07 julho 2011

Diário de uma astróloga - 6 de Julho de 2011

Reflexão sobre 21 de Junho - data do calendário e data astrológica

Com o calor que tem estado é difícil acreditar que o Verão só começou no dia 21 de Junho. Mas da forma como o nosso calendário define estacões, efectivamento no dia 21, dia em que o Sol no seu movimento aparente atinge a sua maior altura, o dia maior do ano para o hemisfério Norte, foi o Solstício de Verão.

Certas civilizações pagãs celebravam o poder do sol como energia criadora, acendendo fogueiras sobre as quais saltavam. São os festivais de “Midsummer”, nome mais aceitável meteorologicamente falando para esta época. Acreditavam que a altura a que os jovens conseguiam saltar seria a altura das suas colheitas. A pratica de saltar fogueiras chegou até nós nas festas dos santos populares.

A explicação é histórica: por questões de sobrevivência, as primeiros cristãos faziam coincidir as suas celebrações religiosas com as datas dos festivais já existentes. O nascimento de Cristo celebra-se perto do solstício de inverno e o nascimento de São João Baptista perto do solstício de verão.

Honrar o Sol no seu auge é também uma realidade global. Os chineses invocam a Deusa Li, deusa da Luz, do Verão e do Meio-Dia, os Escandinavos têm inúmeras festas aproveitando os dias maiores do ano, e os índios americanos fazem encontros de tribos com danças e cantos.

Em termos astrológicos, o solstício de Verão marca a data em que o sol entra no signo de Caranguejo. Parabéns a todos os que nasceram entre 21 de Junho e 22 de Julho. Quando dizemos “o meu signo é….” significa que esse é o signo solar. Todos nós temos um pouco de Caranguejo, sobretudo quem tem a lua ou o ascendente nesse signo.

Os temas ligados ao Caranguejo são origens, raízes, casa, família, tradições, relações pais e filhos, o amor incondicional da Mãe Arquetipal (ambos os sexos) e o alimento físico e emocional.

O Caranguejo é um signo de água muito sensível e receptivo ao que se passa à sua volta. As pessoas que têm uma boa dose de energia carangueja são intuitivas, umas verdadeiras esponjas a absorver as vibrações dos ambientes que os rodeiam. É sempre bom ter um amigo caranguejo, escutam os nossos problemas com empatia, trazem-nos uma canjinha quando estamos doentes e nunca nos abandonam.

Como vivem muito bem no mundo emocional são excelentes músicos, uns muito conhecidos como Schubert e Mahler mas, bem mais perto, tenho amigos que cantam, tocam guitarra, piano, flauta, partilhando, assim, a sua alma e a sua sensibilidade

Mas há dois Caranguejos que todos conhecemos e que representam o arquétipo no seu melhor:




Antoine de Saint Exupéry, nascido a 29 de Junho de 1900, autor de “O Pequeno Príncipe”. A frase mais memorável, e talvez a essência da história, é dita pela raposa " Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Ver com o coração é uma característica do Caranguejo, e esta frase só podia ter sido escrita por um deles.






Meryl Streep, nascida a 22 de Junho de 1949, a maior atriz da minha geração, já foi nomeada 16 vezes para Óscares, mas só ganhou dois, com “Kramer contra Kramer” e com a “A Escolha de Sofia”. Em ambos os filmes desempenhava o papel de uma mãe dilacerada. Será coincidência, sincronia ou mais uma forma em que a astrologia se manifesta no facto das melhores actuações da carangueja Meryl Streep serem relacionadas com a essência do arquétipo de Caranguejo?





Vou passar as férias com os meus netos. Será que o amor de avó também é incondicional?

Luiza Azancot

www.astrocape.com

06 julho 2011

Carta a um anjo

Nasceste hoje, mas há dezassete anos.

Lembro com perfeição as condições humanas em que ouvi, pela primeira vez, que o tempo não cura nada, o que cura é a qualidade do tempo. Já sentíamos o vendaval dentro de nós, sabes, mas ainda sobrevivia aquela garra de timoneiro que, na fragilidade de um tempo sereno que acabou, luta por salvar o barco. Apesar de uma vontade oposta, a expressão naufrágio já estava escrita num negro premonitório.

