13 junho 2012

Ponto de Vírgula


Nasci exactamente no teu dia —
Treze de Junho, quente de alegria,
Citadino, bucólico e humano,
Onde até esses cravos de papel
Que têm uma bandeira em pé quebrado
Sabem rir...
Santo dia profano
Cuja luz sabe a mel
Sobre o chão de bom vinho derramado!
Santo António, és portanto
O meu santo,
Se bem que nunca me pegasses
Teu franciscano sentir,
Católico, apostólico e romano.

(...)

Adiante ... Ia eu dizendo, Santo António,
Que tu és o meu santo sem o ser.
Por isso o és a valer,
Que é essa a santidade boa,
A que fugiu deveras ao demónio.
És o santo das raparigas,
És o santo de Lisboa,
És o santo do povo.
Tens uma auréola de cantigas,
E então
Quanto ao teu coração —
Está sempre aberto lá o vinho novo.

Dizem que foste um pregador insigne,
Um austero, mas de alma ardente e ansiosa,
Etcetera...
Mas qual de nós vai tomar isso à letra?
Que de hoje em diante quem o diz se digne
Deixar de dizer isso ou qualquer outra coisa.

És o que és para nós. O que tu foste
Em tua vida real, por mal ou bem,
Que coisas, ou não coisas se te devem
Com isso a estéril multidão arraste
Na nora de uns burros que puxam, quando escrevem,
Essa prolixa nulidade, a que se chama história,
Que foste tu, ou foi alguém,
Só Deus o sabe, e mais ninguém.

"Santo António", Poesia de cariz popular, Fernando Pessoa

  

Sardinhas no forno com ervas aromáticas

12 sardinhas limpas
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de oregãos
1 colher (café) de sal
1 ramo de salsa
1 ramo de manjericão
Papel de alumínio para forrar

Aqueça o forno a 200º C. Forre o tabuleiro do forno com papel de alumínio. 
Seque bem as sardinhas coloque dentro de cada uma um pouco de orégãos, salsa e manjericão.
Tempere com sal, coloque-as sobre o tabuleiro e regue-as com o azeite.
Leve ao forno durante 15 minutos. Decorrido esse tempo, retire as sardinhas e acompanhe-as com
legumes cozidos e pão de milho.

MFM

Poema para o dia de hoje

Passeio de Santo António


Saíra Santo António do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento,
Um cândido sermão sobre o pecado.
.
Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite plácida baixando…

E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo…
.
O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.
.
Perto, uma bica de água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.
.
De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia… o coração no peito.
.
Sem suspeitarem de que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
- Ó Frei António, o que foi aquilo?…
.
O Santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
- Não sei o que fosse. Eu cá não ouvi nada…

Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
- Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
- Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho.
.
- Tu não estás com a cabeça boa…
Um passarinho a cantar assim!…
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,

Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
- Se o Menino Jesus pergunta mais,
… Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!

Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou: - Jesus,
São horas…
........................E abalaram pró convento.


Augusto Gil

Dia de Santo António

(Imagem de Santo António exposta na Igreja do mesmo nome, no Estoril. Fotografia retirada daqui)  





12 junho 2012

Duas últimas

Cheguei 6ª feira ao Funchal para aqui passar alguns dias. A ilha da Madeira, ao contrário das açorianas não será, na generalidade dos casos, um sítio convidativo à introspecção, ao recolhimento, ao silêncio (em bom rigor também não era isso que me trazia...) mas a vista desafogada da varanda onde estou dá-me uma dimensão de vastidão notável. Pas mal, convenhamos... 


É a terceira vez que venho à Madeira, mas a primeira em tempo primaveril. O tempo ameno - talvez 26ºC de máxima - convida aos banhos de mar. Ironicamente, acontece que essa actividade não é fácil por aqui. Embora a casa que me alberga esteja, em linha recta, a poucas centenas de metros do mar - se tanto - não lhe posso chegar devido às construções e acessos privados. Em pagando tudo se torna mas fácil. Se for de borla (das expressões preferidas dos portugueses) podem esquecer...

Anteontem fomos a uma praia artificial - a da Calheta. Para alguém que vive no Monte Estoril é como ir à Caparica (em termos de distância) e encontrar Pedrouços (em termos de qualidade). O mar, no entanto, está a poucas centenas de metros da casa... Ontem, para variar, deslocámo-nos à Ponta Gorda, um complexo veraneante de qualidade, com duas piscinas (uma das quais quase natural a que jovens locais chamaram poço) e um acesso ao mar. O banho é magnífico - uma água limpa, relativamente batida, a temperatura amena. Cinco euros de acesso por pessoa mais o parque de estacionamento e cadeiras (fundamental, porque o chão é de betão)/chapéus de sol. Estamos num ilha, rodeados de mar ao qual não conseguimos chegar...

