domingo, 31 de julho de 2011

Domingo se Fores à Missa!

Bom dia leitores.   Porque andei aluada esta semana … nem sei bem porquê … (talvez a nossa astróloga residente saiba dar uma explicação) esqueci-me de preparar o Post para hoje.  Mas encontrei um comentário feito pelo Papa Bento XVI, que aqui deixo, na certeza de que irão muito melhor servidos do que se tivesse sido eu a fazê-lo.  Bom domingo para todos.

Comentário ao Evangelho do dia feito por : Papa Bento XVI

«O pão que Eu hei-de dar é a Minha carne que Eu darei pela vida do mundo» . Com estas palavras, o Senhor revela o verdadeiro significado do dom da Sua vida por todos os homens; as mesmas mostram-nos também a compaixão íntima que Ele sente por cada pessoa. Na realidade, os Evangelhos transmitem-nos muitas vezes os sentimentos de Jesus para com as pessoas, especialmente doentes e pecadores. Ele exprime, através dum sentimento profundamente humano, a intenção salvífica de Deus, que deseja que todo o homem alcance a verdadeira vida. 


Cada celebração eucarística actualiza sacramentalmente a doação que Jesus fez da Sua própria vida na cruz, por nós e pelo mundo inteiro. Ao mesmo tempo, na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do mistério eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo, que «consiste precisamente no facto de eu amar, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer. Isto só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo» Desta forma, nas pessoas que contacto, reconheço irmãs e irmãos, pelos quais o Senhor deu a Sua vida amando-os «até ao fim» . Por conseguinte, as nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrifício de Jesus é por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n'Ele a fazer-se «pão repartido» para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno. Como sucedeu na multiplicação dos pães e dos peixes, temos de reconhecer que Cristo continua, ainda hoje, exortando os Seus discípulos a empenharem-se pessoalmente: «Dai-lhes vós de comer». Na verdade, a vocação de cada um de nós consiste em ser, unido a Jesus, pão repartido para a vida do mundo.

Domingo, Se Fores à Missa …..  Empenha-te num Mundo mais Justo!

Maf

Evangelho segundo S. Mateus 14,13-21. 

Naquele tempo, quando Jesus ouviu que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-O a pé, desde as cidades. 
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos.  Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.»  Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.»  Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.»  «Trazei-mos cá» disse Ele.  E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão.  Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos.  Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

sábado, 30 de julho de 2011

Pensamentos impensados

Em tempos de crise há que unir esforços, praticando o 2 em 1; assim sendo, podiam fundir-se dois programas de televisão que são semelhantes: o "preço certo" e o "peso pesado"; ao fim e ao cabo ambos são um desfile de obesos.
 
Quando há incêndios e os jornalistas querem saber quantos homens o combatem, perguntam quantos meios estão no terreno. Será que 40 homens equivalem a 80 "meios"?
 
Nos tempos de Estaline, Descartes teria formulado a célebre frase desta maneira: eu penso, logo exílio.
 
Hoje em dia é fácil acabar com as elites: vai-se ao computador e carrega-se em delete.
 
Mais traduções à letra ou ao que se quiser.
By the yes by the no ou hair yes hair no. - pêlo sim, pêlo não.
Hair less - pêlo menos.
 
Quadra ouvida por aí:
Estavas tão tétrica
Tão meditabunda
que eu medi-te a bunda
Com uma fita métrica

SdB (I)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Imagens dos dias que correm...

Funchal, Julho de 2011

lovebird

rapaz da guitarra negra
esperava por aviões de papel
impossivelmente polinizados
por esse estranho amor por ela

enquanto

a negra guitarra do rapaz
esperava no espaço que era (d)ela
por mil aeroplanos em flor
e pelo amor dele nela.


gi

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Deixa-me rir...

