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14 novembro 2012

Ponto de Vírgula

Muitos anos fazia que, de Combray, tudo quanto não fosse o teatro e o drama do meu deitar não mais existia para mim, quando, por um dia inverno, ao voltar para casa, vendo minha mãe que eu tinha frio, ofereceu-me chá, coisa que era contra os meus hábitos. A princípio recusei, mas, não sei por quê, terminei aceitando. Ela mandou buscar um desses bolinhos pequenos e cheios chamados madalenas e que parecem moldados com aquele triste dia e a perspectiva de mais um dia tão sombrio como o primeiro, levei aos lábios uma colherada de chá onde deixara amolecer um pedaço de madalena.
Mas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem noção da sua causa. Esse prazer logo me tornara indiferentes as vicissitudes da vida, inofensivos os seus desastres, ilusória a sua brevidade, tal como o faz o amor, enchendo-me de uma preciosa essência: ou antes, essa essência não estava em mim; era eu mesmo. Cessava de me sentir medíocre, contingente, mortal.
in Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
fotografia de Dinah Fried, 'Fictitious Dishes'


Madalenas

Ingredientes

200 grs de açúcar
200 grs de farinha
180 grs de manteiga
5 ovos
raspa de 1 limão
1 colher de chá de fermento

Preparação

Numa tigela bata os ovos com o açúcar até ficar espumoso, vá deitando aos poucos a farinha onde misturou o fermento, mexendo sempre, acrescente a raspa do limão e, por fim, a manteiga derretida. 
Deixe repousar a massa 20 minutos. Encha as formas untadas com manteiga e polvilhadas com farinha até 3/4 da capacidade e leve a cozer cerca de 15 minutos em forno médio.

Nota: receita tirada daqui

MFM

31 outubro 2012

Ponto de Vírgula

   Uma formidável moça, de enormes peitos que lhe tremiam dentro das ramagens do lenço cruzado, ainda suada e esbraseada do calor da lareira, entrou esmagando o soalho, com uma terrina a fumegar. E o Melchior, que seguia erguendo a infusa do vinho, esperava que suas Incelências lhe perdoassem porque faltara tempo para o caldinho apurar… Jacinto ocupou a sede ancestral – e durante momentos (de esgazeada ansiedade para o caseiro excelente) esfregou energicamente, com a ponta da toalha, o garfo negro e a fusca colher de estanho. Depois, desconfiado, provou o caldo, que era de galinha e recendia. Provou – e levantou para mim, seu camarada de misérias, uns olhos que brilharam, surpreendidos. Tornou a sorver uma colherada mais cheia, mais considerada. E sorriu, com espanto: – “Está bom!”
   Estava precioso: tinha fígado e tinha moela; o seu perfume enternecia; três vezes, fervorosamente, ataquei aquele caldo.
   – Também lá volto! – exclamava Jacinto com uma convicção imensa. – É que estou com uma fome… Santo Deus! Há anos que não sinto esta fome.
   Foi ele que rapou avaramente a sopeira. E já espreitava a porta, esperando a portadora dos pitéus, a rija moça de peitos trementes, que enfim surgiu, mais esbraseada, abalando o sobrado – e pousou sobre a mesa uma travessa a transbordar de arroz com favas. Que desconsolo! Jacinto, em Paris, sempre abominava favas!… Tentou todavia uma garfada tímida – e de novo aqueles seus olhos, que o pessimismo enevoara, luziram, procurando os meus. Outra larga garfada, concentrada, com uma lentidão de frade que se regala.    Depois um brado:
   – Óptimo!… Ah, destas favas, sim! Ó que fava! Que delícia!


in A Cidade e as Serras, Eça de Queirós



Creme de Favas

Ingredientes:

1 kg de favas
1 cebola picada
500g de batatas
2 dentes de alho picados
125 ml de azeite
1 molhinho de coentros picados
1 chouriço
Sal q.b.

Preparação:

Numa panela, leve ao lume o azeite, a cebola e os alhos. Mexa e deixe refogar tudo.
Junte os coentros e deixe fritar ligeiramente. Junte as favas, mexa bem e tempere com sal. Junte as batatas, o chouriço e aproximadamente 3 litros de água. Deixe cozer cerca de 40 minutos até tudo estar cozido.
Depois de tudo cozido, retire o chouriço e passe a sopa com a varinha mágica.
De seguida, passe num passador de rede para tirar as casquinhas.
Deixe ferver e apague o lume.
Sirva a sopa com as rodelas de chouriço por cima.


Nota: receita tirada daqui

MFM

17 outubro 2012

Ponto de Vírgula

Apetece-me falar de torradas. (...)

Se calhar porque torradas me lembram lareira e lareira fins-de-semana sentada quase dentro dela ou deitada num sofá com uma manta por cima e o nariz e os olhos de fora, para ler um livro.

(...) As torradas são, de facto, muito importantes. As das pastelarias, em pão de forma, são especiais. Cortadas em "palitos" finos, com muita manteiga. A do meio é a melhor, para quem não gosta de côdeas. Tenho uma amiga que diz que dar a fatia do meio da torrada a outra pessoa é a maior prova de amizade. E eu acredito e até acho que em vez de rosas se deviam embrulhar fatias do meio da torrada e dá-Ias a quem quiséssemos aquecer o coração. Eu sei a quem é que dava uma agora.

