nos segredos da governação iraniana. Na antiga Bizâncio, o cenário para o encontro não podia ter sido mais idílico, descomprometedor e significativo – no monumento onde o Ocidente melhor se mescla com o mundo bizantino – a Basílica de Santa Sofia:

Na lindíssima Hagia Sophia, Mendez
prepara-se para a operação de alto risco, em Teerão.

Fantástico o jogo de suspense, em crescendo, ao longo das 2 horas de filme, num frisson bem compassado que doseia, magistralmente, os diversos clímaxes intermédios das inúmeras batalhas até à vitória final. O paralelismo narrativo também está bem encadeado, revelando a simultaneidade dos esforços nos diferentes locais e nos diferentes lados do conflito.

Humor, solidariedade em versão sóbria, da que convence (expressando-se mais no silêncio que nas palavras; e aqui surge a galeria dos vários heróis comuns entre a população iraniana, canadiana, asiática, americana…), coragem até ao limite, na clandestinidade e sem compensações nem reconhecimentos públicos, empenho e brio por pura carolice, para lá do expectável. Tudo em doses notáveis, embora acessíveis ao cidadão comum. Completamente verosímil. Sabemos que os grandes feitos são o mosaico final que costuma congregar o contributo de muita gente, sobretudo dos anónimos.


A par deste heroísmo acumulado, dos simples, contracena o calculismo e a pequenez egoísta dos sobreviventes, dos aterrorizados e auto-centrados na sua circunstância, a ponto de se permitirem desvalorizar indecorosamente o peso e o risco que poderão representar para outrem. O ponto alto deste egocentrismo, também frequente, ocorre na hora dos festejos, quando os resgatados caem comovidos nos braços uns dos outros, comemorando euforicamente um desfecho para o qual pouco tinham contribuído. Eles que eram parte integrante do problema. Pior: apenas um veio agradecer, demasiado comedidamente, a quem fora arriscar a vida, até Teerão, apenas para os salvar. Nos antípodas está a iraniana que arriscou a pele e se absteve de pedir (apesar de estar ao seu alcance) qualquer paga, qualquer ajuda pelo esforço feito em prol de estrangeiros. Antes acata, em silêncio, a sua sorte de emigrante solitária, condenada a um campo de refugiados transfronteiriço, no Iraque.


Uma aventura verdadeira, que mostra despretensiosamente as várias opções humanas face a uma realidade adversa. Ninguém escapa à dura triagem que é, afinal, da própria vida: seja em Teerão, seja em Washinghton, seja em Hollywood (também contratado para aquela camuflagem excêntrica). 



De certo modo, lembra-nos o espírito dos western, transposto para os nossos dias, com as devidas adaptações de época e circunstância. Mas o mesmo confronto de modus vivendi, a mesma panóplia de personagens e respectivos matizes de comportamentos. No fundo, a mesma avaliação dos valores por que cada um se bate. Aqui vale aquela reflexão sábia, que servia para os tempos do faroeste e volta a aplicar-se ao último quartel do século XX: onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração. Em vésperas de Natal, esta bússola ainda ganhará maior actualidade.
BOAS-FESTAS a todos,  


Maria Zarco
(a  preparar o próximo gin tónico, para daqui a 2 semanas)
_____________
(1) Ficha Técnica:    
Título original:
ARGO
Título traduzido em Portugal
ARGO
Realização:
Ben Affleck
Argumento:
Chris Terrio
Produtores:
Ben Affleck, George Clooney, Grant Heslov
Estúdio:
Gk Films
Banda sonora:
Alexander Desplat
Duração:
120 min.
    Ano:
2012
País:
EUA
        Elenco:

Ben Affleck (Tom Mendez - o espião real da CIA)
Bryan Cranston
Alan Arkin
John Goodman
Site oficial:
http://wwws.pt.warnerbros.com/argo/

Premiado nos EUA: AFI Awards, L.A. Film Critics Association, New York Film Critics online e San Diego Film Critics Society

 (2)  Nas incorrecções históricas, contam-se o apoio dado pelas Embaixadas Britânica e Neo-Zelandesa, que são referidas no filme como tendo recusado, liminarmente, protecção aos 6 foragidos. Por exemplo, a arriscada saída para o aeroporto foi efectuada pelos diplomatas da Nova Zelândia. E o primeiro local de esconderijo foi a Chancelaria britânica, situada em zona demasiado arriscada para poder manter os clandestinos em segurança. 