Caros audiophiles, it seems these days that every week I am commemorating the life and death of another musical artist.
This week, of course, we have been shocked by the terrible events in Norway, tragic because of the pointless inhumanity of the killer and the innocence of his victims.
Less innocent, less unexpected, but still tragically sad, was the death of Amy Winehouse. My first thought was "surely somebody could have done more to help her?", a mixture of anger and sadness that she was not able to avoid what many people had observed was inevitable.
But I do not want to judge something I do not know enough about. I prefer to reflect on her talent for singing, her amazing voice steeped in blues and soul, and her lyrics so witty and honest and unsentimental which seemed to document her life..
The first two videos I have chosen show her performing live, in happier health and mood, even if the lyrics concern the breakdown of her marriage.

"Back to Black":

"Love is a Losing Game":


This next song, "To Know Him is to Love Him", appeared on the special edition of her Back To Black album, one of a selection of acoustic songs with just Amy and her guitar. The lyrics just make you wonder how different her life perhaps could have been.


The final video is one of Amy's favourite songs, "So Far Away", played at her funeral, composed and performed by the brilliant Carole KIng:



A proxima.
 
PO

Ponto de Vírgula

(...) À mesa (onde os pudins, as travessas de doces de ovos, os antigos vinhos de Madeira e Porto, nas suas peadas garrafas de cristal, fundiam com felicidade os seus tons ricos e quentes), Jacinto ficou entre a Tia Vicência e uma das Rojões, a Luisinha (,,,) - e a sopa, que era de galinha com macarrão e arroz, foi comida num tão largo, pesado silêncio, que eu, na ânsia de o quebrar, exclamei, ao acaso, sem pensar que me achava em Guiães (...):

- Está deliciosa a sopa!

in A Cidade e as Serras, Eça de Queirós


Fotografia - Entrada da fundação Eça de Queirós

Pudim de Maracujá - Madeira

Ingredientes:

3 pacotes de natas
1 lata de leite condensado
polpa de 12/15 maracujás
2 pacotes de gelatina de ananás (Podem ser substituídos por 5 folhas de gelatina branca em folha)

Preparação:

Desfazer as gelatinas, apenas com meio litro de água (se não tiver em casa, utilize 5 folhas de gelatina branca em folha - que terá deixar derreter num pouco de água) À parte bater as natas e só depois de estarem duras, juntar a lata de leite condensado.

Juntar os demais ingredientes e mexer. Levar ao frigorífico

Nota: Receita tirada da internet

MFM


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Frases dos dias que correm...

Quando erro - e tenho errado muito - pergunto sempre: Poderia eu ter errado melhor? 

José Rodrigues Miguéis

Videos dos dias que correm...

Anda por aí um video de resposta ao rating da Moody's. Não somos lixo, no fundo...

Moleskine

Colecções. Nunca fui dado a essas coisas. Mas um dia vi em casa de um amigo, voltei a encontrar no Zimbabwe e agora comecei uma colecção. Há quem lhes chame - por ignorância - chaves, mas são cruzes ortodoxas etípoes. A colecção é reforçada bianualmente com exemplares vindas do país de Mugabe e nunca encontrei duas iguais, provavelmente porque são artesanato, que não se compadece com esses conceitos de produção em série. Felizmente.


Livros. Leio La Coca, de J. Rentes de Carvalho (Quetzal). Da contracapa: mais do que uma viagem nostálgica e autobiográfica, La Coca é uma investigação literária e um pequeno tratado sobre os mecanismos da memória. Um romance breve, profundamente irónico e terno. Particularmente interessante para quem quer conhecer os meandros do  contrabando no Minho, Galiza, e redondezas - ou para quem viveu ou veraneou por essas zonas.

Noruega. Pouco há a acrescentar ao que já se disse, redisse e voltou a dizer nos blogues ou comunicação social. O mundo - ou a Europa? - está a caminhar para onde? Relembro um escritor brasileiro, Guimarães Rosa, que pôs um personagem a repetir: viver é perigosíssimo... Vi a entrevista com o pai do assassino (poupo no presumível, porque o canalha confessou) e encho-me de pena. Como é que se olha para um filho destes? Na passada semana, a nossa astróloga, Luiza Azancot, falava do amor incondicional de mãe. E com um filho destes, que nos faz revolver as entranhas, como gerimos a incondicionalidade?