As torradas são intelectuais, o que é que julgam? Simbolizam, por exemplo, melhor do que muita coisa, o que é a educação. Colocadas num pequeno espaço entre duas grelhas que deitam calor, um lado pode ficar mais torrado do que o outro, como uma filha se pode parecer mais com a mãe do que com o pai, ou vice-versa. O segredo de fazer torradas é o tempo e a intensidade a que o pão é sujeito a essas influências. As pessoas hábeis fazem saltar a torrada a tempo, as outras esquecem-se, e deixam-na sufocar em fumo, desfazendo-se em pedaços de carvão. Essas torradas morreram antes de cumprir a sua função.

Não gosto de torradas queimadas. Só das outras.

Isabel Stilwell




Compota de Frutos Silvestres (para comer com torradas)

Ingredientes:

1200grs de morangos
400grs de amoras
200grs de cerejas maduras
80grs de framboesas
Sumo de 2 limões
1,500 kgs de açúcar

Preparação:

Num tacho colocam-se os ingredientes pela ordem acima referida, e mexe-se com a colher de pau ao de leve, depois coloca-se em lume médio a cozer lentamente, mexendo de vez em quando com cuidado,  mais ou menos durante uma hora. Passa-se a com varinha, mas deixam-se ainda alguns frutos por triturar.

MFM

03 outubro 2012

Ponto de Vírgula


Estavam parados ao pé da confeitaria. Na vidraça, por trás deles, emprateleirava-se uma exposição de garrafas de malvasia com os seus letreiros muito coloridos, transparências avermelhadas de gelatinas, amarelidões enjoativas de doces de ovos, e queques de um castanho escuro tendo espetados cravos tristes de papel branco ou cor-de-rosa. Velhas natas lívidas amolentavam-se no oco dos folhados; ladrilhos grossos de marmelada esbeiçavam-se ao calor; as empadinhas de marisco aglomeravam as suas crostas ressequidas.  

in O Primo Basilio, Eça de Queirós



Empadinhas de Camarão

Ingredientes

Recheio:
500 gr de camarões miúdos, descascados e limpos
2 xícaras de água
2 colheres (sopa) de óleo
1 cebola média picada
1 dente de alho amassado
2 colheres (sopa) de extracto de tomate
Sal e pimenta
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de cheiro verde picado.
Massa:
4 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícara de manteiga cortada em pedacinhos
1 colher (chá) de sal
4 ovos
2 gemas levemente batidas para pincelar.

Modo de Preparação

Recheio:
Coloque os camarões numa panela, cubra com água, leve ao lume, deixe ferver e cozinhe por cerca de 1 minuto e reserve. 
Noutra panela coloque óleo, aqueça em lume alto, junte cebola, alho, extracto, sal, pimenta, cozinhe até a cebola ficar macia.  Acrescente os camarões com a água do cozimento e deixe ferver, mexendo sempre. 
Polvilhe com farinha de trigo, cozinhe, sem parar de mexer, até o caldo engrossar. 
Junte cheiro verde, misture bem, tire o recheio do lume e deixe arrefecer.
Massa:
Coloque farinha de trigo, manteiga em um tigela e, com a ponta dos dedos, misture até obter uma farofa, tempere com sal, junte os ovos um a um e amasse bem.
Retire pequenas porções da massa, forre forminhas de empada sem untar, recheie com a mistura de camarão, sem preenche-as inteiramente, cubra com massa, apare as bordas, aperte bem, faça alguns furos na tampa com um palito e pincele com as gemas batidas. 
Leve ao forno e asse por cerca de 30 minutos ou até ficarem douradas. Tire do forno, desenforme.


Nota: receita tirada daqui

MFM

22 agosto 2012

Ponto de Vírgula

Mas era também pela na mesa que se tinham arruinado. Com montanhas de panados e de bolinhos de bacalhau. Com opíparos assados e travessas de leite-creme cujo açúcar queimado perfumava toda a casa. A canela, o açafrão gastavam-se às mãos cheias. Os cabritos, os presuntos, as galinhas poedeiras, que se derretiam nas canjas como manteiga, iam à mesa aos domingos. Não era preciso ser dia de festa para que houvesse gasto de cavacas, de pão-de-ló, de bola da Teixeira, de passa de Alicante, de que eram gulosas as velhas desdentadas e que, com as gulodices, mastigavam orações.

in Jóia de Família, Agustina Bessa-Luís


Leite Creme

Ingredientes:

- 1 casca de limão;
- 1 colher de sopa de farinha de trigo;
- 120 g de açúcar;
- 4 a 6 gemas;
- 5 dl de leite;
- Açúcar para queimar a superfície.

Preparação:

Ferver o leite com a casca de limão.

Bater bem as gemas com o açúcar e a farinha, juntar ao leite quente e levar ao lume, mexendo sempre. Quando engrossar deita-se o leite creme numa taça para arrefecer.