Gosto de vir ao Funchal por todas as razões. Para além das afectivas que me trazem há o bulício, a simpatia da gente, a beleza da paisagem, a amenidade climática, a possibilidade do silêncio, o olhar distante que se encontra numa ilha, o esplendor dos banhos de mar. Mas, cada vez mais me convenço, a Madeira é um destino de Inverno, porque a actividade banhística é difícil - sobretudo para quem não fica num hotel com acesso ao mar. Não sei se é só a mim que se afigura bizarro...

Deixo-vos, numa onda nostálgica mas também solidária com a ilha da Madeira, com o Conjunto Académico João Paulo, aqui nascido no início dos anos 60. Quem quiser pode dizer mal, que eu reencaminho para quem sugeriu a banda nativa...

JdB


11 junho 2012

Fórmula para o caos


Em Portugal, sempre que há um determinado tema na roda do dia, logo surgem diversos pseudo-especialistas a comentar o que se passou, a explicar o que se passa e a prever, com uma certeza de fazer inveja aos bruxos, tudo que se vai passar, como consequência do que se passou. Falam de Economia, Saúde Pública, Justiça, Desporto, etc.

Mas, de facto, a economia é o departamento em que os especialistas mais aparecem e mais comentam na actualidade. Porém, como nem tudo é mau, ainda há verdadeiros especialistas. Aqueles que realmente sabem do que falam e só falam do que sabem. Não têm pretensões a falar de culinária e desporto com o mesmo grau de exactidão. De entre esses, destaco Tavares Moreira (ex-governador do Banco de Portugal). Como tal, deixo aqui umas linhas sábias sobre o PIB grego, publicadas no blogue Quarta República.

Pedro Castelo Branco


Grécia destrói riqueza? Como assim?

1. Num dos mais lidos e especializados jornais económicos “on line” editados em Portugal, li há pouco o seguinte comentário “ A Grécia continua a ser palco de forte destruição de riqueza”.

2. Este comentário, de sabor futebolístico (a moda assim o exige?), feito a propósito da notícia de que o PIB na Grécia tinha contraído 6,5% no 1º Trim/2012 por comparação ao 1ª Trim/2011 (variação homóloga), revela que quem o escreveu não tem a menor noção do que é o PIB: o valor daquilo que uma economia acrescenta (fluxo), num dado período, à riqueza nacional existente (stock) no início desse mesmo período. Ou, tendo essa noção, resolve escrever o que lhe vem à cabeça, pouco se importando se isso está certo ou errado.

3. O facto de o PIB do 1º trimestre deste ano ser inferior ao do 1º trimestre do ano anterior - em 6,5% ou noutra qq % - não significa que o próprio PIB seja negativo: significa apenas que o valor acrescentado do período considerado foi inferior ao do período de comparação...mas ser inferior não é o mesmo que ser negativo...

4. Assim sendo, não houve nenhuma destruição de riqueza, o que houve foi um acréscimo menor de riqueza do que aquele que se tinha verificado um ano antes...

5. Mas é através deste tipo de falsas ideias fabricadas à pressa pelos media, que os cidadãos vão consolidando a sua ignorância sobre estes assuntos, acabando por não ter a menor noção daquilo que se discute: todos têm a mesma razão, digam o que disserem, ninguém tem razão no final...

6. Não admira, pois, que este ambiente de confusão seja propício para os Crescimentistas difundirem as suas fantasiosas teses sobre o crescimento a “todo o vapor”, sem a menor preocupação quanto aos pressupostos desse mesmo crescimento...

7. Quem diz que a Grécia está destruindo riqueza pode dizer, com a mesma facilidade e convicção, que essa história da correcção dos desequilíbrios da economia é uma obsessão dos neo-liberais... e o que se impõe é dar toda a prioridade ao crescimento (como, é detalhe que pouco importa). 

Tavares Moreira

10 junho 2012

Domingo …….. Se fores à Missa!


O Evangelho de hoje passa-se numa “casa” (que casa é essa ?) para onde muita gente aflui, mas uns ficam de fora e outros ficam dentro. Imagem actualíssima para nós, hoje.
Podemos andar por fora, arredios, ou podemos ficar à porta a espreitar… muitas vezes até nos auto-intitulamos “católicos não praticantes”. Que significa isso? Faz sentido? Ou se é ou não se é. Ser católico não é meramente um título que se inscreve no BI, tal como Cas. ou Div. Ser católico significa adoptar um determinado modo de vida. O facto de eu me chamar MAF ou Antónia ou Leopoldina, só por si, não altera a minha personalidade nem determina o meu modo de vida (embora, confesso, se me chamasse Leopoldina, acho que iria ser infeliz a vida toda!); mas ser católico/a, nos dias de hoje, só faz sentido se formos indivíduos de acção, de exemplo, de apostolado, de interpelação. Ser “católico não praticante” é como ser médico e não exercer. Um médico obtém a experiência, o know-how e o renome através da prática da medicina e não pela obtenção do Diploma. Assim, também nós, católicos só o seremos verdadeiramente praticando os ensinamentos de Jesus, praticando o bem e o serviço à comunidade e não pela obtenção do Baptismo.