Citações. Do livro Manual do Dândi (tradução, para brasileiro..., de textos de Baudelaire, Balzac, d'Aurevilly):
O efeito mais essencial da elegância consiste em ocultar os meios.
Tudo o que revela uma economia é deselegante.

Links. Para quem quiser ler o que o autor do blogue considerou, e cito, as 100 best first lines from novels, favor dirigir-se aqui.  

Música. Já aqui foi postei esta música, mas o editor e dono do estabelecimento tem prerrogativas.


JdB

   

terça-feira, 26 de julho de 2011

Duas últimas


António Variações, nome artístico de António J. Rodrigues Ribeiro, minhoto de Amares que veio para Lisboa com somente 12 anos, é alguém que continuo a ouvir com vontade e prazer, passados mais de 25 anos sobre a sua morte. Era ainda pouco ou nada conhecido, em meados da década de 80, e já eu e um dos meus irmãos o procurávamos com avidez e persistência na telefonia e nos singles. A brincar, talvez porque, antes de ser barbeiro (cabeleireiro, como agora se diz) foi sacristão na Charneca da Caparica, uma terra situada perto daquela onde vivíamos!

Tendo estado presente hoje numa auditoria da Qualidade – área, entre outras, em que o dono deste estabelecimento é um barra – não posso deixar de fazer o paralelo com a qualidade de Variações como compositor e autor. Tendo morrido muito cedo, com 39 anos, deixou uma obra curta e diversificada, que influenciou de forma marcante a música portuguesa. Canções suas nunca editadas vieram largos anos depois da sua morte a ser interpretadas por nomes importantes da nossa música, como Manuela Azevedo ou Camané.

A arrepiante letra do tema que escolhi fala por si. A liberdade, a excentricidade, a solidão, a dificuldade em se perceber a si próprio, são traços de uma personalidade marcante, diferente e, atrevo-me a dizer, com laivos de genialidade. Como li a alguém já não sei onde, esta música e esta letra são um autêntico “hino a todos os desalinhados deste mundo”. Não me considerando um “desalinhado” e não subscrevendo algumas das opções de vida de A. Variações, não posso concordar mais. 


Espero que gostem!

fq


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fórmula para o caos

A tão pedida "Cimeira Histórica da Zona Euro" aconteceu na passada Quinta-feira, e deliberou um novo modelo de ajuda à economia grega e, como pretendida consequência, uma blindagem da moeda única. Durante vários dias, antes e depois do conclave dos lideres europeus, a comunicação social foi invadida pelos habituais opinion makers especializados em questões que tenham que ver com União Europeia. As opiniões foram abundantes, e obviamente que não houve tempo nem capacidade para absorver todas as entrevistas na televisão, comentários na rádio, artigos nos jornais e os posts nos blogs. Contudo, vou destacar os mais relevantes.

Em entrevista ao Jornal de Negócios no dia 19 de Julho, o eurodeputado eleito pelo PSD, Paulo Rangel, adepto do federalismo europeu desde há vários anos, prevê uma catástrofe se a desintegração europeia alguma vez for realidade. Rangel afirma que a Europa sempre foi palco de terríveis e sangrentas guerras entre os diversos impérios e Estados que a compõem. O eurodeputado não vê razão para considerar que a população actual seja diferente das anteriores, e avisa que o belicismo será uma consequência no caso de a UE acabar.

O director da representação permanente do Parlamento Europeu em Lisboa, Paulo Sande, num artigo publicado no jornal Público no dia 20 de Julho, faz menção aos antepassados europeus (Dante, George Podiebrad e Pio II) para justificar uma acção pró-integração no presente. Sande considera que o problema é muito mais político do que técnico. Faz referência à inabilidade dos lideres dos Estados-membros em convencerem os eleitorados que o Modelo Social Europeu tem que ser, forçosamente, revisto. Vivemos o apogeu do fenómeno da globalização e a Europa já não dispõe da capacidade de dominar e controlar, a par dos EUA, os destinos do mundo. 