Na altura de servir polvilha-se com açúcar e queima-se com um ferro em brasa.

Nota: receita tirada daqui

MFM

08 agosto 2012

Ponto de Vírgula


   Num lugar da Mancha, de cujo nome não quero lembrar-me, vivia, não há muito, um fidalgo, dos de lança em cabido, adarga antiga, rocim fraco, e galgo corredor.
   Passadio olha seu tanto mais de vaca do que de carneiro, as mais das ceias restos da carne picados com sua cebola e vinagre, aos sábados outros sobejos ainda somenos, lentilhas às sextas-feiras, algum pombito de crescença aos domingos, consumiam três quartos do seu haver. O remanescente levavam-no saio de belarte, calças de veludo para as festas, com seus pantufos do mesmo; e para os dias de semana o seu bellori do mais fino.
  Tinha em casa uma ama que passava dos quarenta, uma sobrinha que não chegava aos vinte, e um moço da poisada e de porta a fora, tanto para o trato do rocim, como para o da fazenda.
   Orçava na idade o nosso fidalgo pelos cinquenta anos. Era rijo de compleição, seco de carnes, enxuto de rosto, madrugador, e amigo da caça.

in D. Quixote de La Mancha, Miguel Cervantes


Sanduíche tripla de legumes com queijo brie e pasta de azeitona

Ingredientes:

fatias de pão saloio: 12
Courgettes: 1
Beringela: 1
Queijo Brie: 200 g
Azeitonas galegas descaroçadas: 80 g
Dentes de Alho: ½
Azeite: 0,5 dl
Flor de Sal: q.b.

Preparação

1. Fatie o pão saloio e tempere com azeite, leve ao forno para torrar durante uns minutos a 180ºC. Corte a beringela e a courgette em rodelas bem finas, assim como o queijo brie, reserve.
2. Num copo misturador triture as azeitonas já descaroçadas, o alho descascado e picado, azeite e uma pitada de flor de sal, até ficar uma pasta homogénea, reserve. 
3. Numa frigideira antiaderente, salteie num fio de azeite bem quente, as rodelas de courgette e beringela de ambos os lados até que ganhem cor. 
4. Retire o pão do forno e preencha intercaladamente com a courgette e a beringela e termine com as fatias de queijo para gratinar no forno pré aquecido a 170Cº. Tempere com um fio de azeite e uma pitada de flor de sal. 
5. Quando o queijo estiver derretido retire o pão do forno finalize com a pasta de azeitona por cima do mesmo e sobreponha as fatias de pão. Corte e está pronta a servir.

Nota: receita tirada daqui

MFM



11 julho 2012

Ponto de Vírgula

“Mrs. Bates, let me propose your venturing on one of these eggs. An egg boiled very soft is not unwholesome. Serle understands boiling an egg better than anybody. I would not recommend an egg boiled by anyone else – but you need not be afraid, they are very small, you see – one of our small eggs will not hurt you. Miss Bates, let Emma help you to alittle bit of tart – a very little bit. Ours are all apple-tarts. You need not be afraid of unwholesome preserves here. I do not advise the custard. Mrs. Goddard, what say you to half a glass of wine? A small half-glass, put into a tumbler of water? I do not think it could disagree with you.”


in  Emma, Jane Austen



Lime Cheesecake

500g mascarpone cheese (much smoother than ricotta);
40g icing sugar;
50g butter;

The juice and grated zest (skin) of 4 limes, all mixed together, on a base of a packet of crushed ginger biscuits; add sliced kiwi fruit on top for decoration. 

Nota: receita simpaticamente fornecida por PO (recipe kindly provided by PO)

MFM

30 maio 2012

Ponto de Vírgula

No que toca aos hábitos alimentares, os meninos bem comem sempre em casa. Como as famílias são geralmente muito grandes (de resto, como sucede com o populacho), a comida é quase sempre do tipo rancho, ou sempre servida com muito puré de batata.
Os queques estão sempre a almoçar e a jantar fora, em grupos grandes com muitos rapazes e raparigas a exclamar: “Ai, já não há pachorra para o quiche lorraine!” Aqui se denunciam as suas verdadeiras origens sociais. Para um menino bem, comer fora é uma espécie de solução de emergência, quando não dá jeito comer em casa. Para um queque é um prazer.
Nas casas bem, a qualquer hora do dia, há sempre uma refeição a ser servida a um número altamente variável de crianças, primos, criadas, motoristas, tias, etc.
Nas casas queques as refeições variam conforme os convidados. Nas bem são sempre rigorosamente iguais. Os queques têm a mania dos restaurantes – conhecem-nos tão bem como os meninos bem conhecem (e odeiam) as cozinheiras. E os betinhos? Os betinhos tentam evitar as refeições o mais possível. Comem sozinhos em casa (os betinhos tendem a ser filhos únicos) ou levam betinhas a jantar. Porquê? Porque têm a paranóia de serem “descobertos” através dos modos de estar à mesa. Mas, na verdade, só são descobertos pelo seu excesso de boas maneiras. Um betinho à mesa está sempre “rijo”, atento, receoso de tirar uma azeitona por causa do terror de não saber lidar com o caroço.



