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28 março 2017

Duas Últimas

Ouvi há dias, penso que na Antena 1, uma entrevista com Gabriela Shaaf, cantora filha de pai suíço e mãe italiana que viveu em Portugal nos anos setenta/oitenta do século XX. Dela tinha umas memórias já muito pouco avivadas, embora me lembre perfeitamente que alguns dos meus amigos mais chegados foram seus fans entusiastas, mais até do que eu.

Percebi que deixou Portugal há cerca de 30 anos, vivendo actualmente em terras helvéticas. E também que deixou os palcos há um montão de tempo, tendo explicado, com sinceridade e coragem, que tal se deveu a ter desenvolvido uma fobia que a impossibilitou de continuar a actuar em púbico. Um pânico incontrolável e desproporcionado, que lhe abafava a voz e a fazia esquecer as letras.

Como também sou dado a algumas fobias, relacionadas com exposição pública, que me enervam e corroem sempre que a ela me tenho de submeter - e que luto por não evitar, mesmo que por vezes de forma inglória - fui especialmente sensível à dita explicação.

Devido à sua curta carreira, não há na net muitos vídeos disponíveis de músicas de Gabriela Shaaf. Deixo-vos com a que ficou em 2º lugar no "Festival da Canção de 1979", perdendo apenas para "Sobe, sobe, balão sobe", interpretação de Manuela Bravo. Já agora, festival com apresentação de Manuela Moura Guedes, minha colega de faculdade uns anos antes...

Espero que apreciem.

fq

29 maio 2012

Duas últimas


1978, como tantos outros ano, foi marcado por inúmeros acontecimentos.

No domínio da religião, a Igreja Católica viu morrerem dois papas – Paulo VI e João Paulo I – e ser eleito um, João Paulo II, que tanta importância teria para Portugal e para o resto do mundo.

Em Portugal, Nobre da Costa substituía Mário Soares como primeiro-ministro de Portugal. Quase três meses antes nascia Laetitia Casta, a francesa que, inquirida quanto à sensação de ter sido escolhida para modelo de Marianne, o símbolo da república de seios desnudos e barrete frígio, diria do alto do seu corpo magnífico de cidadã: chouette, quoi...

Ainda nesse ano tornavam-se independentes as Ilhas Salomão, a República Dominican e Tuvalu - sendo que este estado da Polinésia poderá desaparecer devido ao aquecimento global.

No campo das artes, a Bienal de Cerveira, em Vila Nova de Cerveira, abria as portas pela primeira vez, e faleciam Vitorino Nemésio e Ruy Belo, o poeta que escreveu E tudo se passava numa outra vida / 
e havia para as coisas sempre uma saída / 
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer
 / 
Só sei que tinha o poder duma criança / 
entre as coisas e mim havia vizinhança /
 e tudo era possível era só querer. Isaac Bashevis Singer – um nome de que ignorantemente nunca ouvira falar - era nomeado Prémio Nobel da literatura.

Dallas, uma séria norte-americana sobre dinheiro, vingança, sexo, paixão, sede de poder e intrigas familiares surgia na televisão pela primeira vez, apresentando JR, o temível, e Pamela, a exuberante (do latim exuberante, particípio presente de exuberare - abundar, transbordar).

Louise Brown, o primeiro bebé proveta, nascia a 25 de Julho, no mesmo ano em que surgia a primeira drive de disquetes.

No campo da sétima arte, entre as dezenas de filmes que surgiram num cinema perto de nós, destaque-se O Caçador, vencedor de cinco Óscares.

Ainda neste ano, Gabriel Schaaf grava Põe os Teus Braços à Volta de Mim, cantado com um ligeiro sotaque portista que lhe dava um encanto especial. Não descurem quem lhes fizer um pedido semelhante. 

JdB


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