Para quem como eu, queridos Amigos, disse há algumas semanas que ouvia pouca música étnica penso que estarei a esticar-me... Para alguns será a seca do costume, para outros será uma agradável surpresa, para outros, ainda, o espanto que precede o vómito. Apresento - ou relembro, conforme o caso - a harpa do Paraguai. Perguntarão os meus estimados leitores: diz lá tu, ó gimbrinhas, o que é esse instrumento. Socorro-me da sabedoria - não das nações - mas do Wikipedia que diz isto:
A harpa paraguaia é um instrumento musical típico do Paraguai e similar a outros instrumentos da América do Sul, particularmente da Venezuela. É uma harpa diatônica com 32, 36, 38 ou 40 cordas, feita com madeira tropical, com um exagerado arco de pescoço e tocada com as unhas e dedos. É comum na execução de músicas da língua guarani e recebeu a influência da música espanhola.
Pois no fundo é isto. Ofereço-vos dois temas. O primeiro, chamado Cascada, foi considerado por alguém como a obra mais importante composta para este instrumento. Na escolha do outro fui vencido pelo fetiche que sempre me persegue (há quem prefira cabedais, chicotes, jogos de poder e sado-masoquismo). É uma das peças musicais mais bonitas que a mão humana compôs.
Entretenham-se, divirtam-se, cultivem-se. Em achando uma maçada, procurem os blogues que falam das tendências de voto da ruralidade interior e da esperança média de vida do caracol das estepes. Para a semana há mais Duas Últimas e quem vem a seguir a mim fará melhor com certeza.
Vamos embora, Paraguai.
JdB