Adeus, até ao meu regresso
As melhores viagens são, por vezes, aquelas em que partimos ontem e regressamos muitos anos antes
03 agosto 2026
02 agosto 2026
XVIII Domingo do Tempo Comum
EVANGELHO - Mt 14,13-21
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto,
retirou-Se num barco para um local deserto e afastado.
Mas logo que as multidões o souberam,
deixando as suas cidades, seguiram-n'O a pé.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
e, cheio de compaixão, curou os seus doentes.
Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus
e disseram-Lhe:
"Este local é deserto e a hora avançada.
Manda embora toda esta gente,
para que vá às aldeias comprar alimento".
Mas Jesus respondeu-lhes:
"Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer".
Disseram-Lhe eles:
"Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes".
Disse Jesus: "Trazei-mos cá".
Ordenou então à multidão que se sentasse na relva.
Tomou os cinco pães e os dois peixes,
ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção.
Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos
e os discípulos deram-nos à multidão.
Todos comeram e ficaram saciados.
E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos.
sem contar mulheres e crianças.
31 julho 2026
Poemas dos dias que correm
Alcácer do Sal, Janeiro de 2021
Alcácer que vier
Em Alcácer eram verdes
as aves do pensamento.
Eram tão leves tão leves
como as lanternas do vento.
os cavalos encarnados.
Eram tão fortes tão negros
como os punhos decepados.
as armas que eu inventei.
Eram tão leves tão leves
tão leves que nem eu sei.
os homens que não voltaram.
Eram tão verdes tão verdes
como os campos que deixaram.
as maçãs feitas de lume.
Eram tão frias tão frias
como as dobras do ciúme.
estas palavras que agora
são tão caladas tão cernes
tão feitas desta demora.
as flores da sepultura.
Eram tão verdes tão verdes
tão verdes como a loucura.
meu amor o teu olhar.
Era tão verde tão verde
quase à beira de cegar.
os lençóis onde morri.
Eram tão frios tão verdes
como os campos que eu não vi.
as feridas do meu país.
Eram tão fundas tão verdes
como este mal de raiz.
125 poemas
antologia poética
litexa
1982
30 julho 2026
29 julho 2026
Vai um gin do Peter’s ?
PAIS DUAS VEZES
Felizmente que nos 365 dias do ano consagrou-se um dia para festejar os avós – o 26 de Julho –, associando à festa dos avós de um neto famosíssimo!...
Nas divertidas colectâneas de conselhos dados por crianças, uma canadiana pequenina aconselhava os amigos a arranjar uma avó, se tivessem o azar de não haver disponíveis na família. De facto, muitas das melhores memórias da nossa infância estão associadas aos avós, aqueles pilares de ternura e de humor, que ajudaram a forjar a nossa identidade. Talvez sejam a memória que escolhemos para criarmos raízes e crescermos saudavelmente, cientes de serem aquele porto seguro, onde podemos abrigar-nos e recuperar forças, sentido até! Um testemunho reconhecível para muitos reza assim: ‘Quando jovem, não tinha tempo para os meus pais, mas amava muito os meus avós. Quando velho meus filhos não têm tempo para mim, mas sou amado pelos meus netos.’ É misterioso por que já só os apanhamos num ciclo mais avançado de vida, mais breve.
As estatísticas confirmam o papel dos avós como educadores, chegando a assumir o papel principal em milhões de famílias, por anos a fio, sobretudo quando os pais precisam de emigrar para outro país ou outra região. Isto sem falar das rotinas mais comuns, de lhes caber ir buscar os netos à escola, de serem os confidentes ideias, além da sua arte para manterem a família unida.
| Relato gráfico do episódio de Timurid, o Conquistador, a procurar o conselho da avó. |
A ARTE DOS AVÓS
«Os avós são mestres de uma arte esplêndida e rara: a arte de ser.
Os avós sabem tornar um mero encontro quotidiano numa apetitosa celebração. Sabem olhar e olhar-nos sem pressas, vendo-nos esperançosamente mais adiante. Sabem dar valor às coisas de nada.
Nunca consideram que quando se entretêm connosco estão a perder tempo, muito pelo contrário. Sabem que o amor dá-se bem com essa gratuita co-divisão.
Os avós são docemente silenciosos, mesmo se muito tagarelas.
Os avós parecem distraídos, e isso é bom.
Os avós caminham a nosso lado sem pressa. Têm tanto de distante como de próximo no arco do tempo. Têm uma sabedoria que se expressa por histórias calorosas e não por conceitos. Têm uma memória que nos parece inesgotável, cheia de aventuras, de bagatelas e de detalhes para divertir. Têm armários carregados de objetos (alguns incompreensíveis) que nos põem a sonhar. Apresentam-nos a gostos e a sabores que passamos a identificar com eles. Os avós já foram muitas vezes aos lugares onde nos levam pela primeira vez.