Quiche Lorraine

Ingredientes:

250 grs de farinha
125 grs de manteiga ou de margarina
1 ovo
1 colher de sopa de água
150 grs de toucinho fumado (bacon)
1 colher de sopa de manteiga
3 ovos
3 dl de natas
sal, pimenta, noz-moscada

Preparação:

Prepare uma massa quebrada com os ingredientes. Depois de descansar, estenda a massa, forre com ela uma forma de tarte, pique o fundo com um garfo e leve a cozer em forno quente (200ºC) durante 15 minutos. Deixe arrefecer.
Entretanto, corte o bacon em tirinhas e leve-as a ferver num pouco de água durante 5 minutos. Escorra bem e depois frite as tirinhas de bacon com a manteiga. Obtém-se aquilo que é designado por lardons. Espalhe o bacon no fundo da tarte.
À parte, bata os ovos com as natas e tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Deite sobre os lardons e leve a forno médio (180ºC) durante cerca de 25 a 30 minutos.
Sirva a quiche lorraine morna ou fria.
Pode juntar à quiche um pouco de queijo gruyère cortado em falhinhas ou ralado.

Nota: receita retirada daqui

MFM

02 maio 2012

Ponto de Vírgula

O capitão fez-se todo vermelho. Ela folheou o livro e de repente deu um pequeno grito, corou, e ficou com o álbum aberto, os olhos húmidos, risonhos, os lábios entreabertos. Olhei: na página estava desenhada uma mulher com um penteador branco, debruçada a uma janela, tendo defronte um horizonte com montanhas e o mar. Era o retrato perfeito da condessa. Ele tinha-a visto assim na véspera, ao luar, à janela do Club-House. O conde tinha-se, aproximado.
— Como! Como! És tu, Luísa! Mas que talento! É um homem adorável, capitão. Que desenho! Que verdade! — Oh! Não! Não! — disse o capitão. — Ontem estava no meu quarto, em Club-House; instintivamente tinha o álbum aberto, e o lápis, sem eu querer, sem intenção minha, espontaneamente, fez este retrato. É um lápis que deve ser castigado!
— O quê! — gritou o conde. — É um lápis encantado. Capitão, está decidido que vai jantar comigo, logo que cheguemos a Malta. Já o não largo, meu caro! Há-de ser o nosso cicerone em Malta. Mas que talento! Que verdade! E falando em português para a condessa:
— É um bebedor de cerveja, hem? Nesse momento uma sineta tocou: era o almoço.

in O Mistério da Estrada de Sintra, Eça de Queirós


Bolo Inglês de Cerveja

Ingredientes:


350g de açúcar
200g de manteiga
4 Ovos
2,5 dl de cerveja branca
2 colheres de chá de fermento em pó
50g de coco ralado
Raspa de 1 limão
400g de farinha de trigo
Manteiga para untar
Papel vegetal


Preparação:

Unte com manteiga uma forma de bolo inglês, forre-lhe o fundo com papel vegetal e unte de novo. Numa tigela, amasse o açúcar com a manteiga e junte depois os ovos, um a um e mexendo bem entre cada adição.
De seguida, adicione a cerveja, depois o fermento, o coco ralado, a raspa de limão e, por fim, a farinha. Envolva tudo bem e deite na forma.
Leve a cozer, cerca de 1 hora, em forno médio (150º).
Verifique se está cozido, retire e desenforme.

Nota: receita tirada daqui

MFM

18 abril 2012

Ponto de Vírgula

Fearing to ask any more advice, she did her best alone, and discovered that something more than energy and good will is necessary to make a cook. She boiled the asparagus for an hour and was grieved to find the heads cooked off and the stalks harder than ever. The bread burned black; for the salad dressing so aggravated her that she could not make it fit to eat. The lobster was a scarlet mystery to her, but she hammered and poked till it was unshelled and its meager proportions concealed in a grove of lettuce leaves. The potatoes had to be hurried, not to keep the asparagus waiting, and were not done at the last. The blanc mange was lumpy, and the strawberries not as ripe as they looked, having been skilfully 'deaconed'.

in Mulherzinhas, Louisa May Alcott



Risotto de espargos com salmão

Ingredientes:

150 gr risotto
1/2 chavena chá vinho branco
1 lt caldo carne
espargos frescos
1 lombo grande de salmão
1 colher sopa manteiga
Azeite, cebola e alho
Queijo parmesão ralado

Preparação:

Preparar o caldo de carne, fervendo 1 Lt de água com 1 cubo de caldo knorr. Manter quente enquanto faz o risotto. Fazer um refogado, em lume brando para não queimar. Juntar os espargos e deixar cozinhar um pouco. Adicionar o risotto, deixar fritar, mexendo sempre, até ficar translúcido.

Adicionar o salmão em cubos e o vinho branco. Quando evaporar, ir juntando aos poucos o caldo de carne, deixando sempre ser absorvido pelo arroz, antes de deitar mais um pouco, até cozinhar a gosto, mexendo sempre.

Quando cozinhado envolver um pouco de manteiga e queijo parmesão ralado. Servir de imediato.

