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17 julho 2020

Duas Últimas

Até onde sei, esta música, na versão interpretada por Janis Joplin, terá atingido o seu pico de notoriedade em 1971. Não me lembro se a dancei, mas seguramente que a cantei muito em 1973, 74, por aí. Um destes dias cruzei-me com a letra. Tal como já o disse aqui, neste estabelecimento, tanto nesta, como noutras músicas, não fazia ideia do que estava a cantar. Comprovei isso (se seria necessária comprovação) ao ler esta letra - a semelhança com o que eu contava era pouca, talvez ao nível da fonética...

JdB



Me and Bobby McGee

Busted flat in Baton Rouge, waitin' for a train
And I's feelin' near as faded as my jeans
Bobby thumbed a diesel down, just before it rained
It rode us all the way to New Orleans
I pulled my harpoon out of my dirty red bandanna
I was playin' soft while Bobby sang the blues, yeah
Windshield wipers slappin' time, I was holdin' Bobby's hand in mine
We sang every song that driver knew
Freedom's just another word for nothin' left to lose
Nothin', don't mean nothin' hon' if it ain't free, no no
And, feelin' good was easy, Lord, when he sang the blues
You know, feelin' good was good enough for me
Good enough for me and my Bobby McGee
From the Kentucky coal mine to the California sun
There Bobby shared the secrets of my soul
Through all kinds of weather, through everything we done
Yeah, Bobby baby kept me from the cold
One day up near Salinas, Lord, I let him slip away
He's lookin' for that home, and I hope he finds it
But I'd trade all of my tomorrows for one single yesterday
To be holdin' Bobby's body next to mine
Freedom's just another word for nothing left to lose
Nothing, and that's all that Bobby left me
Feeling good was easy Lord, when he sang the blues
You know feeling good was good enough for me
Good enough for me and my Bobby McGee
Lord, I called him my lover, I called him my man
I said called him my lover just the best I can and come on
And and a Bobby oh, and a Bobby McGee yeah

Janis Joplin

09 outubro 2015

Duas Últimas (repescado)

Lembras-te em que ano dançámos estas músicas? Era seguramente Verão, no terraço de um qualquer prédio no Algarve. Tínhamos todos a mesma idade, mesmo que tivéssemos nascido em anos diferentes. Tínhamos todos o mesmo dinheiro, mesmo que algumas mesadas fossem mais generosas. Jogávamos o verdade ou consequência, certos de que coraríamos se nos perguntassem de quem gostávamos, ansiosos por não fazer má figura se as regras nos levassem a beijar a rapariga que nos criava borboletas no estômago. 

Depois, alguém punha discos de vinil num gira-discos que talvez funcionasse a pilhas. As estrelas eram imensas, e a Janis Joplin arrancava com o seu Me and Bobby Mc Gee. E a Melanie Safka com o seu Ruby Tuesday. Eu olhava em volta e ia buscar-te, porque estes eram os nossos slow. Não tinha pressa, porque tinha a certeza de que esperarias por mim, que disfarçarias se te viessem buscar para dançar. Íamos para o meio da pista - quer dizer, do terraço - e enroscávamo-nos na ingenuidade da juventude, com a embriaguez provocada por dois corpos justos, um cabelo cheiroso, uma face encostada, uma forma de dançar que pouco mais era do que a imobilidade de dois adolescentes apaixonados. 

Lembras-te em que ano dançámos estas músicas?

JdB



27 junho 2013

Lembras-te em que ano dançámos esta música? *



Lembras-te em que ano dançámos esta música? Era seguramente Verão, no terraço de um qualquer prédio no Algarve. Tínhamos todos a mesma idade, mesmo que tivéssemos nascido em anos diferentes. Tínhamos todos o mesmo dinheiro, mesmo que algumas mesadas fossem mais generosas. Jogávamos o verdade ou consequência, certos de que coraríamos se nos perguntassem de quem gostávamos, ansiosos por não fazer má figura se as regras nos levassem a beijar a rapariga que nos criava borboletas no estômago. Depois, alguém punha discos de vinil num gira-discos que talvez funcionasse a pilhas. As estrelas eram imensas, e a Janis Joplin arrancava com o seu Me and Bobby Mc Gee. Eu olhava em volta e ia buscar-te, porque este era o nosso slow. Não tinha pressa, porque tinha a certeza de que esperarias por mim, que disfarçarias se te viessem buscar para dançar. Íamos para o meio da pista - quer dizer, do terraço - e enroscávamo-nos na ingenuidade da juventude, com a embriaguez provocada por dois corpos justos, um cabelo cheiroso, uma face encostada, uma forma de dançar que pouco mais era do que a imobilidade de dois adolescentes apaixonados. Lembras-te em que ano dançámos esta música?

JdB

* postado originalmente em Outubro de 2008

27 outubro 2008

Lembras-te em que ano dançámos esta música?




Lembras-te em que ano dançámos esta música? Era seguramente Verão, no terraço de um qualquer prédio no Algarve. Tínhamos todos a mesma idade, mesmo que tivéssemos nascido em anos diferentes. Tínhamos todos o mesmo dinheiro, mesmo que algumas mesadas fossem mais generosas. Jogávamos o verdade ou consequência, certos de que coraríamos se nos perguntassem de quem gostávamos, ansiosos por não fazer má figura se as regras nos levassem a beijar a rapariga que nos criava borboletas no estômago. Depois, alguém punha discos de vinil num gira-discos que talvez funcionasse a pilhas. As estrelas eram imensas, e a Janis Joplin arrancava com o seu Me and Bobby Mc Gee. Eu olhava em volta e ia buscar-te, porque este era o nosso slow. Não tinha pressa, porque tinha a certeza de que esperarias por mim, que disfarçarias se te viessem buscar para dançar. Íamos para o meio da pista - quer dizer, do terraço - e enroscávamo-nos na ingenuidade da juventude, com a embriaguez provocada por dois corpos justos, um cabelo cheiroso, uma face encostada, uma forma de dançar que pouco mais era do que a imobilidade de dois adolescentes apaixonados. Lembras-te em que ano dançámos esta música?

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