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03 abril 2012

Duas últimas


Regresso à música portuguesa e à margem esquerda do Tejo. Foi aqui que me criei, e largos anos depois aqui retornei, primeiro para nela voltar a viver e depois para trabalhar. Estando pois ligada aos anos da minha formação, é por isso uma terra que ainda hoje exerce sobre mim um apelo forte que não se explica nem se antecipa, mas que vou continuando a sentir em diversas situações.

Na música, há vários grupos da “outra banda” que aprecio. Lembro-me sobretudo dos UHF, que um dia ainda hei-de postar, se o dono do estabelecimento estiver pelos ajustes, e do Grupo de Baile. De realçar também que Variações esteve muito ligado à zona, tendo sido durante algum tempo sacristão na Charneca (a da Caparica).

Esta banda que hoje escolhi, OqueStrada, também é de Almada. As informações de que disponho sobre ela são escassas, sei que estiveram há uns meses num programa televisivo do Herman José, em que este se lembrou de comparar o busto da vocalista ao da republica, e que, honrando o bizarro nome, fazem das estradas nacionais e internacionais o seu ganha pão. Comecei por ouvi-los na telefonia, pesquisei um pouco e francamente gostei, quer do tipo e ritmo musicais quer da interpretação e instrumentos. Espero confirmar estas impressões ao vivo, em próxima oportunidade.

Por fim, há no vídeo da 1ª música três aspectos com que me permito maçar-vos: os pombais de pombos correios mostrados no principio e no fim – fui columbófilo durante largos anos, actividade muito comum nos bairros operários da margem sul e de que falo com prazer à minha mulher sempre que a quero assustar (lá diz o povo “casa com pombos, casa aos tombos”) -, um dos figurantes,  que todas as noites canta desalmadamente o fado na rua Garrett, com quem me cruzo quando me disponho a sair para umas rápidas passeatas destinadas a melhorar as digestões e, finalmente (!), o macacão do operário da Lisnave, empresa a que me ligam estreitas ligações profissionais.

Espero que gostem, senão de tudo, pelo menos de alguma coisa!


fq



28 agosto 2009

Músicas dos dias que correm

Porque há jantares particularmente divertidos, interessantes e de aprendizagem permanente. Les beaux esprits se rencontrent.

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