Nota: receita tirada daqui

MFM

04 abril 2012

Ponto de Vírgula

   O mal todo do romantismo é a confusão entre o que nos é preciso e o que desejamos. Todos nós precisamos das coisas indispensáveis à vida, à sua conservação e ao seu continuamento; todos nós desejamos uma vida mais perfeita, uma felicidade completa, a realidade dos nossos sonhos e (…)
   É humano querer o que nos é preciso, e é humano desejar o que não nos é preciso, mas é para nós desejável. O que é doença é desejar com igual intensidade o que é preciso e o que é desejável, e sofrer por não ser perfeito como se sofresse por não ter pão. O mal romântico é este: é querer a lua como se houvesse maneira de a obter.

    «Não se pode comer um bolo sem o perder.»

in O livro do Desassossego, Bernardo Soares


Folar de Páscoa

 Ingredientes:

800 g de farinha
100 g de margarina
35 g de fermento de padeiro
250 g de açúcar
3 ovos
2 dl de leite morno
sal, canela e erva-doce
3 ou 4 ovos cozidos

Preparação:

Dissolva o fermento num pouco de leite morno e junte alguma farinha. Faça uma bola bem húmida e deixe levedar 20 minutos.
Amasse a restante farinha com o açúcar, o leite e os ovos e junte a bola de fermento. Bata bem. Acrescente a manteiga, o sal e as especiarias.
Bata até a massa se soltar da tigela. Deixe levedar numa tigela tapada com 1 cobertor, em local protegido e ameno, durante + ou - 3 horas.
Faça então uma bola ligeiramente abolachada, onde coloca os ovos previamente cozidos e frios. Com um pouco de massa faça uns cordões que coloca a rodear os ovos.
Pincele com gema de ovo, deixe levedar mais um pouco e leve a forno quente (200ºC) até ficar bem corado e cozido.

Nota: receita tirada da internet

MFM

21 março 2012

Ponto de Vírgula

Todos os chefs do mundo vos dirão que não serve de nada dar receitas, que o segredo de uma sobremesa excelente reside no talento do cozinheiro, nisso que chamam «boa mão para a cozinha» e que, quando se fala de uma pitada de gengibre ou de baunilha, isto vem a ser o mesmo que um fiozinho ou uma pontinha. Permiti-me que vos conte a verdade: todos os pasteleiros, tal como todos os chefs de cozinha, se reservam sempre um minúsculo mas significativo segredo que marca toda a diferença no resultado, um pequeno embuste ou infâmia que eu agora me proponho a revelar ao mundo.

in Pequenas Infâmias, Carmen Posadas


Tarte de Amêndoa

Para a base:
200g farinha
150g açúcar
125g margarina de girassol (pode cortar um bocadinho)
1 ovo

Para o creme:
150g de amêndoas palitadas ou laminadas
125g margarina de girassol
125g açúcar
4 colheres de sopa de leite

Junta-se o ovo inteiro com o açúcar e mexe-se até formar uma mistura esbranquiçada, junte a farinha. Derreta a margarina e junte. Barre a forma, coloque a massa e pique com um garfo para não crescer. Leva-se ao forno até ficar loirinha.
Num tacho, ao lume, junta-se as amêndoas, a margarina, o açúcar e o leite até formarem um creme homogeneo. Deita-se este creme por cima da massa e vai ao forno novamente.

 MFM

07 março 2012

Ponto de Vírgula

In the servants' hall two coachmen and three gentlemen's gentlemen stood or sat round the fire; the Abigails, I suppose, were upstairs with their mistresses; the new servants, that had been hired from Millcote, were bustling about everywhere. Threading this chaos, I at last reached the larder; there I took possession of a cold chicken, a roll of bread, some tarts, a plate or two and a knife and fork. With this booty I made a hasty retreat. I had regained the gallery, and was just shutting the back-door behind me, when an accelerated hum warned me that the ladies were about to issue from their chambers. I could not proceed to the schoolroom without passing some of their doors, and running the risk of being surprised with my cargo of victualage; so I stood still at this end, which, being windowless, was dark; quite dark now, for the sun was set and twilight gathering.

in Jane Eyre, Charlotte Brontë



Apple Crumble


6 maçãs em fatias
100 g de nozes picadas
100 g de manteiga amolecida
100 g de farinha de trigo
100 g de açúcar


Distribua a maçã em formas individuais. Salpique com as nozes. Misture a manteiga, a farinha de trigo e o açúcar. Distribua igualmente sobre as formas. Leve ao forno médio (180ºC), pré-aquecido, durante 15 minutos. Sirva com gelado (limão ou nata).