O Economista e professor do ISEG João Ferreira do Amaral prossegue a sua cruzada pela saída de Portugal do Euro. Parece que com isso o país passaria a dispor dos instrumentos necessários para dinamizar a economia. Refere-se à possibilidade de desvalorização da moeda como facilitador das exportações. No entanto, esquece-se de um pormenor relevante: cerca de 2/3 das nossas exportações são para países do eurogrupo, sendo com isso perfeitamente indiferente a cotação de mercado do Euro. Parece que Ferreira do Amaral é o novo catastrofista do regime. Mas, como aparece em conferências promovidas pelo recém eleito Secretário-geral do Partido Socialista, isso não tem mal algum. Ai se fosse Medina Carreira! Caía o Carmo e a Trindade! Como se dizia em França no Maio de 68, mais vale estar errado com Sarte do que ter razão com Arons.

Pedro Castelo Branco

domingo, 24 de julho de 2011

17º Domingo do Tempo Comum

Hoje é Domingo, e eu não esqueço a minha condição de católico. Cito um texto do Padre Vítor Gonçalves, tirado daqui.

Se Deus nos aparecesse em sonhos e dissesse: “Pede o que quiseres”, que quereríamos? A saúde para nós ou para quem amamos, o euromilhões para ter uma vida descansada, um emprego, uma casa digna, fama e poder? Necessidades ou excessos, que bem justificaríamos. O rei Salomão, muito novo e inexperiente, pediu “um coração inteligente, para saber distinguir o bem do mal”. Ainda que jovem, já descobrira que o projecto de Deus não é escolher em vez de nós, nem dar-nos aquilo que podemos alcançar, mas erguer-nos à grandeza de escolhas livres e responsáveis. O coração, no contexto bíblico, não é apenas o lugar da afectividade e dos sentimentos. É o centro da identidade pessoal, onde se unem a capacidade de amar, o conhecimento e a inteligência. O que Salomão pede é uma inteligência fundada no amor, capaz de ver para além do imediato e da aparência, e assim melhor servir o seu povo.

Conseguiremos nós ser o homem que acha o tesouro, o negociante que encontra a pérola ou os que, na praia, separam o que é bom e o que é mau? Conseguiremos nós abandonar tudo aquilo que nos afasta do amor de Deus que, de facto, é a melhor riqueza que podemos encontrar? Não falo deste amor como sendo algo inatingível, esotérico, exclusivo dos santos ou de uma minoria estranha, mas do amor do dia-a-dia que nos leva mais longe, nos desafia a sermos gente inteira, mais do que gente grande.  

Que Deus, na sua infinita sabedoria, nos dê um coração inteligente, para saber distinguir o bem do mal.

Bom Domingo para todos.

JdB

***

EVANGELHO – Mt 13,44-52

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
disse Jesus às multidões:
"O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo.
O homem que o encontrou tornou a escondê-lo
e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía
e comprou aquele campo.
O reino dos Céus é semelhante
a um negociante que procura pérolas preciosas.
Ao encontrar uma de grande valor,
foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.
O reino dos Céus é semelhante
a uma rede que, lançada ao mar,
apanha toda a espécie de peixes.
Logo que se enche, puxam-na para a praia
e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos
e o que não presta deitam-no fora.
Assim será no fim do mundo:
os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
e a lançá-los na fornalha ardente.
Aí haverá choro e ranger de dentes.
Entendestes tudo isto?"
Eles responderam-Lhe: "Entendemos".
Disse-lhes então Jesus:
"Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus
é semelhante a um pai de família
que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas".

sábado, 23 de julho de 2011

Pensamentos impensados

Charlot, quando era miúdo, era um tipo insuportável; era malcriado, tinha birras e, por mais que lhe dissessem deixa-te de fitas, nunca foi capaz.

Tradu...sons e à letra: 
To arrive the mustard to the knows - Chegar a mostarda ao nariz.

Singularidades da língua portuguesa:
Nos anos em que andei no liceu ouvi sempre um exemplo singular: pois não, quer dizer sim e pois sim, quer dizer não. Há outra: pelo mês dentro quer dizer o mesmo que pelo mês fora.