(3) Transcreve-se, no original inglês, as lacunas relativas à ascensão do Xá ao poder, alegadamente em 1953, quando reinava desde 1941. Em 53 a mudança cingiu-se à passagem para uma monarquia absoluta.
       Comentário ao enquadramento histórico, em ARGO: «This is a half-truth - Mohammad Reza Pahlavi had been Shah since 1941. More accurately, the 1953 coup d'état transformed Iran from being a constitutional monarchy into being an absolute monarchy with Mohammad Reza Pahlavi still on the throne. Immediately prior to the coup, Iran had been a democracy headed by Prime Minister Mohammed Mossadegh. The narrator says Mohammed Mossadegh was "overwhelmingly elected as “Prime Minister" by the Iranian people; technically, he was elected Prime Minister by the Iranian Parliament, after his predecessor was assassinated. Parliament members were elected by popular vote, as in many parliamentary governments.[17] The Shah's full name was "Mohammed Reza Shah Pahlavi";[18] the film's narrator refers to the Shah as "Reza Pahlavi"»


16 dezembro 2012

3º Domingo do Tempo do Advento


A alegria em gestos

Confundimos muitas vezes a alegria com o prazer e com a felicidade. Estando intimamente ligados, estes três conceitos são muitas vezes mal interpretados. Quem nunca ouviu os lugares comuns: “o que dá prazer ou é pecado ou faz mal à saúde”, “muito riso, pouco siso”, “feliz?... só um dia…no céu”! Não podemos negar que somos herdeiros de uma perspectiva fatalista da vida em que as dimensões da alegria são de segundo plano, perante a seriedade da existência. E a fé cristã tem-se ressentido desse cinzentismo com que tudo é pintado, esquecendo as admiráveis cores e as mais profundas sensações com que Deus tudo criou.

João Baptista parece contrastar neste domingo dedicado à alegria, mas talvez isso seja um preconceito em relação à austeridade das suas vestes e ao convite à conversão que ecoa da sua boca. Não existe uma grande alegria na possibilidade de mudar as nossas vidas e sintonizar com o projecto feliz de Deus?  Claro, precisamos acreditar que tal projecto é feliz, não é? E a imagen do “deus castigador das alegrias e dos prazeres humanos” ainda tem muita força. Quando perceberemos que o prazer só não traz felicidade quando é egoísta e fechado, quando isola e não se multiplica em dom para outros? Mas as palavras de João Baptista surpreendem. À pergunta “que devemos fazer?”, expressão de quem busca a felicidade, não responde com propostas radicais de abandono daquilo que se faz, mas propõe pequenas mudanças: partilhar o pouco que se tem com quem tem ainda menos, mostrar humanidade e compaixão para com os que estão sob a nossa autoridade. Mudar a vida não é apenas ter entusiasmos de generosidade ou pôr luzes e decorações natalícias para lembrar que é Natal, e que Jesus nasceu pobrezinho e nuzinho há dois mil anos. O empobrecimento involuntário deste tempo de crise demanda um outro, voluntário, em que damos o que não necessitamos para viver. Que alegria nascerá dessa opção?   

O dedo de João Baptista aponta aquele que é maior do que ele, e em quem podemos alegrar-nos. Alegramo-nos habitualmente com coisas, com experiências, com a vinda e o encontro de alguém querido. Mas São Paulo convida-nos a alegrar-nos “em Jesus”. Quer dizer, a encontrar n’Ele a alegria que não passa nem se gasta, a alegria da vida em união com Ele, da nossa vida transformada pelo seu amor. E a felicidade deixa de ficar dependente daquilo que nos falta (às vezes tantas coisas inúteis!) e torna-se o agradecimento daquilo que somos e de tanto amor que recebemos. É a felicidade de “fazermos o que devíamos fazer”, para lá da vitória ou da derrota. E a alegria é o seu fruto mais visível, o seu gesto mais eficaz!   