Não mais esqueci a frase. Citei-a aos outros, tantas e tantas vezes sem conseguir explicar o seu verdadeiro alcance. Citei-a para mim, tantas e tantas vezes sem perceber onde ir procurar a qualidade de um tempo que me curasse as feridas.

Em todos os momentos verdadeiramente importantes da nossa vida podemos ser confrontados com uma encruzilhada: somos desafiados à radicalidade da mudança, mas escolhemos o adiamento confortável, alegando que o tempo propício não é este; somos convidados a estender os braços que promovem a paz, mas entendemos não o fazer, argumentando que o tempo propício não é este; a alma pede-nos o choro de um luto, mas atiramo-nos à folia, justificando que o tempo propício não é este; o ânimo puxa-nos o olhar para a frente, mas quedamo-nos no passado, defendendo que o tempo propício não é este.

O tempo pode não ser mais do que a duração ocupada por acontecimentos. O tempo pode ser uma venda nos olhos ou no coração que nos impede de discernir, de avançar, de parar, de recuar. O tempo pode ser uma época, um período, um instante, durante o qual, sentados chorosos à janela do destino ou do que somos, vemos a vida passar por nós. Mas o tempo pode ser um espaço de acção e de juízo, de introspecção e mudança, de partilha e de rompimento. O tempo, desde que saibamos o que fazer, e quando fazer, é o lugar geométrico da qualidade que fará de nós pessoas inteiras, apesar de todos os desaires. O desafio é tremendo, a prática é diária, sem direito a mais desfalecimento do que é condição humana.

Sabes, porque estás nesse sítio onde não há manhã nem tarde, todos os dias escutas o que exprimo na fórmula certa de uma oração. Todos os dias percebes o que ressalta dos meus pensamentos confusos. Todos os dias me ouves pedir discernimento e força, porque serão esses os dons que me permitirão encontrar a qualidade do tempo que me é oferecido pelas circunstâncias. Todos os dias, na eternidade do colo que encontras em Nossa Senhora, derramas sobre nós o pó dos anjos, o pó do Amor e da Fé. Assim o saibamos apanhar, porque com ele vem a plenitude.

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:

Tempo para nascer e tempo para morrer,


tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,


tempo para matar e tempo para curar,


tempo para destruir e tempo pra edificar,


tempo para chorar e tempo para rir,


tempo para se lamentar e tempo para dançar,


tempo para atirar pedras, e tempo para as ajuntar,


tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,


tempo para procurar e tempo para perder,


tempo para guardar e tempo para atirar fora,


tempo para rasgar e tempo para coser,


tempo para calar e tempo para falar,


tempo para amar e tempo para odiar,


tempo para a guerra e tempo para a paz.

(Eclesiastes, 3, 1-8)

Hoje, como há dezassete anos, permanecem vivas as três linhas do fado que te pertence.

Na Sua bondade sem fim

Quis Deus olhar para mim

Dar-me um pouco do que é Seu...

O tempo não cura nada, o que cura é a qualidade do tempo.

JdB

05 julho 2011

Informação

Por motivos atendíveis, o Diário de uma Astróloga, que costuma sair quinzenalmente às 4ªs feiras, só sairá na 5ª feira. Apareçam, porque se falará de verão e de caranguejos...

JdB

Duas últimas

Normalmente prefiro as versões originais, mas neste caso vou pela excepção que confirma a regra, esperando não ofender Ben E. King, autor desta música.

Mão amiga fez-ma chegar, informando que parece que alguém com visão, inspiração e bom gosto recorreu a músicos de diferentes partes do mundo, muitos deles fazendo pela vida nas ruas das cidades onde vivem, e gravou com eles diferentes versões da mesma música: Stand by me.

Fizeram depois uma mistura, em que fundiram parte do que cada um gravou.

O músico de Santa Mónica e o velho de barbas brancas de New Orleans são absolutamente fabulosos. Há também um intérprete do bairro Jordan de Amesterdão, um grupo de percussionistas índios americanos do Novo México, um violoncelista russo, um soberbo coro de mulheres da África do Sul e mais gente de Barcelona, Caracas, Congo, Rio de Janeiro.

Concordo com o comentário que acompanhava a mensagem do meu amigo: quanta arte há no mundo!