Voltando à “casa” do Evangelho de hoje, aí está:  ou entramos na porta da casa e seguimos o caminho da Fé, ou ficamos à porta ou a espreitar pelas janelas e deixamos que outros ventos, outras intempéries nos arrastem para longe de Jesus.

Na caminhada da fé, cada um é livre de optar.

Domingo, Se Fores à Missa ……. Faz a Tua Opção !

MAF

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus chegou a casa com os seus discípulos.
E de novo acorreu tanta gente, de modo que nem sequer podiam comer.
Ao saberem disto, os parentes de Jesus puseram-se a caminho para O deter,
pois diziam: «está fora de Si».
Os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam:
«Está possesso de Belzebu, e ainda:
«É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
Mas Jesus chamou-os e começou a falar-lhes em parábolas:
«Como pode Satanás expulsar Satanás?»
Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode aguentar-se.
E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não pode aguentar-se.
Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido.
Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar:
só então poderá saquear a casa.
Em verdade vos digo:
Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido;
mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado eterno».
Referia-Se aos que diziam:
«Está possesso dum espírito impuro».
Entretanto, chegaram sua Mãe e seus irmãos, que, ficando fora, mandaram-n’O chamar.
A multidão estava sentada em volta d’Ele, quando Lhe disseram:
«Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura».
Mas Jesus respondeu-lhes:
«Quem é minha Mãe e meus irmãos?»
E, olhando para aqueles que estavam à sua vota, disse:
«Eis minha Mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus
esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe».

09 junho 2012

Pensamentos impensados


Limitações
A Rainha Isabel, do Reino Unido, tanto quanto sei, é o único Chefe de Estado que não pode cantar o hino do seu país.
 
Frases
Fui à farmácia comprar um medicamento e, à saída, o farmacêutico disse: estimo as melhoras.
Achei hipocrisia.
 
Enigmas
O caso das secretas está em vias de solução; vi, na rua, um tipo com um boné que dizia POLÍCIA SECRETA.
 
Traduções MY WAY
Je me suis dans les encres.
Estou-me nas tintas.
 
Ministério?
As offshores são uma espécie de mistério dos negócios no estrangeiro.

Novo Acordo, esse aborto
Lido num jornal, acerca da Selecção de futebol:...treino na Luz e receção em Belém. Razão tinha Cavaco Silva quando disse que não ganhava nem para uma "sande" de coirato.

SdB (I)

08 junho 2012

Moleskine


Junto segue parte de uma carta que recebi ontem. Curiosamente, manuscrita e em papel, o que é uma raridade nos dias que correm em que caligrafia é apenas uma palavra no dicionário, as abreviaturas tomaram foros de domínio, as cartas que se devolvem vão todas num pen que anuncia uma oficina de automóveis...

(...) e acabámos por almoçar em casa deles. Há muito tempo que não os via, talvez há quase cinco ou seis anos. Mas deixa-me contar-te como foi reencontrá-los, relembrar que fizemos a adolescência juntos, que vivemos uma época em que o apuro físico - na sua componente estética - era um tema masculinamente inexistente, o dinheiro contava pouco e não era factor de discriminação. Tínhamos todos a mesma mesada, mesmo que soubéssemos que a de alguns era maior do que a de outros. Andávamos muito a pé porque os carros eram um luxo para a nossa idade, não porque fizesse bem ao aparelho circulatório. Tínhamos pormenores de educação que são já recordação de velhos caducos. Eles ainda fizeram parte dessa vida. E a nostalgia, sabes...

Habitam agora uma casa fantástica, com uma vista deslumbrante e desafogada, rodeada de uma vegetação que os protege dos olhares vizinhos. Vivem sozinhos, porque os filhos saíram de casa, ou nesta diáspora profissional a que são condenados, ou porque encetaram uma conjugalidade moderna pré-casamento. Pelas paredes têm quadros modernos, taças de torneios de ténis, bibelôs bonitos. Uma casa simpática e elegante, sem ser pretensiosa.