Chamam a atenção para coisas incalculáveis, como a forma de uma nuvem ou a cor diferente que ganham as folhas. Ensinam-nos com serenidade, colocando-se a nosso lado. Nunca acham despropositada a fantasia, nem os medos, nem o mimo. Têm o sentido das pequenas coisas e colos onde cabem as grandes.
Eles não separam, como o resto das pessoas, aquilo que é útil do que é inútil. Fazem-nos sentir que é assim, que já passaram por isso e que existe uma solução que nos vão revelar, só a nós, como um grande segredo.
Amparam os nossos desequilíbrios com o corrimão invisível e seguro do seu afeto, disponíveis degrau a degrau. Adivinham o que não dizemos sem se confundirem com a nossa confusão.
Quando não estão connosco, pensam em nós, repetem aos amigos as frases que dissemos, disputam-nos, orgulham-se de coisas parvas, como o modo como sorrimos ou respiramos.
Penso que se sentimos tão intensamente que os devemos salvar é porque percebemos, desde muito cedo, que somos salvos por eles.»
Por ocasião do Dia dos Avós, Leão XIV deu cinco recados aos mais velhos: há sempre alguém que nunca os esquece e os ama incondicionalmente, começando por Deus; são muito mais do que a sua provecta idade e as eventuais fragilidades, pois cada indivíduo continua a ser único e insubstituível, exactamente como quando estava na força da vida; nunca é tarde para recomeçarem e tentarem fazer melhor; a vulnerabilidade não devia assustá-los, pois o crescimento interior não é um exclusivo dos novos; por fim, as suas orações são valiosíssimas, assim como marcantes os seus gestos de amor com a família e com outros. A própria Organização Mundial de Saúde emitiu, recentemente, uma recomendação, que valoriza o papel dos idosos, quando desaceleram, recuperando um ritmo tranquilo, capaz de saborear melhor a vida: ‘reduz o risco de demência gastar mais tempo à mesa, com a família e os amigos’ e praticar o diálogo inter-geracional.
J.R. Tolkien recomendava: «Não despreze a tradição que vem de anos longínquos; talvez as velhas avós guardem na memória relatos sobre coisas que alguma vez foram úteis para o conhecimento dos sábios.» E Churchill, aconselhando a recuar às gerações que nos precederam, deixou este conselho lapidar à jovem rainha Isabel II: «The farther backward you can look, the farther forward you can see». Vivam os avós e a sabedoria imensa do seu legado vitamínico!
28 julho 2026
Da solidariedade com os que sofrem com o calor
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| Algarve, ontem, cerca das 20.30h |
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| Algarve, ontem, cerca das 20.30h |
Tal como milhões de outras pessoas, em Portugal ou na Europa, tenho vindo a viver sob o signo do calor. Ao contrário de muitos outros, no entanto, passei o mês quente de Julho em condições favoráveis, numa casa confortável, suficientemente perto de uma praia algarvia para se dispensar o carro, rodeado de ar condicionado, piscina e cerveja gelada, em a querendo. Apesar disso, deste burguesismo que consola o corpo, sofro com o calor. Atento na minha temperatura de conforto e percebo que posso estar 15ºC acima do que considero digno para um homem com um termostato próprio.
Não se liga muito aos que sofrem com o calor; na verdade, acha-se um bizarria - pode perceber-se, mas não deixa de ser uma bizarria. A sociologia (ou outra ciência semelhante) ou talvez mesmo a história das nações concorre para esta ideia. De facto, o sofrimento com o calor é esquisitice; já o sofrimento com o frio pode ser pobreza. Salvo em condições especiais - e tem havido casos - morre-se menos com o calor do que com o frio. Pode não ser preciso nada para se manter uma casa moderadamente fresca no pinho do Verão mas, no pico do Inverno será preciso recorrer a equipamentos e incorrer em despesas mensais para manter a casa moderadamente quente. E muitas das pessoas que morrem por efeitos do calor terão sido vítimas de descuido - pouca hidratação, golpes de calor excessivos para idades avanças, demasiado sol. O raciocínio não é replicável para as pessoas que morrem de frio, ou que vivem em pobreza energética. Por último, a uma criança com calor dá-se um cornetto e a vida segue em frente; ninguém aceita que uma criança tenha frio.
Sim, tenho cerveja gelada, ar condicionado, piscina, praia a oito minutos de caminhada lenta. Sou um privilegiado. Porém, não obstante, sofro com o calor...
JdB
27 julho 2026
26 julho 2026
XVII Domingo do Tempo Comum
EVANGELHO - Mt 13,44-52
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus às multidões:
"O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo.
O homem que o encontrou tornou a escondê-lo
e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía
e comprou aquele campo.