Espero que gostem do resultado. Eu gosto muito.

fq


04 julho 2011

Vai um gin do Peter’s ?

Há um tempo atrás, tive a sorte de receber uma entrevista memorável com um nómada do Sahara, daqueles simples e profundos, que as noites dormidas sob as estrelas tornaram filósofos. Ou terá sido a solidão do deserto? Ou a vida austera, talvez mais orientada para o essencial, como explica o entrevistado: «Existem muito poucas coisas (no deserto). E cada uma tem um enorme valor.»?

A frescura cristalina do testemunho do jovem Tuareg, chamado Moussa Ag Assarid(1), fez furor em França, para onde se transplantou, a fim de prosseguir os estudos. As suas palavras vêm a propósito da aproximação das férias, do tempo de repouso, em que nós, no Ocidente rico e stressado, tentamos fazer uma pausa, procurando que seja pacífica, fecunda, desintoxicante.

Sempre achei o deserto – como todas as grandes paisagens – um espaço inspirador, de horizontes infinitos, que nos transportam para lá do frenesim diário. Lança-nos numa viagem sem fronteiras, onde cabe todo o universo, sobretudo, a alma.

A forma poética de Moussa partilhar a sua experiência é tocante. Porque, subjacente àquela vivência exótica, chega-nos um olhar muito depurado e límpido, capaz de sintonizar com todos… cada um pelas suas razões. Por exemplo, são deliciosas as pequenas considerações dos Tuareg, associando o mundo à cor do céu, o deserto ao reino do silêncio, a solidão à escuta do mundo, onde «ninguém sonha ser, porque cada um já o é».

É também espantoso o modo de Moussa aludir ao legado deixado pela mãe, em tom descomplicado, aparentemente leve, mas incrivelmente rico. Como é espantosa a história do seu entusiasmo pelos estudos, ou as comparações com o mundo ocidental, ou os momentos de felicidade no Sahara…



Vale a pena conhecer a conversa entre Moussa e o jornalista catalão, Victor-M. Amela, gravada há uns anos atrás:

MOUSSA AG ASSARID (M.A.A.) - Não sei a minha idade (c. 1975). Nasci no deserto do Sahara, sem documentos. Nasci num acampamento de nómadas Tuareg, entre Timbuctu e Gao, ao Norte do Mali. Fui pastor de camelos, cabras, cordeiros e vacas do meu pai. Hoje estudo gestão na Universidade de Montpellier. Estou solteiro. Defendo os pastores Tuareg. Sou muçulmano sem fanatismos.

VICTOR-M.AMELA (V.M.A.) - Que turbante lindo!
M.A.A. - É uma fina tela de algodão: permite tapar o rosto no deserto, e continuar a ver e a respirar através dele.

V.M.A. - É de um azul belíssimo!

M.A.A. - Nós, os Tuaregs, somos chamados de homens azuis, por isso; o tecido solta alguma tinta e a nossa pele adquire tons azulados.


V.M.A - Como conseguem este tom de anil?

M.A.A. - Com uma planta chamada índigo, mesclada com outros pigmentos naturais. Para os Tuaregs, o azul é a cor do mundo.

V.M.A - Porquê?

M.A.A. - É a cor dominante. É a cor do céu, o tecto da nossa casa.

V.M.A - Quem são os Tuaregs?

M.A.A. - Tuareg significa “abandonado”, porque somos um velho povo nómada, do deserto, solitários e orgulhosos: “Senhores do deserto”, é como nos chamam. A nossa etnia é a amasigh (berbere), e o nosso alfabeto, o tifinagh.

V.M.A - Quantos são?

M.A.A. - Uns três milhões, e a maioria permanece nómada. Mas a população diminuiu. “É preciso que um povo desapareça para que saibamos que ele existiu”, apregoava um sábio. Eu luto para preservar este povo.

V.M.A - A que se dedicam?

M.A.A. - Pastoreamos rebanhos de cabras, camelos, cordeiros, vacas e asnos, num reino de imensidão e silêncio.

V.M.A - O deserto é, realmente, silencioso?

M.A.A. - Quando se está sozinho naquele silêncio, ouve-se o batimento do próprio coração. Não há lugar melhor para se estar sozinho.