 MFM

22 fevereiro 2012

Ponto de Vírgula

Ora, senhores, já que somos cristãos, já que sabemos que havemos de morrer e que somos imortais, saibamos usar da morte e da imortalidade. Tratemos desta vida como mortais, e da outra como imortais. Pode haver loucura mais rematada, pode haver cegueira mais cega que empregar-me todo na vida que há de acabar, e não tratar da vida que há de durar para sempre? Cansar-me, afligir-me, matar-me pelo que forçosamente hei de deixar, e do que hei de lograr ou perder para sempre, não fazer nenhum caso! Tantas diligências para esta vida, nenhuma diligência para a outra vida? Tanto medo, tanto receio da morte temporal, e da eterna nenhum temor? Mortos, mortos, desenganai estes vivos. Dizei-nos que pensamentos e que sentimentos foram os vossos quando entrastes e saístes pelas portas da morte? A morte tem duas portas: Qui exaltas me de portis mortis. Uma porta de vidro, por onde se sai da vida, outra porta de diamante, por onde se entra à eternidade. Entre estas duas portas se acha subitamente um homem no instante da morte, sem poder tornar atrás, nem parar, nem fugir, nem dilatar, senão entrar para onde não sabe, e para sempre. Oh! que transe tão apertado! Oh! que passo tão estreito! Oh! que momento tão terrível!

in Sermão de Quarta-Feira de Cinzas, Padre António Vieira

Carl Spitzweg - Quarta feira de cinzas

Receita Medieval em Quarta-Feira de Cinzas

Leite de Amêndoas

12 a 20 amêndoas sem pele, já hidratadas.
1 copo (200ml) de água de fonte ou mineral.

Preparação:
Bata as amêndoas com a água, no liqüidificado



Ovas de Peixe


300g de ovas de tainhaSal a gosto
8 colheres (sopa) de banha de porco ou azeite
Folhas de alface
1 limão cortados em gomos

Preparação:
Tempere as ovas com sal. NNuma frigideira, coloque a banha de porco e deixe aquecer bem.Coloque as ovas e frite-as, virando com cuidado, para não partir, até ficarem firmes e douradas.Retire e coloque num prato.Decore com folhas de alface e pedaços de limão.


Obs.: Em 1649, altura em que foi escrito este Sermão, em tempos de jejum, o leite de amêndoas e as ovas de peixe juntavam-se dentro de cascas de ovo e eram assim servidos. O leite de amêndoas substituia o leite normal e as ovas de peixe substituiam a carne. 

Nota: receita tirada da internet. Sermão na integra aqui 

MFM

08 fevereiro 2012

Ponto de Vírgula

   It was now the middle of June…Strawberries, and only strawberries, could now be thought or spoken of. The best fruit in England every body’s favourite always wholesome.  These the finest beds and finest sorts. Delightful to gather for one’s self the only way of really enjoying them. 
   Morning decidedly the best time never tired every sort good. Hautboy infinitely superior no comparison the others hardly eatable hautboys very scarce.
    Chili preferred White Wood finest flavour of all price of strawberries in London  abundance about Bristol Maple Grove cultivation beds when to be renewed  gardeners thinking exactly different no general rule gardeners never to be put out of their way delicious fruit  only too rich to be eaten much of inferior to cherries currants more refreshing only objection to gathering strawberries the stooping glaring sun tired to death could bear it no longer must go and sit in the shade. 

in Emma, Jane Austen
  

 

Mini-cheesecakes frios com morangos

Para 8 unidades:

280 g de bolachas de aveia
120 g de açúcar mascavado claro
160 g de manteiga derretida
Mousse de queijo e laranja
130 g de queijo cremoso (tipo philadelphia)
60 g de açúcar
1 folha de gelatina
20 ml de sumo de laranja
Raspa de ½ laranja
100 ml de natas para bater
200 g de morangos (limpos, sem pé e cortados em quartos.)
25 g de açúcar fino

Base: Untar com manteiga 6 formas individuais com 6.5 cm de diâmetro e 2.5 cm de altura e forrar com papel vegetal. Triturar as bolachas com o açúcar, juntar a manteiga e misturar bem. Dividir a mistura pelas formas e forrar os lados e a base, prensando com uma colher. Refrigerar.

Creme de queijo e laranja: Hidratar a gelatina em água fria e escorrer bem. Reservar. Bater o queijo com o açúcar e a raspa de laranja até estar cremoso. Aquecer o sumo de laranja e dissolver a gelatina.
Misturar a gelatina ao queijo e bater até homogeneizar. Bater as natas até estarem firmes e incorporar com cuidado. Encher as formas com o recheio e refrigerar 2 horas ou até estar firme. Misturar os morangos com o açúcar e refrigerar. Colocar os morangos sobre as tartes antesde servir.


Nota: receita e imagens tiradas da internet

MFM

25 janeiro 2012

Ponto de Vírgula

   Esperava-nos com efeito em casa do nosso bom hóspede, nos régios paços de Afonso Henriques, um esplêndido jantar a que assistiram quase todos os cavalheiros da terra. — Não quero dizer as notabilidades, por ser palavra peralvilha a que tenho invencível zanga. — As iguarias de legítima escola portuguesa, não menos saborosas e delicadas por aparecerem estremes de sautés e salmis estrangeirados. Brilhavam sobretudo os produtos das duas grandes vindimas rivais, do Ribatejo e Ribadouro. Foi largo e alegre o jantar.

   Acabámos tarde, montámos logo a cavalo, e pela porta de Atamarma descemos à Ribeira; era quase sol-posto quando lá chegámos.