P. Vítor Gonçalves

in VOZ DA VERDADE 16.12.2012      


***

EVANGELHO – Lc 3,10-18
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
as multidões perguntavam a João Baptista:
«Que devemos fazer?»
Ele respondia-lhes:
«Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma;
e quem tiver mantimentos faça o mesmo».
Vieram também alguns publicanos para serem baptizados
e disseram:
«Mestre, que devemos fazer?»
João respondeu-lhes:
«Não exijais nada além do que vos foi prescrito».
Perguntavam-lhe também os soldados:
«E nós, que devemos fazer?»
Ele respondeu-lhes:
«Não pratiqueis violência com ninguém
nem denuncieis injustamente;
e contentai-vos com o vosso soldo».
Como o povo estava na expectativa
e todos pensavam em seus corações
se João não seria o Messias,
ele tomou a palavra e disse a todos:
«Eu baptizo-vos com água,
mas está a chegar quem é mais forte do que eu,
e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias.
Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo.
Tem na mão a pá para limpar a sua eira
e recolherá o trigo no seu celeiro;
a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga».
Assim, com estas e muitas outras exortações,
João anunciava ao povo a Boa Nova».

15 dezembro 2012

Pensamentos impensados


Caducidades
A Inglaterra chegou a ser a rainha dos mares; agora é a rainha dos bares.
 
Mail
Os dois sexos que trabalham nos correios em Inglaterra são MAIL e FEMAIL.
 
Apertos
Devido à crise, os centenários passam a ser celebrados aos oventa anos.
 
Transportes
Para a cidade de Medina, carreira 127.
 
Desgraças
Percebe-se que Adão tenha comido a maçã; podia ser que mudasse de vida, o que era uma frustração: não tinha mãe, não tinha umbigo, não tinha ADN...

SdB (I)

13 dezembro 2012

Texto dos dias que correm (porque é actual e porque o recebi via mail)


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. 
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de colher; 
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; 
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; 
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de se afastar do abraço; 
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; 
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; 
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz. 

Eclesiastes 3:1-8

Deixa-me rir...


Caros Audiophiles, I do not listen very often to grand opera, but I do have some familiarity at least with the popular famous arias.

However, I was listening the other day to a radio programme where the guest who was being interviewed chose an aria from Handel's Rodelinda. In truth I had never heard of this opera, and certainly not this aria "Lo t'Abbraccio", which means "I Embrace You". But it sounded exquisite, a perfect piece of music that captured my mood at the time.

I confess I still do not know the story of Rodelinda. It must be a tragic one, like all operas seem to be. Judging from the video, performed by Andreas Scholl and Anna Catarina Antonacci, it would seem that the lovers are obliged to say farewell to one another. There is no high melodrama or over-the top acting and emotions, just an understated human realisation and acceptance of their fate.



A proxima.

PO

12 dezembro 2012

12-12-12

(Funchal, a provar que não há só iphones...)

Hoje é dia 12-12-12. 

Ao contrário de algumas previsões mais pessimistas, o mundo não acabou. O meu abalou já ontem, ao ter recebido um mail da segurança social informando-me de um aumento obsceno das contribuições para o ano que vem, isto apesar de ter facturado menos em 2011 do que em 2010. Abalou mas não acabou. A ver vamos o que acontece...

JdB




Mediocridades?

"O Homem une-se ao Divino em momentos de Razão e Beleza"


Ao ler a noticia de que a União Europeia mandara retirar moedas de dois euros emitidas pela Eslováquia, por apresentarem a Cruz Cristã  Eslava, veio-me à cabeça aquilo que há muito suspeitava: a U.E. está a ser governada por gente descrente, de politica e moral duvidosas, tendo como primeiro objectivo acomodar o futuro!
As moedas foram emitidas para comemorar os 1150 anos dos irmãos São Cirilo e São Metódio, evangelizadores dos povos eslavos, criadores do alfabeto "cirílico", que por Breve do Papa João Paulo II, para acompanhar S. Bento, foram nomeados patronos da Europa.  
Ao que julgo, vários Países já antes tinham mandado retirar crucifixos das Escolas!!
Razão tinha o escritor dissidente soviético Vladimir Bukovsky quando, alarmado,  escreve: "Eu já vivi o Vosso Futuro", dizendo: "É  surpreendente  que após  se ter  enterrado  um monstro, a União Soviética, se tenha construído  outro semelhante, a União Europeia"! 
A  democracia vigente na Europa, que mais parece uma ditadura económica,  por medo, cobardia ou falta de senso, facilmente cede às exigências politicas e religiosas de minorias intolerantes, acabadas de chegar!
A igreja, tendo como símbolo a Cruz, com a sua Cultura Cristã foi um dos principais alicerces na construção da nova Europa. Perseguida e ameaçada por tiranos e trapaceiros, sempre sobreviveu graças à força da Verdade.   
                 