Percebeu-se, pela conversa e por todo o enquadramento, que se tornaram numa gente muito dada a actividade física, a um estilo de vida que a modernidade considera saudável, sem sedentarismos perigosos nem alimentação excessiva. Enquanto almoçávamos uma salada frugal – de facto, muito frugal – acompanhada por sumos naturais, um casal de Azawakh rondava por ali, sossegados e elegantes. Não sei se sabes, mas são cães muito magros, esbeltos, altos, provenientes, dizem, do Mali, e que há milhares de anos acompanham as tribos nómadas. Até na raça dos animais - ou melhor, na sua compleição física - se percebem as opções...

Confesso que cheguei a sentir-me quase mal, no incómodo de um excesso ponderal que, não me envergonhando ao ponto da clausura, destoa de um casal que fala muito de magreza, de desporto, de exercício, de calorias e de toxinas, da gordura inestética das pessoas. De facto, estão ambos muito bem, mas tudo me parecia um exagero, como se os gordos fossem os judeus do século XXI, e só não precisassem de uma estrela no peito porque a condição de proscritos se vê a olho nu.

Acabado o almoço ficámos por ali na relva, a conversar, a lembrar o passado, a percorrer um sem-fim de temas inócuos e ligeiros. Os cães rondavam-nos, pedindo festas, socializando, naquela magreza elegante de quem está habituado ao sossego do deserto e ao afecto do tuaregue. Os donos da casa, visivelmente satisfeitos, sorriam um para o outro, miravam-se nos olhos ou através das imagens reflectidas nos vidros das janelas, passando um mão pelo estômago para garantir, pelo tacto, a ausência de proeminências feias e danosas da saúde. Até te digo isto: entre eles e os Azawakh quase se pressentia uma competição pelo corpo mais esguio, mais gracioso, com menor percentagem de gordura.

A meio da tarde quiz despedir-me e fui à procura da dona da casa. Confesso-te que, no meu íntimo mais perverso, queria encontrá-la na cozinha, escondida na penumbra de uma despensa a devorar um éclair de chocolate pecaminoso, plenamente consciente de uma falha que mereceria apedrejamento. Tenho de reconhecer que não estava... Tudo na cozinha tinha um ar de zero calorias – até a mobília, digo-te...

Ouvi um ruído longínquo nas traseiras da casa e acabei por ir procurá-la, percorrendo uma espécie de labirinto elegante de cedros. Descortinei-a junto a um canil que me pareceu quase secreto de tão escondido, onde estava um São Bernardo enorme, volumoso, na sua gordura afável e bonacheirona. Ela, a nossa amiga, dava-lhe ração: quantidades generosas, às mãos cheias, para delícia do animal. Depois abraçou-o e balbuciou-lhe frases ternurentas. Recolhi-me por pudor, mas estou certo de a ter visto chorar mansamente. Ou talvez fosse apenas a água a crescer-lhe na boca...

JdB 

07 junho 2012

Palavras dos dias que correm


(...)
Os talentos concedidos aos responsáveis empresariais são, eles próprios, a melhor evidência de que o plano de Deus passa pelas nossas empresas e do amor de Deus pela nossa vocação empresarial. Deus deu aos líderes empresariais o dom do risco, o dom da liderança, o dom do negócio, o dom da visão, o dom da organização, o dom de não quebrar. O dom da energia, o dom de empreender, o dom da insatisfação, o dom de exigir. O dom da estratégia, o dom da autoridade, o dom de decidir, o dom de criar a partir do nada.
Cruzem todos estes dons com o amor e imaginem quanto Deus espera de cada um de nós.

(Parte final do discurso de António Pinto Leite, na sessão de abertura do 5ª Congresso Nacional da ACEGE, sobre o tema Amor ao próximo como critério de gestão. Foi-me enviado pelo meu querido amigo FQ e pode ser lido na íntegra aqui.)  

Alegrias dos dias que correm



Na Casa da Acreditar, em Coimbra, recebemos crianças que receberam implantes cocleares. Vendo este vídeo, imagino a alegria delas... Há momentos particularmente felizes - e por isso mesmo comoventes -, pelo que vale a pena tomar atenção ao filme. 

JdB

Solenidade do Corpo de Deus

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos


No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava o cordeiro pascal, os discípulos perguntaram a Jesus: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?». 
Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes: 
«Ide à cidade. Virá ao vosso encontro um homem com uma bilha de água. Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: «O Mestre pergunta: Onde está a sala, em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?». Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, alcatifada e pronta. Preparai-nos lá o que é preciso». 
Os discípulos partiram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa. 
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse:
«Tomai: isto é o meu Corpo». 
Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos beberam dele. 
Disse Jesus: «Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens. Em verdade vos digo: Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus». 
Cantaram os salmos e saíram para o monte das Oliveiras.

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