   É o subúrbio democrático da nobre vila, hoje o rico e o forte dela. Faz lembrar aquelas aldeias que se criaram à sombra dos castelos feudais e que, libertas, depois, da opressora protecção, cresceram e engrossaram em substância e força: o castelo, esse está vazio e em ruínas.

in Viagens na minha terra, Almeida Garrett

 (Ribatejo)

Perdizes de Escabeche

Ingredientes:

2 perdizes
1 copo de vinho branco
2 folhas de louro
1 cebola picada em meia lua grossa
1 cenoura cortada em rodelas médias
3 dentes de alho picado
alecrim
1/2 xícara (chá) de vinagre
1 xícara (chá) de azeite
sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo:

Corte a perdiz em pedaços. Tempere com sal, vinho branco e pimenta; deixe marinar por 2 hora. Aqueça o azeite, refogue o alho e a perdiz por uns 10 minutos. A seguir, acrescente a cebola, a cenoura, o louro, o alecrim, o molho do tempero, o vinagre e o azeite. Tampe a panela de pressão, e deixe refogar por 1 hora (em fogo baixo).
Retire a perdiz, e sirva. 

Nota: receita tirada da internet 

MFM 

28 dezembro 2011

Ponto de Vírgula


   Variado sortimento de bebidas, sorvete para as famílias na hora dos passeios à tarde pela nova avenida da praia e na saída dos cinemas, e, mais que tudo, os salgadinhos e os doces para as horas do aperitivo. Um detalhe aparentemente sem importância: os acarajés, os abarás, os bolinhos de mandioca e puba, as frigideiras de siri mole, de camarão e bacalhau, os doces de aipim, de milho. Tinha sido idéia de João Fulgêncio:
     - Por que você não faz para vender no bar? - perguntara um dia, mastigando um acarajé da velha Filomena, preparado para o prazer exclusivo do árabe amante da boa mesa.
     No começo, apenas os amigos se afreguesaram: a turma da Papelaria Modelo, vindo discutir ali após o fechamento do comércio, os amantes do gamão e das damas, e certos homens mais respeitáveis, como o juiz de direito e o dr. Mauricio, pouco dados a se mostrarem nos bares do porto de freqüência misturada, onde, não raro, explodiam rixas violentas com pancadaria e tiros de revólver. 
in Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado


Spaghetti com Camarão e Amêndoas

 

Ingredientes:

400g de massa (spaghetti, fettuccine, ...)
300g de camarão limpo 
2 tomates
150g de mussarela de búfala
100 gramas de amêndoas (cortadas em lâminas)
Manjericão
Manteiga
Azeite
Sal e pimenta a gosto

Preparação:

Prepare a massa normalmente, de preferência ‘al dente’. Enquanto prepara a massa: tempere o camarão com sal e pimenta a gosto, e reserve; fatie e reserve a mussarela de búfala; limpe, fatie (finamente) e reserve os tomates.
Torre as amêndoas laminadas com sal em lume médio e reserve, use uma frigideira. Despeje o camarão em 1l de água fervente, deixe-os a cozinhar por 3min.
Passe a massa na manteiga ou no azeite. Sele os tomates no azeite, e misture-os à massa. 
Sele os camarões no azeite, e também misture-os à massa. Misture os restantes ingredientes uniformemente, acrescentando o manjericão. 

Nota: receita tirada da internet  

MFM

14 dezembro 2011

Ponto de Vírgula

   Colin sentou-se num banquinho cujo assento era revestido de borracha alveolada sob um oleado sedoso a condizer com a cor das paredes, e Nicolas começou nestes termos:
   - Faça uma base de pâté quente como para uma entrada. Prepare uma enguia grande cortada em postas de três centímetros, ponha as postas da enguia numa panela, com vinho branco, sal e pimenta, cebola às rodelas, um raminho de salsa, tomilho e louro e um dente de alho. 
   - Não consegui afiá-la como queria – disse Nicolas –, a ponta está muito gasta.
   - Tenho de trocá-la – disse Colin.
   Nicolas continuou.
   - Ponha a cozer, retire a enguia da panela e coloque-a numa frigideira. Passe o caldo por uma peneira de seda, acrescente erva-espanhola e mexa até o molho se agarrar à colher. Passe pela peneira, cubra a enguia com o molho e deixe ferver durante dois minutos. Coloque a enguia no
pâté. Faça um cordão de cogumelos à volta da base, decore o centro com ovas de carpa. Deite por cima uma porção de molho que tinha reservado.
    - Está bem – aprovou Colin – penso que o Chick vai gostar. […]
Nicolas retomou a sua tarefa, que consistia em desenformar a gelatina de filetes de solha, recheada de lâminas de trufa, destinada a guarnecer a entrada de peixe.


 in L´Écume des Jours, Boris Vian


Foie gras com cogumelos salteados

Ingredientes:

1 foie gras (fígado de pato fresco) de mais ou menos 300 g
200 g de cogumelos shiitake
200 g de cogumelos shimeji
1/2 copo de shoyu (molho típico japonês à base de soja)
1/2 copo de saquê (bebida típica japonesa)
Gordura de pato ou manteiga
Sal grosso
Pimenta