Com  origem no Egipto, faraó Akenaton (1358-1430 a.C.), o monoteísmo praticado pela religião hebraica só é universalmente aceite com a chegada do Cristianismo.    
A Grécia Antiga, entroncamento de culturas, deu à Europa a Arte, o Saber e o talento de Pensar. O  Império Romano deu a Lei e a Ordem, hoje por conveniência esquecidas! A Igreja Cristã deu a Moral, ensinou a diferenciar o Bem do Mal!
A Cruz, situada no centro místico do Cosmos, simboliza o eixo do mundo, é a escada de acesso das almas a Deus, estabelece a relação primária entre os Mundos Terrestre e Celeste.
O braço horizontal corresponde ao mundo da manifestação, da revelação, o braço vertical ao mundo da transcendência, da evolução espiritual.   
                 
Na "Cidade de Deus",  ao falar da Filosofia  Antiga,  Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Argélia) diz que o pensamento de Platão (428-347 a.C.) muito influenciou a Cultura Cristã, vendo em Platão e no neoplatonismo um "Cristianismo potencial"!
Segundo o Evangelho de S. João, "Jesus Cristo é o Logos feito carne". Ora, os filósofos gregos ao buscarem o Logos buscaram Jesus Cristo. S. Justino, filósofo e mártir, nascido na Samaria no século II, afirma que estes filósofos gregos são "cristãos antes de Cristo"!
Cosmologicamente, Platão (428-347 a.C.) no "Timeu" faz a distinção entre o Mundo das Ideias (ser eterno que nunca teve nascimento) e o Mundo Sensível (ser que nasce e que nunca existe) e tenta explicar a Cosmogonia  (nascimento do Universo). Seguindo o modelo das Ideias Eternas, o "demiurgo", artífice divino, ordenou a matéria primordial e quis que tudo ficasse belo. O Cosmos criado pelo "demiurgo" é um ser vivo, gigantesco e eterno, que envolve todos os seres vivos mortais visíveis.  
Para Platão, as realidades concretas do mundo dito sensível são sombras das ideias que existem no mundo inteligível, mundo que o cristianismo interpreta como Paraíso Bíblico.   
                                   
A concepção de Corpo e Alma diferenciados aparece com Homero (século VIII a.C.?).
O verdadeiro homem era a corporeidade visível, a psyché era a sombra da imagem do morto que  escapa com o último alento. Platão no "Fédon" irá dizer precisamente o contrário!
O Orfismo fala da presença no homem de algo divino imortal, dualidade corpo-alma.  
Heraclito, Pitágoras (século VI a.C.) e Sócrates filosofaram sobre a imortalidade da Alma. Mas foi, sem dúvida, Platão quem melhor tratou e aprofundou tão delicado assunto: Procurar a imortalidade da Alma,  buscar a Alma do Mundo! 

Crentes na existência de DEUS, podemos afirmar que a destruição da Igreja Cristã,  equivale a  aniquilar a Civilização Ocidental, a restabelecer a anarquia e o caos.  


                             "O Bem é a Ideia suprema e soberana, origem de todas as outras".

  
FMCN (1 de Dezembro de 2012)                    

11 dezembro 2012

Duas últimas

Tive há dias o grato prazer de ouvir Rão Kyao ao vivo, na FNAC, numa agradável sessão de apresentação do seu novo disco. Procuro aproveitar o facto de haver uma loja dessa marca próxima de minha casa para seguir alguma da sua (vasta) programação cultural, no meu caso mais virado para a área musical. É um aspecto positivo dessa proximidade, para compensar outros de sentido contrário, como as confusões e apertos que com frequência se geram nas imediações, sobretudo nos fins-de-semana ou em épocas festivas (?) como a que estamos a viver. Mas enfim, nada de muitos queixumes, que o saldo é positivo.

