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11 janeiro 2024

Pensamentos e músicas para o dia de hoje

Há um exercício tão difícil que talvez seja quase impossível: qual é a música da nossa vida? Seguramente que, se tivesse de escolher numa situação de vida ou de morte, não faria a escolha pelo critério beleza. Há tantas músicas - de todos os géneros possíveis - tão bonitas e que me tocam tanto que seria impossível escolher. O critério teria de ser outro: uma música associada a um momento, a uma época, a um enquadramento, a uma ideia. 

Já aqui escrevi abundantemente sobre a ideia de regresso a casa, pelo que vou poupara os meus leitores a teorias e lugares-comuns repetidos. Mas, talvez não haja tema que seja tão importante para mim, que persista na minha mente ao longo de tanto tempo, que seja motivo para metáforas interiores. 

Para o dia de hoje, e para ilustrar esta minha obsessão pelo regresso a casa escolhi duas músicas cujos títulos são iguais. São ambas músicas muito bonitas, sendo que a primeira - soberbamente cantada - tem um poema muito bonito que assenta numa peça musical de que gosto particularmente. A segunda música - só música - é superiormente tocada. 

 

GOING HOME 

Going home, going home
I am going home
Quiet like, some still day
I am going home
It's not far, just close by
Through an open door
Work all done, care laid by
Never fear no more 

Mother's there expecting me
Father's waiting too
Lots of faces gathered there
All the friends I knew
I'm just going home

No more fear, no more pain
No more stumbling by the way
No more longing for the day
Going to run no more
Morning star light the way
Restless dreams all gone
Shadows gone, break of day
Real life has begun

There's no break, there's no end
Just living on
Wide awake, with a smile
Going on and on, going on and on
Going home, going home
I am going home
Shadows gone, break of day
Real life has begun
I'm just going home

Music from Dvorak’s Symphony from the New World.
Lyrics by David Downes 

20 agosto 2021

Música e texto dos dias que correm

 


Primeira página de "Quando os lobos uivam" (Aquilino Ribeiro)
que retratam o regresso a casa de Manuel Louvadeus


20 julho 2016

Duas Últimas

Há algumas semanas fui ao auditório exterior da Fundação Gulbenkian ouvir o coro da Fundação - soberbamente dirigido pelo Jorge Matta - cantar músicas da Broadway. Algumas não conhecia de todo, ou por serem mais antigas e menos populares ou por serem muito recentes, outras conhecia e, impulsionado pelo ambiente fantástico, cantei desafinadamente a plenos pulmões. Neste momento mais estival deixo-vos com duas obras bastante diferentes, de tempos diferentes, de ritmos diferentes. Cantei ambas com gozo - tenho dúvidas que me tenham ouvido com gozo. 

JdB


23 dezembro 2008

Como um anjo...



Encontrei-te.
No frio que senti ao sair de casa
No vento agreste que me fazia chorar
Nas nuvens altas e negras que escondiam o Céu
No sol que teimava em rasgar de laranja a noite escura
Nas gaivotas que planavam em silêncio indiferente
Nos barcos que oscilavam ao ritmo das marés
No horizonte entrecortado de mastros
Na cara dos desconhecidos cuja história só imagino
No sorriso dos que conheço e a quem devolvo um aceno
Na solidão de um caminho feito de sonhos
Na lágrima dos dias que passaram e já não voltam
Na esperança dos dias que virão alegres
Na saudade, na sempre saudade
Na certeza de que me vês
Na confiança do teu sopro
Encontrei-te.
Como um anjo que passa e que permanece.

[I close my eyes
And my twilight images go by
All too soon
Like an angel passing through my room]

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