07 outubro 2026

Vai um gin do Peter’s ? 

 AS NOVAS 7 MARAVILHAS DE PORTUGAL 

Em 2007, foram votadas pelo público a escolha das 7 maravilhas do património e da identidade nacionais, aproveitando o facto de estar a decorrer a atualização das novas 7 Maravilhas do Mundo, que foram anunciadas, em Lisboa, no dia 7 do mês 7 (Julho). 

Inspirada nas maravilhas globais, nasceu o projeto «7 Maravilhas de Portugal» (https://7maravilhas.pt/), que continua a submeter à votação popular e das autarquias a escolha de novas maravilhas arquitectónicas, gastronómicas, paisagísticas, etc. Uma das categorias mais interessante (creio) incide sobre as maravilhas portuguesas além-fronteiras. Impressiona a quantidade e a qualidade de muitas, fruto dos cinco séculos da presença portuguesa pelas quatro partidas do mundo. 

Este ano, as novas maravilhas nacionais foram anunciadas em Sintra, no dia 12 de Setembro, recaindo sobre um grupo variado de espaços, que evita repetir os monumentos mais óbvios, já votados em sondagens anteriores. As novas coqueluches têm em comum a riqueza histórica característica de um país antigo:  

Castelo de Leiria, mandado construir por D.Afonso Henriques, em 1135.
Bem preservado, vale a visita. 

O Aqueduto (maneirista) da Usseira, em Óbidos, que foi iniciado em 1573, no reinado de D.João III.

Ruínas da vila romana de São Cucufate Ruins, em Vila de Frades.
À dta. - versão reconstruída da casa principal. 

Sé Catedral de Lisboa, edificada logo após a conquista da cidade aos mouros, no alvor da nacionalidade – 1147, mas só concluída no século seguinte, por volta de 1220.

Junto à Ria Formosa, subsistem os Mercados de Olhão (do 1º quartel do séc.XX), um para o peixe e outro para os legumes. Em estrutura de ferro, revestida a tijolo e vidro, adoptou a moda das grandes construções da Revolução Industrial. 

Ousadia arquitectónica, do início do séc.XXI (2004), abriga a Casa Vinícola “Tiago Cabaço”,
localizada na Quinta da Berlica, em Estremoz.

Jardim barroco do Paço Episcopal de Castelo Branco deslumbra pela azulejaria, as estátuas, os inúmeros lagos com jogos de água, as escadarias em pedra para o acesso aos diferentes patamares e os canteiros dos jardins à francesa. Datado do séc.XVIII, foi dedicado a S.João Baptista e encontra na água o elemento central, símbolo da purificação. Durante a República, passou para a posse do Estado.

Abrigado junto ao Atlântico, este país milenar teve a arte de resistir às ofensivas de Castela, de cruzar raças e civilizações e de se esgueirar mar adentro para crescer e se desenvolver em paragens mais longínquas. Assim recebeu (e deixou) influências da Ásia, de África, das Américas, consolidando uma matriz sábia, subtil, feita de muitos silêncios e poesia. Alguma conseguiu chegar ao fado, como cantou Amália na composição de José Régio sobre o mais famoso canto português. Outra continuou só nas letras, como Florbela Espanca nas linhas onde repassou o país:  

« O TEU OLHAR  (…)

Mares onde não cabem teus desejos; 
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;

Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza! 

E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!»


Hoje, cumprindo-se outra tradição mariana e muito portuguesa, a AIS (Ajuda à Igreja que Sofre) volta a juntar um Milhão de Crianças para rezar o Terço pela paz no mundo.  Caberá aos mais novos animar a oraçao, transmitida a partir da Capelinha das Aparições (Fátima), às 18h30.  Esperemos que o clamor dos mais novos ajude a aliviar as tensões dramáticas destes tempos tão agitados, que resistem mal a tanta provocação perigosa... 

Maria Zarco
(a preparar o próximo gin tónico, para daqui a 2 semanas)

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