O reino dos Céus é semelhante
a um negociante que procura pérolas preciosas.
Ao encontrar uma de grande valor,
foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.
O reino dos Céus é semelhante
a uma rede que, lançada ao mar,
apanha toda a espécie de peixes.
Logo que se enche, puxam-na para a praia
e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos
e o que não presta deitam-no fora.
Assim será no fim do mundo:
os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
e a lançá-los na fornalha ardente.
Aí haverá choro e ranger de dentes.
Entendestes tudo isto?"
Eles responderam-Lhe: "Entendemos".
Disse-lhes então Jesus:
"Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus
é semelhante a um pai de família
que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas".
25 julho 2026
Pensamentos impensados
Ouve-se falar na reforma da Justiça. Será reforma por inteiro?
Vales à caixa... torácica. Entre os "peitos" das senhoras forma-se como que um vale. Nalguns casos pode ser considerado Silicone Valley.
O príncipe era tão feio que a Cinderela saiu à dez e meia.
Adivinha: o que tinham em comum Adão e Eça de Queiroz? Ambos eram filhos de mães incógnitas.
Tédio. Há tempos tive de ir a um hospital para fazer vários exames; a páginas tantas diz-me uma enfermeira: tem aqui esta aguinha para bocejar.
SdB (I)
24 julho 2026
Textos dos dias que correm
Férias: Dieta da alma para o encontro com Deus, consigo e com quem está esquecido
23 julho 2026
Em memória de Luís Represas (1956 - 2026)
A minha própria natureza e as várias circunstâncias da vida - nomeadamente andar muito menos de carro de há quase 20 anos para cá, o que implica que ouça menos telefonia - levam a que esteja pouco atento ao que se produz de música em Portugal. Nesse sentido, acompanhei muito pouco - talvez mesmo nada! - a produção musical de Luís Represas na sua fase pós-Trovante (em 1990, mais coisa menos coisa).
Nunca fui um indefectível dos Trovante, nunca fui um crítico dos Trovante. Ouvia o que gostava - e ouvia pouco, confesso. As músicas que aqui posto em jeito de homenagem musical não serão as melhores, seguramente, mas são as de que me lembro mais - e com gosto. Vila Viçosa e Timor unidos pela voz de Luís Represas.
JdB
22 julho 2026
Poemas dos dias que correm
Não penses duas vezes, está bem assim
É inútil sentares-te a pensar porquê, miúda
Não interessa, de qualquer modo
E é inútil sentares-te a pensar porquê, miúda
Se já não o sabes agora
Quando o teu galo cantar ao despontar da aurora
Olha pela janela e eu terei ido embora
Tu és a razão pela qual viajo
Não penses duas vezes, está bem assim
Essa luz que nunca conheci
E é inútil acenderes a luz, miúda
Estou no lado escuro da estrada
No entanto quem me dera que houvesse algo que fizesses ou dissesses
Para tentar fazer-me mudar de ideias e ficar
De qualquer maneira nunca conversámos muito
Por isso não penses duas vezes, está bem assim
Como nunca antes fizeste
É inútil chamares pelo meu nome, rapariga
Eu já não consigo ouvir-te
Vou pensando e magicando estrada abaixo
Outrora amei uma mulher, uma criança, dizem-me
Dou-lhe o meu coração mas ela queria a minha alma
Mas não penses duas vezes, está bem assim
Onde irei parar, não o sei dizer
Mas adeus é uma palavra boa de mais, rapariga
Então direi apenas passa bem
Não estou a dizer que me trataste mal
Podias ter feito melhor mas não me importo
De certo modo apenas desperdiçaste o meu precioso tempo
Mas não penses duas vezes, está bem assim
canções 1962-2001
volume 1 (1962-1973)
the freewheelin
trad. angelina barbosa e pedro serrano
relógio d´água
2008
***
Don’t Think Twice, It’s All Right
It ain’t no use to sit and wonder why, babe It don’t matter, anyhow An’ it ain’t no use to sit and wonder why, babe If you don’t know by now When your rooster crows at the break of dawn Look out your window and I’ll be gone You’re the reason I’m trav’lin’ on Don’t think twice, it’s all right
It ain’t no use in turnin’ on your light, babe That light I never knowed An’ it ain’t no use in turnin’ on your light, babe I’m on the dark side of the road Still I wish there was somethin’ you would do or say To try and make me change my mind and stay We never did too much talkin’ anyway So don’t think twice, it’s all right
It ain’t no use in callin’ out my name, gal Like you never did before It ain’t no use in callin’ out my name, gal I can’t hear you anymore I’m a-thinkin’ and a-wond’rin’ all the way down the road I once loved a woman, a child I’m told I give her my heart but she wanted my soul But don’t think twice, it’s all right
I’m walkin’ down that long, lonesome road, babe Where I’m bound, I can’t tell But goodbye’s too good a word, gal So I’ll just say fare thee well I ain’t sayin’ you treated me unkind You could have done better but I don’t mind You just kinda wasted my precious time But don’t think twice, it’s all right
21 julho 2026
Das conversas na praia ao telefone
Estou espojado numa espreguiçadeira numa praia algarvia. Fruto de uma decisão que não foi implementada nesta praia, o areal á minha frente tem muito pouca gente: quase todos os banhistas levam chapéu de sol, pelo que vão para outra zona.
