Mostrar mensagens com a etiqueta Rita Lee. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rita Lee. Mostrar todas as mensagens

20 novembro 2012

Duas últimas

Já este mês estive uns dias no Brasil, por razões sobretudo profissionais a que, naturalmente, procurei sempre que possível acrescentar outras mais turísticas e apelativas (o país irmão assim o exige!). O propósito da viagem, analisar in loco possibilidades de estender ao Brasil actividades industriais que já desenvolvemos aqui – internacionalizar, usando o chavão – afigura-se complexo e arriscado, face à escala e dimensão do que temos pela frente. E aliciante, pelas mesmas razões.

Retive desde logo a complexidade da organização do país e das suas várias dimensões: federal, estadual (27 estados) e municipal (mais de 5500 municípios), com alterações significativas das regras e leis, que facilmente podem tramar o incauto. De realçar também a simpatia natural dos brasileiros, por exemplo não há reunião que, na hora do rescaldo, não pareça ter corrido bem. E ainda que o mau e o bom, mesmo o muito mau e o muito bom, ali estão, lado a lado, bem à frente de quem quiser ver, coexistindo de forma mais ou menos pacifica.

Visitei empresas altamente sofisticadas e fiquei com a sensação de que pouco temos para lhes ensinar, em termos de ciência e tecnologia. No entanto, sendo um país enorme e em fase de obra e grandes investimentos, com estádios de desenvolvimento entre regiões muito diferenciados, as oportunidades existem e poderão ser aproveitadas. Com um parceiro local, de preferência, é para aí que apontamos a nossa mira!

Estive em Brasília, cidade “sem esquinas”, na expressão bem observada de um amigo meu, em S.Paulo (cujo nome advém de a 1ª missa celebrada no ermo local em meados do século XVI, pelos jesuítas Manuel da Nóbrega e Anchieta, ter sido no dia da conversão do apóstolo ao cristianismo), em que apesar da confusão e do caos, tudo em doses gigantes, se sente um forte apelo urbano, subi pela rodovia dos bandeirantes até Campinas e Hortolândia (um nome que só poderia ser brasileiro!). Apreciei e senti orgulho no muito que os portugueses fizeram e deixaram neste grande país, e que os brasileiros no fundo admiram e tributam, embora haja sentimentos contraditórios que são compreensíveis.

De duas gerações de nativas de S. Paulo (paulistanas, não confundir com paulistas, naturais do estado), escolhi uma música de cada, na esperança de que gostem. 

fq



Acerca de mim

Arquivo do blogue