As melhores viagens são, por vezes, aquelas em que partimos ontem e regressamos muitos anos antes
24 fevereiro 2011
Deixa-me rir...
23 fevereiro 2011
Gente que vou conhecendo
22 fevereiro 2011
Duas últimas
21 fevereiro 2011
Fórmula para o caos
Com surpresa, ou não, a música dos Deolinda intitulada Que parva que eu sou tem concentrado diversos tipos de debate e reflexões. Em principio, uma letra como esta não me suscitaria qualquer tipo de interesse, muitos menos apetite em tomar parte na discussão sobre a suposta geração lixada. No entanto, foi feito uma exaustivo aproveitamento político por parte da esquerda radical, e com isso, o irrelevante passa a constituir relevância. E, como lembrou Nuno Morais Sarmento, o impacto que causaram os Deolinda em nada enobrece as máquinas partidárias, que não foram competentes o suficiente para causar a pretendida atenção.
Para que saibam, tenho 25 anos e refuto integralmente esta nova deriva. Não obstante os vários erros cometidos pela geração anterior à minha, que em muito dificultam a inicio de vida da juventude. Refiro-me à lei das rendas, que não sofre qualquer tipo de alteração e actualização desde o tempo da outra senhora e impede que os jovens joguem o jogo do arrendamento imobiliário, pelo menos nos centros urbanos. Lembro-me do inqualificável regime laboral vigente em Portugal, que centrifuga a possibilidade de mobilidade no emprego, assistindo-se ao espectáculo degradante de diversos trabalhadores da geração de 60/70 a arrastarem-se nos postos, que não produzem o equivalente ao que auferem e aos sacrossantos direitos adquiridos que emanaram do PREC. Pior que os referidos anteriormente, se bem que deriva do segundo, é a proliferação dos recibos verdes. Desde a entrada em vigor do novo código contributivo, os trabalhadores a recibo verde sofrem todos os meses um autentico esbulho fiscal, transferindo para o Estado quase metade do que auferem.
Mas apesar de tudo, creio que a geração em que me insiro deve muitos agradecimentos às anteriores. Será que os Deolinda não querem escrever uma letra a agradecer o regime democrático em que sempre viveram? E que tal sentirem-se gratos por poderem estudar no ensino superior de forma quase gratuita (para eles e não para os contribuintes).
Talvez reflectirem sobre a integração europeia? Sim, foi conseguida pelos que estavam antes. E o alargamento do mercado de trabalho aos países comunitários? E a moeda única? Sabem os Deolinda que a concessão de crédito há 30 anos atrás era muito difícil de obter? Sabem que os níveis da inflação ascendiam a 30%? Têm de emigrar para conseguir emprego? E então? Consultem os números da emigração nos anos 60. Emigraram para poder trabalhar na sua área? Não. Os desgraçados que emigraram nos 60 fizeram-no para poderem sobreviver. Foram conduzir táxis para França, trabalhar como operários na Alemanha e como porteiros no Reino Unido.
Quando me inscrevi na faculdade ninguém me prometeu que com ao canudo vinha anexado um emprego. Apenas me fizeram ver que o canudo poderá servir como rampa de lançamento para a selva que é o mercado.
À geração anterior, bem como aos líderes políticos que os representaram, eu digo um MUITO OBRIGADO.
O Bloco de Esquerda, o tal partido que se agarrou como uma lapa aos Deolinda, anunciou a apresentação de uma moção de censura ao governo. Contudo, nem 24 horas após o anuncio, logo avisou que a moção não era para ser levada a sério. Era apenas um instrumento que visava uma clarificação à esquerda. Promover a clivagem com o PS depois da coligação presidencial.
Como não é difícil de percepcionar, a verdadeira razão da moção é velha batalha pelo palanque da extrema esquerda com o Partido Comunista. A disputa entre Trotskistas e Estalinitas permanece quente.
Pedro Castelo Branco
20 fevereiro 2011
Domingo ……. Se Fores à Misssa !
«Amai os vossos inimigos»
O Evangelho de hoje é claro como a água …. nada daquelas mensagens tiradas a ferro das entrelinhas, nem daqueles pensamentos deslocados que dificilmente fazem sentido. Hoje, Jesus vem dizer-nos, preto no branco : Ama o teu inimigo …. abraça quem te virar as costas ….. beija quem te bater …. oferece a quem te roubar.