Preparação:

SALTEADO DE COGUMELOS:
Corte os shiitakes em tiras e separe as cabeças dos shimejis. Numa frigideira grande, pré-aquecida, coloque para derreter um pedaço pequeno de fígado, para que se transforme em gordura (como se fosse um bocado de manteiga). Uma vez derretido e quente, coloque todos os cogumelos a fritar, mexendo bem para que a gordura e o calor se espalhem por igual.
Quando os cogumelos estiverem bem murchos, adicione o shoyu e deixe reduzir, sem parar de mexer. Ainda com os cogumelos um pouco molhados, acrescente o saquê e deixe reduzir novamente, sem parar de mexer, até que fiquem bem húmidos. Reserve, cobrindo com uma tampa para mantê-los quentes enquanto o fígado é preparado.

FOIE GRAS:

 Aqueça uma frigideira, em lume médio. Quando estiver quente, corte fatias de 1 cm de espessura de fígado de pato e deite-as delicadamente sobre a superfície de frigideira. Deixe fritar até dourar levemente cada lado das fatias. Esta operação não pode passar de 2 minutos no total, senão o foie gras ficará muito passado (quanto mais tempo fritar, menor ficará a fatia, pois ela derrete como manteiga). 
Sirva duas fatias por pessoa, junto com os cogumelos. Acrescente um pouco de sal grosso e pimenta a gosto.

Nota: Receita tirada da internet

MFM

30 novembro 2011

Ponto de Vírgula

   Com efeito, Carlos pouco se demorou em Resende. E numa luminosa e macia manhã de Janeiro de 1887, os dois amigos, enfim juntos, almoçavam num salão do Hotel Bragança, com as duas janelas abertas para o rio.
   (...)
    - Estás magnífico! - afirmou Carlos. - Então outra coisa, vem cá jantar logo. Alencar, tu também, hem? Quero ouvir esses belos versos com sossego... Às seis, em ponto, sem falhar. Tenho um jantarinho à portuguesa que encomendei de manhã, com cozido, arroz de forno, grão-de-bico, etc., para matar as saudades...
    Alencar lançou um gesto de imenso desdém. Nunca o cozinheiro do Bragança, francelhote miserável, estaria à altura desses nobres petiscos do velho Portugal. Enfim, acabou-se. Seria pontual às seis, para uma grande saúde ao seu Carlos.

in Os Maias, de Eça de Queiroz


Cozido à Portuguesa

Ingredientes:

Carne de vaca, adequada para cozer;

meia galinha;
1 pé de porco, entrecosto, chispe;
presunto, chouriço, farinheira, salpicão;
toucinho salgado, bacon;
orelheira fresca e fumada;
couve portuguesa (penca) ou coração;
cenouras, batatas, nabos;
sal e azeite q.b.

Preparação:
  1. Comece por cozer todas as carnes numa panela grande. As carnes que forem mais salgadas devem ficar de molho préviamente umas horas e só depois se colocam a cozer.
  2. Regue a água da cozedura com um fio de azeite e tempere a gosto. Por ordem de cozedura mais rápida, vão-se tirando os enchidos, depois as carnes de porco, e só no fim é que se retira a carne de vaca depois de bem cozida.
  3. Aproveitando a mesma água de cozer as carnes, coloque os legumes. Quando estes estiverem cozidos, retire a panela do lume, deixando os legumes dentro.
  4. Para servir, corte as carnes, disponha numa travessa com os respectivos legumes. Pode acompanhar com feijão branco cozido, também cozido na água dos legumes, e arroz branco.

Nota: receita retirada da internet
MFM




16 novembro 2011

Ponto de Vírgula

   Cresceu rapidamente um enclave. (...) A natureza era generosa e, quando o rigor dos ventos alísios lhes fez sentir mais longo o tórrido Inverno que vai de Maio a Dezembro, então alimentaram-se das fragantes goiabas, das brancas anonas, da carne áspera do coco, do untuoso abacate, das bananas que combatem eficazmente as diarreias e da perturbante polpa da sapota.

in As Rosas de Atacama, Luis Sepulveda

Honduras - travel.nationalgeographic.com

Sashimi de Frutas

Ingredientes

1/2 unidade(s) de manga

150 gr de melão em fatias
1 fatia(s) de abacaxi
1 unidade(s) de kiwi
1/2 unidade(s) de mamão papaya
1 unidade(s) de goiaba
1 unidade(s) de laranja
1 unidade(s) de maracujá

2 colher(es) (sopa) de mel
1/2 colher(es) (café) de canela-da-china em pó

quanto baste de hortelã para decorar

Preparação

Corte todas as frutas em finas lâminas (com exceção da laranja que apenas devem ser tirados os gomos).
Com as frutas cortadas, sobrarão aparas.
Corte estas aparas em cubos e misture-as, em um recipiente separado, à polpa de maracujá, mel e canela.

Montagem: Coloque no centro do prato fruta sobre fruta, formando um caracol. Ao redor, regue com a calda preparada separadamente e decore com menta e hortelã.

Nota: receita tirada da internet

MFM

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