V.M.A - Que recordações conserva, com mais nitidez, da sua infância?
M.A.A. - Desperto com a luz do sol e ali estão as cabras de meu pai. Dão-nos leite e carne. Levamo-las para onde há água e pasto… Assim fizeram o meu bisavô, o meu avô, o meu pai…. e eu. Não havia outra coisa no mundo para lá disso. E eu era muito feliz assim.

V.M.A - Enfim, não parece muito estimulante …

M.A.A. - Mas é muito! Aos 7 anos já te deixavam afastares-te do acampamento para que aprendesses coisas importantes, como sentir o ar, escutar o mundo, apurar a vista, observar as estrelas, e deixares-te guiar pelo camelo. Se te perdesses, ele levar-te-ia até onde houvesse água.

V.M.A - Saber isso é precioso, sem dúvida …

M.A.A. - Ali tudo é simples e profundo. Existem muito poucas coisas. E cada uma tem um enorme valor!

V.M.A - Então esse mundo e este são muito diferentes?

M.A.A. – Ali, cada pequena coisa proporciona-te felicidade. Cada toque é valorizado. Sentimos uma enorme alegria pelo simples facto de nos tocarmos e estarmos juntos. Ali ninguém sonha chegar a ser, por que cada um já o é.


V.M.A - O que mais o chocou, na sua primeira viagem à Europa?

M.A.A. - Ver as pessoas a correr no aeroporto. No deserto, só se corre quando vem uma tempestade de areia. Assustei-me, é claro!

V.M.A - Iam só buscar as malas …

M.A.A. - Sim! Era isso. Também vi cartazes de mulheres nuas. Perguntei-me porquê tanta falta de respeito para com a mulher? Depois, no Íbis Hotel, vi a primeira torneira da minha vida, vi a água a correr e senti vontade de chorar…

V.M.A - Que abundância! Que desperdício! Não?

M.A.A. - Os meus dias consistiam em procurar água. Quando vejo as fontes ornamentais aqui e acolá, continuo a sentir uma dor tão intensa por dentro…

V.M.A - Tanto assim?

M.A.A. - Sim! No começo dos anos 90 houve uma grande seca. Morreram animais e nós também adoecemos. Eu tinha uns 12 anos quando a minha mãe morreu. Ela era tudo para mim! Contava-me histórias e ensinou-me a contá-las muito bem. Ensinou-me a ser eu próprio!

V.M.A - O que sucedeu à sua família?

M.A.A. - Convenci o meu pai a deixar-me ir à escola. Tinha de caminhar 15km por dia. Até que um professor me arranjou um lugar para dormir e uma senhora me passou a dar alguma comida, quando passava à porta de sua casa. Entendi que esta ajuda vinha da minha mãe.

V.M.A - De onde surgiu esse desejo de estudar?

M.A.A. - Uns dois anos antes tinha passado pelo nosso acampamento o rally Paris-Dakar, e uma jornalista deixou cair um livro da mochila. Apanhei-o e entreguei-lho. Ela deu-mo como presente. Era um exemplar do “Principezinho” e eu prometi a mim mesmo que um dia conseguiria lê-lo.

V.M.A - E conseguiu?

M.A.A. - Foi assim que consegui uma bolsa de estudos para França.

V.M.A - Um Tuareg na Universidade!

M.A.A. - Ah! O que mais sinto falta, aqui, é do leite de camela… E do calor da fogueira e de andar com os pés descalços na areia quente. Lá, nós olhamos as estrelas todas as noites e cada estrela é diferente das outras, assim como cada cabra é diferente. Aqui, à noite, vê-se TV.

V.M.A - Sim ! E o que acha pior, aqui?

M.A.A. - Vocês têm tudo, mas não acham suficiente. Queixam-se sempre. Em França, passam a vida a reclamar! Ficam aprisionados para o resto da vida a uma dívida bancária, num desejo de possuir tudo rapidamente… No deserto não há congestionamentos. Sabe porquê? Porque ali ninguém quer ultrapassar ninguém!

V.M.A - Conte-me um momento de extrema felicidade no seu deserto distante.