Tão longe da nossa realidade, estas ideias ! Parecem-nos incongruentes, irreais, impossíveis de realizar, não é verdade ? Qualquer pessoa que, nos dias de hoje, assim se comporte é, imediatamente, apelidado de papalvo, tanso, totó … you name it ! Quem, no seu perfeito juízo, sorri a quem o insulta ? Quem, no seu perfeito juízo, dá a face direita depois de lhe baterem na esquerda, ou qual de nós vai oferecer dinheiro ao ladrão que o acaba de roubar ? Muito pouca gente conseguirá agir assim. Está na natureza humana, na nossa natureza, funcionarmos “olho por olho, dente por dente” ou “amor com amor se paga”. Mas Cristo, sem medo, vem revolucionar os costumes da época e lança-nos este difícil desafio do “ódio com amor se paga”.
Precisamos ter muita coragem e muita fé para praticarmos estes ensinamentos. Muita coragem, porque a nossa sociedade não se compadece daqueles que se mostram humildes e compassivos; e muita fé porque “dar a outra face” é um salto no escuro, eu diria que é quase anti-natura, requer muita confiança, muita serenidade, muita sabedoria divina.
“Pelo sonho é que vamos”, diz o poeta. “Pelos inimigos é que nos santificamos”, digo eu. Se eu conseguir amar, nem que seja um pouquinho, um meu inimigo, eu já estarei a entrar no caminho da santidade. Porque para o amar, eu precisei primeiro de o perdoar, precisei de preparar o meu coração para o perdão acontecer, precisei de criar dentro do meu coração o propósito para o perdão e é essa transformação que se dá dentro do nosso coração, que eu chamo santidade. A santidade não é só para o Papa ou para os mártires. A santidade está ao alcance de cada um de nós, muito mais próxima do que julgamos. O segredo está na capacidade em aceitarmos que a transformação aconteça dentro do nosso coração.
Domingo, Se Fores à Missa ……. Ama o Teu Inimigo !
Maf
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda. Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado. Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».
Palavra da salvação.
19 fevereiro 2011
Pensamentos impensados
18 fevereiro 2011
a propósito da poesia de ferreira gullar
17 fevereiro 2011
Deixa-me rir...
Having to spend each day the colour of the leaves
When I think it could be nicer being red or yellow or gold
Or something much more colourful like that
It's not that easy being green
It seems to blend in with so many other ordinary things
And people tend to pass you over
Cos you're not standing out like flashy sparkles on the water
Or stars in the sky
But green is the colour of spring
And green can be cool and friendly-like
And green can be big like an ocean or important like a mountain
Or tall like a tree
It could make you wonder why,
I'm green and it'll do fine
And it's beautiful and I think it's what I want to be
16 fevereiro 2011
Livro dos despautérios iii)
A linearidade é uma aldrabice. É solúvel em vinho. Dobra-se a pulso ou à sorte. Nós, gente miudinha, somos tão mestres da ilusão que nos iludimos da nossa mestria. Gostamos de ignorar, por afinidade de lógicas, que a linearidade é quase sempre uma aproximação grosseira, tirada a ferros, inventada para sossegar ou afligir sem espinhas. Andar enganado é mais fácil. Ainda assim, quer no aborrecimento, quer na exaltação, e sobretudo quando as circunstâncias aparentam uma clareza e definição que não deixem apetite à dúvida, eu recordo a facilidade com que me deixo enganar por mim mesmo, escolho um assento que me pareça adequado e, com o maior dos vagares, me debruço sobre as curvas que sei que vou encontrar, ainda que toda a gente me diga que por ali é sempre a direito.
ZdT
15 fevereiro 2011
Efemérides e tristezas
Olá a todos.
Chamo-me
Primeiro que tudo peço a todos que nem tentem andar a vasculhar na internet a gravidade e as causas da minha doença, porque o tempo que eventualmente gastariam em tal acto, bastariam
Não vos escondo que tenho sofrido muito desde o dia 15 de Dezembro, mas também não vos escondo que não é minha intenção deixar de lutar.
É por isso que peço a todos os amigos do meu pai e da minha mãe que reencaminhem este e-mail para o maior numero de contactos.
Um beijinho para todos vocês do
Duas últimas
14 fevereiro 2011
Vai um gin do Peter’s ?

«Keep it cool» – divisa sonhada e cumprida pelo fundador para a sua obra-prima, o facebook.