À minha frente, uma rapariga nova fala ao telemóvel. Não sei se já repararam como algumas pessoas adoptam comportamentos estranhos quando falam ao telemóvel em sítios públicos. Parece que se esquecem de onde estão... Com esta rapariga aconteceu o mesmo. Andava três passos e parava; andava mais dois, gesticulava e voltava para trás. Depois seguia em frente durante 3 metros e, subitamente, voltava para trás. E assim sucessivamente.
A observação desta deambulação não deve prender-se com critérios de comportamento apenas, do tipo pare quieta, rapariga! Há um interesse divinatório que suscita pensamentos científicos de cariz sociológica: o que ouve a rapariga que a faz andar em frente, parar, voltar para trás ou agitar um braço ao vento? Ou ainda, que tipo de informação presta ela ao seu interlocutor que lhe condiciona o azimute, a frequência ou extensão da passada ou mesmo a amplitude de um braço que corta a brisa?
Não tenho uma teoria definitiva sobre o assunto, excepto aquela que está acessível ao comum dos mortais: ri quando ouve algo divertido, comove-se com a bondade ou com a infelicidade, faz movimentos verticais do braço quando quer marcar uma posição ou demonstrar uma indignação. Há, no entanto, algo que, estou certo, a faz parar, porque o movimento nestas circunstâncias é impossível: quando ouve a amiga dizer-lhe, com grande surpresa ou cumplicidade, que o Rúben, casado há muito tempo com a Alberta e a residir em Costas de Cão, tinha ido viver para Cascais com a Pureza, adoptando um casal de Jack Russel chamados Caparica e Estoril.
Uma pessoa pode falar ao telefone na praia e não parar enquanto fala de política, de notas suspensas, do futebol ou de alopécia. Não consegue é caminhar quando a conversa provoca espanto, ou mesmo indignação misturada de excitamento. Vão por mim, sei do que falo.
JdB
20 julho 2026
19 julho 2026
XVI Domingo do Tempo Comum
EVANGELHO - Mt 13,24-43
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
Jesus disse às multidões mais esta parábola:
"O reino dos Céus pode comparar
-se a um homem
que semeou boa semente no seu campo.
Enquanto todos dormiam, veio o inimigo,
semeou joio no meio do trigo e foi-se embora.
Quando o trigo cresceu e deu fruto,
apareceu também o joio.
Os servos do dono da casa foram dizer-lhe:
'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo?
Donde vem então o joio?
Ele respondeu-lhes: 'Foi um inimigo que fez isso'.
Disseram-lhe os servos:
'Queres que vamos arrancar o joio?'
'Não! - disse ele –
não suceda que, ao arrancardes o joio,
arranqueis também o trigo.
Deixai-os crescer ambos até à ceifa
e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros:
Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar;
e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro'".
Jesus disse-lhes outra parábola:
"O reino dos Céus pode comparar-se a um grão de mostarda
que um homem tomou e semeou no seu campo.
Sendo a menor de todas as sementes,
depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças
e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos".
Disse-lhes outra parábola:
"O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento
que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha,
até ficar tudo levedado".
Tudo isto disse Jesus em parábolas,
e sem parábolas nada lhes dizia,
a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta,
que disse: "Abrirei a minha boca em parábolas,
proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo".
Jesus deixou então as multidões e foi para casa.
Os discípulos aproximaram-se d'Ele e disseram-Lhe:
"Explica-nos a parábola do joio no campo".
Jesus respondeu:
"Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem
e o campo é o mundo.
A boa semente são os filhos do reino,
o joio são os filhos do Maligno
e o inimigo que o semeou é o Demónio.
A ceifa é o fim do mundo
e os ceifeiros são os Anjos.
Como o joio é apanhado e queimado no fogo,
assim será no fim do mundo:
o Filho do homem enviará os seus Anjos,
que tirarão do seu reino todos os escandalosos
e todos os que praticam a iniquidade,
e hão-de lançá-los na fornalha ardente;
aí haverá choro e ranger de dentes.
Então, os justos brilharão como o sol
no reino do seu Pai.
Quem tem ouvidos, oiça".
Acerca de mim
- JdB
- Estoril, Portugal

