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14 abril 2025

Músicas de um tempo que já foi *

 

Do youtube:

A «Ressurreição» foi escrita por Diogo Pacheco de Amorim e cantada por José Campos e Sousa durante o “Verão Quente” de 1975, num momento de grande vontade combativa e de alguma esperança, nas vésperas de uma tão desejada insurreição civil e militar contra o poder comunista-esquerdista secretariado.

Ressurreição 

É uma Pátria quebrando cadeias,
É um silêncio que volta a cantar,
É um regresso de heróis às ameias,
Da cidade que volta a lutar. 

É um deserto que vemos florir,
É uma fonte jorrando de novo,
É uma aurora que volta a sorrir
Nos olhos cansados do Povo. 

E já ardem bandeiras vermelhas,
Nos campos há gritos de guerra,
Nas trevas da noite há centelhas,
Das rosas em festa da terra. 

Canta o vento nos trigos doirados,
Dançam ondas à luz das fogueiras,
E nas sombras guerreiros alados
Erguem espadas entre as oliveiras.

É uma Pátria de novo sagrada,
Acordada da morte esquecida,
Vitória da nova alvorada:
Lusitânia em giesta florida.

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* partilhado por mão amiga

25 abril 2014

Duas Últimas

Comemoram-se hoje quarenta anos da revolução dos cravos. Durante os últimos dias foi tempo de cantar elogios a abril. Não ouvi nada, porque me fixei obsessivamente na figura e nas palavras do capitão Vasco Lourenço, uma estética e interessante figura.

Hoje tudo se dirá do melhor, embora aqui e ali se façam análises mais equilibradas e, aqui e ali, se desanque a revolução como a mãe de todos os males. Não direi aqui o que me vai na alma, porque não acrescenta valor e seria um repositório de lugares comuns. 

Há quinze ou dezasseis anos, talvez, recebi umas estagiárias recém-formadas, com vinte e poucos anos. Dei por mim a falar na revolução - não numa atitude ideológica, mas a contar o que foram esses tempos ao nível da idade que eu tinha. Quando dei por mim falava-lhes numa língua estranha, que a data não lhes dizia nada...

Onde estava eu no vinte e cinco de abril? A comprar cigarros às escondidas na mercearia da zona, que estávamos proibidos de sair de casa... 

Deixo-vos com José Campos e Sousa, um cantor que nunca por aqui passou. Se atentarem na letra perceberão porque me lembrei dele neste dia. Podia postar a Grândola? Poder podia, mas não seria a mesma coisa...

JdB 






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