Das primeiras evidências nos criadores da mega-rede social – aos 19 anos – é o facto de serem barras a matemática, informática, etc. Tudo começa aí. Num momento crucial da gestação do facebook (no filme), o co-fundador brasileiro, Eduardo Saverin, escrevinha num vidro o algoritmo que utilizava para classificar os jogadores de xadrez. De facto, quando se privilegia a excelência do produto (no fundo, o primado do cliente), exigem-se qualificações sérias para se vingar no mundo empresarial. Esse é dos trunfos dos EUA, onde a meritocracia é devidamente recompensada, alimentando um círculo virtuoso que atrai os melhores ao proporcionar-lhes condições para desenvolverem os talentos e triunfar. Na película, o reitor de Harvard explicita-o, de modo cristalino, aos dois gémeos que se queixavam de alegado roubo de propriedade intelectual: aquela Universidade convidava os alunos a investir em novas ideias, e não em ficar-se por sonhos vagos que, eventualmente, inspirariam outros… Até serem aplicados, os sonhos podem não passar de nebulosas miragens. Um provérbio sábio (para os negócios), formula bem a questão, convidando a sonhar com as mãos.

Caloiros que se divertem em hobbies hiper inventivos, sem se poupar a esforços.
Na expressão de Mark: «The idea is that you build something really good in a night»
No mesmo sentido, os menos empreendedores, ainda que bastante endinheirados e bem nascidos, têm menos hipóteses numa sociedade que prefere os resultados à proeminência social. Uma perspectiva a que estamos pouco habituados nesta margem do Atlântico, minada pelo tráfico de influências. A poetisa russa, Olga Sedakova, faz o seguinte diagnóstico sobre a actual anestesia do Ocidente, «desmagnetizado» a seu ver, acabando por traçar a linha divisória entre as sociedades cristalizadas e as abertas à inovação: «Hoje (com) a cultura de massas… falta-nos o desejo do impossível. Mas sem ele, o possível torna-se vazio.»
O desenrolar da ideia luminosa do facebook está longe de ser cor-de-rosa. Desde o início, veio cunhada com as fragilidades que hoje lhe conhecemos. Um canal de comunicação explosivo, capaz de nos aproximar das quatro partidas do mundo, mas também exposto à coscuvilhice, ao oportunismo social e até à manipulação. Poder navegar na net sob anonimato comporta riscos. Por isso, acaba por também se tornar terreno fértil para loucos e máfias de tráfico humano, pois o bem e o mal coabitam ali com razoável descontrolo. Não por acaso, o genial Zuckerberg mantém um perfil hiper abreviado, sem se deixar enfeitiçar pelo furacão de pessoas virtuais que povoam a sua rede social. Aliás, ele é o típico nerd, nada fluente no social, embora um mestre em psicologia, que estudou em Harvard para enriquecer o seu currículo tecnicista. Ele, como ninguém, parece demonstrar-nos que os relacionamentos electrónicos – sem presença – são muitíssimo práticos para gerir negócios e organizar eventos, mas paupérrimos em humanidade. Significativamente, no último gesto do filme, Mark insiste em reatar um contacto (esse sim, afectivo), que mais sabe ele não estar à distância de um clique. Porque se chega mal ao coração através do teclado do computador…
Vale a pena determo-nos um pouco na personalidade riquíssima deste menino-prodígio, que sempre quis manter o facebook «cool», sem ceder ao dinheiro fácil da publicidade directa. A constância e uma certa sobriedade subtil são das suas imagens de marca, insistindo na informalidade descontraída dos tempos de caloiro em Harvard. Nos interesses postados no seu perfil denota-se a mesma simplicidade cool: «openness, making things that help people connect and share what's important to them, revolutions, information flow, minimalism.».
Talvez não seja óbvio que o génio dos computadores é lembrado pelos amigos do liceu por citar «A Ilíada» e devorar literatura da Antiguidade clássica. Já nessa época, dominava quatro línguas estrangeiras, que lhe franquearam as raízes da civilização ocidental: o latim, o grego clássico, o hebreu e o francês.
Nascido no seio de uma família judaica, continuou ligado à comunidade judia dos EUA, embora tenha perdido a fé na adolescência. Por ser daltónico, coloriu o Facebook no tom que melhor percepciona – o azul.
