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24 setembro 2026

Duas Últimas * - em memória de Jorge Palma (1950 - 2026)

Na semana passada assisti no Tivoli a um concerto de Jorge Palma com casa cheia, o que nos tempos actuais sempre pode ser visto como uma bofetadinha na crise. Embora fosse uma enchente previsível, atendendo à exiguidade da velha sala, aos preços módicos e à qualidade e empatia de JP com o publico lisboeta. Muito mais difícil será por certo encher, ou perto disso, o Estádio do Restelo, o maior estádio do país por isso mesmo! Foi a segunda vez que o ouvi ao vivo – a primeira foi no Coliseu, se não me engano em 2007 – e gostei francamente mais desta última.  

Tratou-se de um espectáculo mais intimista, em que Jorge Palma esteve muito tempo e muitas músicas entregue apenas ao seu magnífico piano ou à viola. No resto simplesmente acompanhado, e bem, por um acordeão, um saxofone e uma segunda viola. Um espectáculo longo, com músicas do seu álbum mais recente e outras (muito) mais antigas, em que agarrou bem o publico. Que gosta dele, dos seus ritmos, arranjos e letras, da sua voz rouca e propensa a uma ou outra fífia, do piano, da sua presença próxima e calorosa em palco. 

Jorge Palma tem uma carreira comprida e singular, talvez de acordo com a sua personalidade algo estrambólica. O sucesso alcançou-o já sobre o tarde, mas pressinto que não devia estar muito preocupado com isso. Também eu o descobri tarde e aos poucos, mas ainda a boas horas, e hoje em dia posso dizer que sou apreciador deste lisboeta nascido no início dos anos cinquenta, ao ponto o ir ver em noite chuvosa que mais convidava ao remanso do lar. 

Dele escolhi três músicas que não serão das mais conhecidas ou óbvias, mas que estão entre as minhas preferidas. 

Espero que também gostem. 

fq





* publicado originalmente a 30 de Outubro de 2012

23 julho 2026

Em memória de Luís Represas (1956 - 2026)

A minha própria natureza e as várias circunstâncias da vida - nomeadamente andar muito menos de carro de há quase 20 anos para cá, o que implica que ouça menos telefonia - levam a que esteja pouco atento ao que se produz de música em Portugal. Nesse sentido, acompanhei muito pouco - talvez mesmo nada! - a produção musical de Luís Represas na sua fase pós-Trovante (em 1990, mais coisa menos coisa).

Nunca fui um indefectível dos Trovante, nunca fui um crítico dos Trovante. Ouvia o que gostava - e ouvia pouco, confesso. As músicas que aqui posto em jeito de homenagem musical não serão as melhores, seguramente, mas são as de que me lembro mais - e com gosto. Vila Viçosa e Timor unidos pela voz de Luís Represas.

JdB     


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