As melhores viagens são, por vezes, aquelas em que partimos ontem e regressamos muitos anos antes
Mostrar mensagens com a etiqueta Puccini. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Puccini. Mostrar todas as mensagens
08 junho 2026
02 junho 2025
26 julho 2017
Duas Últimas
A minha relação com a dança moderna encontra o seu busílis ao nível da música. Fora isso, até a prefiro ao ballet moderno, do qual já estou um pouco cansado. Por outro lado, nos últimos tempos tenho-me habituado a trabalhar com música, mas apenas clássica. Um destes dias cruzei-me com um espectáculo de ballet moderno acompanhado (quem acompanha quem?) por música de Puccini. Gostei tanto que andei para trás, para ver o que não tinha visto. Curiosamente, a minha relação com o bel canto é tardia, mas as árias que eram dançadas eram todas belíssimas, levando-me a pensar que tenho alguns anos de atraso...
Não vos deixo com a companhia (Julie Lestel, se quiserem investigar) porque não encontrei nenhum youtube muito digno de ser aqui colocado. Ou pelo menos não encontrei quase nada com música de Puccini. Mas deixo-vos com duas peças do compositor de que gostei muito. A primeira pode ser ouvida quase a sotto voce. A segunda sugiro som alto - até por uma questão de catequese da vizinhança.
JdB
10 maio 2009
Pensamentos dos dias que correm
Há dias aziagos.
Há ideias e decisões que nos povoam a mente durante alguns dias: um pensamento que se quer partilhar, um propósito que é preciso fazer, algo que é necessário dizer.
Medita-se sobre a melhor forma, o timing correcto, as palavras certas. Tudo em nome da eficácia e dos princípios que nos norteiam.
All of a sudden, diriam os ingleses, há um ligeiríssimo desalinhamento dos astros materializado em algo imprevisível, como se o meio-dia chegasse alguns minutos antes, como se o sol desaparecesse, não por trás da linha do horizonte, mas na vertical do nosso lugar, como se a água fervesse a 51º.
De repente, um minúsculo grão de areia deita por terra os pensamentos, as decisões, os propósitos, a noção de tempo exacto.
De repente, tudo em nós se desarticula, range num esforço de máquina forçada, estrebucha como criança que luta contra a sesta benfazeja.
De repente, já não somos nós, mas alguém que, cá dentro, revela o pior que todos temos: a escuridão, o frio, o mal. Elementos que não existem por si, mas pela ausência do seu inverso.
Alguns dos que me lêem sabem do que falo. Assim como sabem que há duas coisas que me pacificam interiormente. Uma é a música clássica bonita, aqui expressa nesta belíssima ária de Puccini. A outra...
Adeus, até ao meu regresso...
JdB
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Acerca de mim
- JdB
- Estoril, Portugal