Há anos, era "chefe" do PCP um Dr. Carvalhas, que tinha uma pronúncia bizarra: dizia que se chamava Carvalhassss. Penso que seria a única pessoa a arranjar uma rima para ápice. Diria lápissss.

Há tempos cozinhei risotto para os meus amigos; foi motivo de risota.

A espada de Dâmocles pode ser considerada uma pena suspensa? 
Angela Merkel reuniu-se à porta fechada com Sarkozy; parece que os resultados não foram maus, atendendo a que o presidente francês deve ter pouco mais de metro e meio de altura. Qual seria o resultado se a chanceler se tivesse reunido à porta fechada com Strauss Kahn?

SdB (I)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

la nostra feroce volontà d'amore

há poemas assim,
tanto maiores quanto mais fiéis depositários
desse recorrente estado de necessidade
que incendeia todas as palavras.

como se a poesia fosse
um modo de dizer
o que não pode ser dito
e que, contudo, tem que ser absolutamente dito.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Imagens dos dias que correm


Florença, Junho de 2011

Textos de outros tempos

A Filha do Tenente Francês

Era atleta especializada nos 20km marcha, fascinada pelo gingar do corpo, pela regra obrigatória de um pé sempre assente no chão, pelo olhar - que alguns diriam quase esgazeado - com que se vislumbrava a meta. Herdara do pai, militar na Legião Francesa, o gosto pela disciplina, pelo espírito de sacrifício, por aquelas três palavras - Legio Patria Nostra - que o comoviam como mais nada.
Um dia, ao 18º quilómetro, num ritmo seguro e de campeã, assentou mal o pé e deu um grito de dor, provocado por um ligamento que se estirava numa rotura sem retorno e por uma alma premonitória que lhe anunciava o fim da carreira. Tudo se consumou ao quarto dia, quando lhe disseram que podia guardar o equipamento, se isso não a corroesse de saudades. Falaram-lhe também de um possível coxear em permanência, resultado da gravidade da situação e da ausência de tratamentos modernos.
Foi então que conheceu um português, fisioterapeuta, com um coração de ouro e umas mãos de escolhido e que, numa persistência que envergonharia qualquer atleta de alta competição, lhe recuperou o pé, eliminou o coxear, ensinou a virtude do toque em zonas para lá do tornozelo.
Cruzei-me com ela hoje no paredão, como já me tinha cruzado ontem, há dois dias, na semana passada, no mês de Junho. Posso garantir que o ritmo está cada vez melhor, o terço que percorre com as mãos agita-se mais, o mexer dos lábios vai num frenesim crescente. Apostaria que as suas orações acabam ao quilómetro treze, quando na 2ª feira acabariam ao oito - sinal de que a velocidade se aproxima do que é possível, considerando a entorse de há 35 anos.
Quando chega a casa encontra o fisioterapeuta a esfregar as mãos - não só de contentamento, mas para as aquecer, porque ela se queixa que um percorrer frio lhe arruina o erotismo.
É a filha do tenente francês, porque aposto que a vida dela é esta. Se eu me cruzo com ela todos os dias, não havia eu de saber?

JdB

Nota: texto publicado neste espaço há três anos mas ainda válido, porque continuo a cruzar-me com ela...

Músicas dos dias que correm

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Diário de uma astróloga - 20 de Julho de 2011

Amor e a Astrologia

Já passei uns dias de férias com três dos meus netos. São evidentemente  giríssimos, lindos,  mesmo os mais bonitos do mundo, desejo protegê-los, sou-lhes dedicada, enfim adoro-os.  No ultimo post perguntei a mim própria se o amor de uma avó é tão incondicional como o de uma mãe.  Definição de amor incondicional: aquele que não depende das acções nem das qualidades do outro.

Tenho a certeza de que o meu amor pelo pelo pai deles, meu filho, é incondicional, uma vez que ele já testou essa minha capacidade.  Os meus netos são pequenos e ainda não se apresentaram situações que me esclarecessem.

Que me diz a astrologia, o prisma através do qual olho o mundo, sobre o amor? 