M.A.A. - Diariamente, duas horas antes do pôr-do-sol, quando a temperatura começa a baixar, mas ainda não arrefeceu muito, os homens e os animais, lentamente, voltam para o acampamento e os seus perfis ficam recortados no horizonte, sob um céu cor-de-rosa, azul, vermelho, amarelo, verde…

V.M.A - Fascinante , na verdade…

M.A.A. - É um momento mágico. Entramos todos na cabana e pomos o chá ao lume. Sentamo-nos em silêncio a ouvir a ebulição… A calma invade-nos e o nosso coração bate ao ritmo da fervura…

V.M.A - Que paz!

M.A.A. - Aqui (no Ocidente), há relógios. Lá, nós temos tempo!

Que grande conquista, nestas férias, recuperar o tempo. Poder saboreá-lo, com tempo.

Maria Zarco

(a preparar o próximo gin tónico, para daqui a 2 semanas, numa Segunda)

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(1) Moussa publicou um livro e tem-se desdobrado em entrevistas a televisões e rádios de todo o mundo:


Link: http://www.dailymotion.com/video/xgkoci_niger-interview-moussa-ag-assarid-ecrivain-touareg_news,


03 julho 2011

Domingo …… Se Fores à Missa !

“Vinde a Mim os que estais cansados e Eu vos aliviarei”. Quem, de entre nós, não quer ser aliviado dos problemas, das preocupações, das angústias que a vida nos traz ? Há algo melhor, mais repousante, do que deixarmos de estar agitados interiormente, não sermos afectados pelas afrontas que nos fazem, não recearmos tormentos nem perseguições, conservando uma calma idêntica na felicidade e na infelicidade, vendo da mesma maneira o inimigo e o amigo, tornando-nos semelhantes Àquele «que faz o sol nascer sobre os bons e os maus, e chover sobre os justos e os injustos» ?


Jesus convida-nos a carregarmos com Ele e, fazendo-o, encontraremos repouso para as nossas almas, pois «o jugo do Senhor é suave e o seu fardo leve».

Carregar com Jesus significa trazê-lo sempre no meu coração e nos meus pensamentos. Significa invocar o Seu nome, quando me encontro numa situação difícil. Significa pedir-lhe orientação, quando não sei que caminho tomar. Significa pedir-lhe sabedoria, quando tenho de tomar uma decisão difícil.

Habituei-me a carregá-lo no meu dia-a-dia e, ao contrário do que a palavra insinua » carga = peso « é Ele que carrega as minhas preocupações. Não deixo de as ter, claro, continuo a ter problemas para resolver e soluções para encontrar, mas o que faço é pedir-Lhe, a Ele, que me envie sabedoria, discernimento e tranquilidade na hora de tomar a decisão. Não lhe peço a solução, mas sim sabedoria para tomá-la. Não lhe peço que as circunstâncias mudem, mas sim coragem para mudar o que devo. Não lhe peço saúde, mas sim aceitação na doença. Não lhe peço aumento de ordenado, mas sim justiça no local de trabalho. Não lhe peço um companheiro, mas sim um coração grande para amar.

É isto que, no meu entender, significa carregar com Jesus e espero poder fazê-lo todos os dias da minha vida.

Domingo, Se Fores à Missa …….. Carrega com Jesus !

Maf


Evangelho segundo S. Mateus 11,25-30.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.

Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»

«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.

Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»

02 julho 2011

Pensamentos impensados

Conversa pouco provável
Diz um lutador de boxe para o seu adversário: vê lá se paras com isso; estás a aleijar-me.

A vida é uma doença mortal.

Modestos instrumentos podem levar ao sucesso; o orgulho pode levar ao fracasso. Aquando da corrida para a conquista do Polo Sul, foi Amundsen que ganhou porque lhe ofereceram um busca-pólos. Scott o seu rival, orgulhosamente recusou.

Os asmáticos têm o ar condicionado.

Os peritos são atacados por uma grave doença: a perito...nite.

A Grécia pediu ajuda à Troika; esta, grande admiradora de Pedro Homem de Mello, respondeu:
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua (dí)vida não.

SdB (I)

01 julho 2011

plural majestático

há dias em que, também a mim,
me mete nojo o que fazemos
do Amor que fazemos.

há noites em que, sobretudo a mim,
me mete pena o que fizemos
do amor que (não) fizemos.
(ou que não soubemos..)

gi

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