O Natal aproxima-se a passos largos e reconheço que, se
por um lado devo e quero valorizar o muito que representa, o que me pode trazer
de bom para o espírito (que para o corpo….) e o que me compele a levar de bom
aos outros (dois pontos que dependem sobretudo de mim), por outro não me é de
todo estranho o sentimento de “não passar pela casa da partida” a que JdB aqui
se referiu há uns dias.
No meu caso particular atribuo isso sobretudo a hábitos
rotineiros demasiado arreigados, para quem o Natal representa perigo e
sobressalto. Que são claramente manifestações clássicas de egoísmo. “Largos
dias têm 100 anos”, diria por certo com a-propósito Pinto da Costa, o eterno
Presidente do FCP (não confundir com “Longos dias têm 100 anos”, de Agustina).
Não esqueço todavia que no Natal as nossas memórias mais
tristes se tornam especialmente vivas e presentes. Mas acho sinceramente que
não há época mais propícia para bem lidar com elas do que o Natal, tempo por
excelência de amor, esperança e agradecimento.
Trago-vos para final de ano 2 músicas portuguesas. A 1ª,
actual, integrando um álbum com nome de uma rua que me é familiar, e estamos em
tempo de festejar as famílias. A 2ª, já com uns anitos, porque há muito a
queria apresentar neste blogue, que também há muito me vem suportando…
Um Santo Natal, com muita paz e alegria para todos.
fq