A onda de sucesso, desde o dia inaugural da mega-rede (4 de Fevereiro de 2004), é um feito que faz jus ao empenho de Mark em melhorar incansavelmente o seu programa. Nele, criatividade e empreendedorismo parecem inesgotáveis. Imperturbável ao triunfo, revelou uma maturidade invulgaríssima, praticamente imune ao deslumbramento, apesar de ser o magnata mais novo do planeta (tem hoje 26 anos)!
Em paralelo, as dificuldades cresceram na proporção directa do êxito: «you don’t get 500 million friends without making a few enemies», avisaram-no os mais veteranos. Choveram logo processos em tribunal, dois dos quais sobejamente exibidos no filme. Tudo dirimido ao ritmo célere e eficaz da justiça americana, envolvendo um processo negocial complexo, a culminar em indemnizações homéricas.

Co-fundação de amigos numa complementariedade
perigosamente desproporcionada.
É bem interessante o debate argumentativo entre as partes, quer ao nível dos universitários desavindos, quer dos respectivos advogados. Cito falas expressivas da personalidade de Mark:
- Resposta aos gémeos seniores, que tinham contratado um caloiro para desenvolver um programa sofisticado que nem em dias de inspiração poderiam ter produzido: «If you guys were the inventors of Facebook, you’d have invented it.»
- Diálogo demolidor entre advogado e réu (Mark):
Gage: «Okay - no. You don't think I deserve your attention.»
Mark Zuckerberg: «I think if your clients want to sit on my shoulders and call themselves tall, they have the right to give it a try - but there's no requirement that I enjoy sitting here listening to people lie. You have part of my attention - you have the minimum amount. The rest of my attention is back at the offices of Facebook, where my colleagues and I are doing things that no one in this room, including and especially your clients, are intellectually or creatively capable of doing. [pauses] Did I adequately answer your condescending question?»

A irreverência da idade potenciada pela consciência óbvia dos talentos
- Considerandos sobre propriedade intelectual: «A guy who makes a nice chair doesn't owe money to everyone who has ever built a chair.»
Retomando o filme, sublinharia as forças motrizes subjacentes à narrativa de Fincher que, a pretexto da origem do Facebook, nos lançam alertas demasiado actuais:
- o sucesso ao preço da solidão,
- o trilho agitado do poder vs o caminho sereno da afectividade,

Já sozinho a dirimir na justiça questões com ex-amigos e ainda colegas
- a colecção de perfis online vs os amigos de carne-e-osso,
- o mundo virtual vs o horizonte real, único espaço onde podemos, ou não, ser felizes. Nada menos do que isso!
A provar a importância dos estudos para se singrar na vida, um realizador dinamarquês concebeu um esplendoroso assalto à subcave de uma sala de ópera, protagonizado pelos gansters do Olsen Gangue, de uma erudição invulgar que incluía o domínio do solfejo! O mero improviso, a que estamos habituados, está longe de ser suficiente numa sociedade altamente competitiva. Já era assim em 1976, naquele assalto sincronizado com a Abertura da ópera «Elverhøj» de Friedrich Kuhlau, em audição no andar de cima. De partitura na mão, os meliantes alinharam maravilhosamente no concerto, com um rigor só comparável ao dos músicos! Talvez o maestro nunca tenha chegado a saber a composição total do seu corpo de orquestra – em especial dos solistas – naquela noite atribulada…
http://www.flixxy.com/olsen-gang-elverhoj-overture-comedy-film.htm
Uma comédia prenunciadora do profissionalismo requerido pela globalização
Maria Zarco
(a preparar o próximo gin tónico, para daqui a 2 semanas, numa Segunda)
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(1) FICHA TÉCNICA
Título original: The Social Network Tradução em Portugal: A Rede Social (2010)
Realizador: David Fincher
Argumento: Aaron Sorkin (do filme), Ben Mezrich (livro)
EUA, 120 min.
Columbia Pictures, Relativity Media, Michael De Luca Productions
Distinções: escolhido pelo National Board of Review como o melhor filme de 2010.
Elenco: além dos destacados abaixo, Bryan Barter, Brenda Song, Patrick Mapel, Joseph Mazzelo
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| | Jesse Eisenberg | ... | Mark Zuckerberg |
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| | Rooney Mara | ... | Erica Albright |
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| | Armie Hammer | ... | Cameron Winklevoss / Tyler Winklevoss |
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| | Andrew Garfield | ... | Eduardo Saverin |
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Acerca de mim
- JdB
- Estoril, Portugal