As sessões são curtas, não ultrapassando por norma os 45 minutos e servem sobretudo para divulgação de novos trabalhos dos artistas que por lá vão passando. Embora a divulgação seja feita com antecedência, em folhetos que detalham a programação cultural das várias lojas em cada quinzena, e a sala (adaptada) seja bastante pequena, consegue-se estar com um mínimo de comodidade, pormenor que com o passar do tempo se vai tornando num pormaior.

Quanto a Rão Kyao, pareceu-me em excelente forma. O disco que apresentou chama-se “Coisas que a gente sente”, do qual tocou algumas faixas de que gostei bastante (“Depois de um sonho”, “Na planície”, “No dá e dá”, por exemplo), com uma sonoridade portuguesa muito marcada e bonita. E ele é mestre na flauta, como o é no saxofone.

Infelizmente, deste disco só encontrei na net uma faixa disponível, não sei se por ser muito recente, se por a flauta de bambu não recolher simpatias na rede, se por aselhice minha. Em compensação, informo que, se estiverem interessados em ouvi-lo ao vivo, Rão Kyao estará no Estoril, no Auditório Senhora da Boa Nova, no próximo dia 17, participando com outros bons nomes da música portuguesa na gala de solidariedade da Associação Vale d´Acor.

Espero que gostem e que vão à gala!

fq


10 dezembro 2012

Fórmula para o caos

Hoje é dia de derby em Alvalade. Como benfiquista, espero e confio na vitória da minha esquipa. Mas numa homenagem ao fair-play, que anda tão em desuso, e por respeito e simpatia pelo sportinguista JdB, partilho aqui dois dos melhores derbys a que assisti. Uma vitória para cada lado.

Pedro Castelo Branco

http://www.youtube.com/watch?v=Ww_DOQN2Sg8




Nota do editor e dono do estabelecimento: agradeço a simpatia do cavalheiro benfiquista. Em nome do fair-play e da amizade que lhe tenho, gostaria de ter apresentado os dois vídeos, em vez de um link e um video. Acontece que, em relação ao da vitória do Benfica, só consigo por o link, porque o video tem uma espécie de protecção. Fica a explicação, caso pensassem que eu tinha exercido um poder legítimo, porém pouco ético.

09 dezembro 2012

Domingo, Se Fores à Missa!

Hoje é o 2º Domingo do Advento, tempo de preparação para a vinda de Cristo e o Evangelho fala-nos disso mesmo, ensina-nos a prepararmo-nos para o Natal, dando como exemplo a atitude de João Baptista que percorreu toda a zona do rio Jordão pregando e baptizando. Ele sabia que Cristo viria e que o trabalho de Cristo iria ser mais importante e mais eficaz que o dele. No entanto, ele não baixou os braços, não “se encostou”.  Quantas vezes nós pensamos que, porque o nosso trabalho ou a nossa pequenina ajuda não vai fazer grande diferença na fome em África, então não vale a pena fazer nada!

Um cristão não pode fugir para o deserto, alheando-se dos graves problemas do nosso tempo, como a fome, a falta de cultura ou a injustiça, pois Cristo espera  que todos nós sejamos Seus colaboradores na Sua obra da criação, contribuindo, com todas as suas forças para a construção de um mundo melhor. Nós, cristãos, devemos ser pincéis nas mãos de Deus, ferramentas através das quais  Ele vai construindo a sua obra. Um cristão deve manter sempre a espiritualidade do deserto e a fé em Deus. 

«Se os cristãos perdessem o sentido da conversão a Deus, o cristianismo que testemunham, não apresentaria senão o aspecto dum humanismo entre outros e ver-se-ia privado de toda a densidade propriamente religiosa». (Thiery Maertens).

A última frase do evangelho “e toda a criatura verá a salvação de Deus” é uma mensagem de esperança.  Deus existe para todas as criaturas. Cabe-nos a nós procurá-lo e acolhê-lo no nosso coração.

Domingo, Se Fores à Missa …… Acolhe Cristo em ti !

Maf


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 

No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. E ele percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um baptismo de penitência para a remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’». 

Palavra da salvação.

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