O amor é um sentimento, uma energia, uma força que qualquer pessoa no mundo reconhece independentemente da cultura, idade e educação. Mas é tão difícil de definir,  tão etéreo, tão sublime que não consigo vê-lo numa carta astral.

Porém, a astrologia ajuda a perceber as diferentes facetas do amor. Para uma melhor  compreensão de energias, situações, personagens, nós, astrólogos, usamos uma combinação de símbolos representados por planetas, signos e casas.

Amor protector que aceita e ouve, que defini como incondicional, e do qual falei no ultimo post, é representado por Caranguejo, Lua e casa 4. Muito diferente do amor romântico e dramático da adolescência. Quem não se lembra  dessa época e das emoções fortíssimas:  “Estou apaixonadissima/o… não consigo viver sem ele/a... não respiro, não como, se ele/a não gostar de mim não sou ninguém” que é representado por Leão, Sol e casa 5. 

Crescemos mais um pouco e nas nossas relações de casal procuramos um amor baseado em intimidade, harmonia, companhia, totalmente representado por Balança, Vénus e casa 7.  Para complicar mais as coisas, tenho duas amigas que conheço há mais de 45 anos com as quais tenho uma grande intimidade, ajudamo-nos mutuamente e temos sido testemunhas dos nossos sucessos, falhanços.  Apesar de nunca termos sido um “casal” tenho que classificar aqui a nossa relação de profunda amizade.

Porém, as relações de casal só são completas com amor paixão, sexo, vidas conjuntas, unidos até a morte.  Este tipo de amor vê-se através de Escorpião, Marte, Plutão, casa 8.

E não me fico por aqui: o amor fraternal que é representado por Aquário, Urano e casa 11.  Não se limita aos irmãos, estende-se aos amigos, aos membros dos nossos grupos ou, até, ao que sentimos pela humanidade em geral.  Os gregos referiam-se a este tipo de amor com a palavra Philia.  A cidade nos Estados Unidos conhecida como a cidade de “brotherly love” é Philadelphia.[1] 

E finalmente temos o amor infinito, união total com o Divino simbolizado pelo signo de Peixe, o planeta Neptuno e a casa 12. 

Não é por esta via que vou encontrar resposta  à minha pergunta inicial, mas sim dentro de mim e da minha capacidade de amar. Os netos na carta do céu situam-se na casa 9, sendo o planeta e o signo menos fiáveis como elementos interpretativos. Na casa 9 tenho o planeta Neptuno que, tal como os oceanos do qual é rei, não tem limites, não tem fronteiras. Parece-me que tenho boas hipóteses de gostar dos meus netos incondicionalmente, mas talvez não tão absolutamente como dos meus filhos.

Gostaria de saber a opinião dos meus leitores, sobretudo os que são avós, sobre a questão do amor pelos netos ser ou não incondicional. Uma das minhas leitoras, com um coração de oiro,  já se pronunciou na afirmativa.

Em qualquer relacionamento a comunicação é importantíssima.  Mercúrio, fica para Agosto
  
Luiza Azancot,


[1] Este  aparte não tem nada a ver com o resto do texto, mas eu sou Gémeos e por isso colecciono e partilho informações irrevelantes.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Duas últimas

Escrevo sob o signo da nostalgia. Quoi de neuf?, perguntariam os franceses (aplaudidos pelo meu amigo ATM)...

Este estabelecimento festejou, sábado passado, três anos de vida. No meu modesto apartamento ao Monte do Estoril, o nosso embaixador no Zimbabwe mata saudades do solo pátrio enquanto a troika não limita as férias. Hoje, mas há três anos, faltavam dezasseis dias para eu embarcar com destino ao país de Mugabe, numa viagem que me marcaria para sempre.

É difícil - e talvez desinteressante, digamos mesmo - descrever o gosto que tive naqueles dois meses. Não foi só, obviamente, a simpatia e amizade inexcedíveis com que fui recebido. Foi conhecer uma parte significativa da África profunda, menos turística, menos devassada, menos invadida por hordas de turistas que passam por tudo sem se deterem em nada; foi sentir a fragilidade mais confrangedora na ala das crianças com cancro de um grande hospital em Harare; foi encontrar as paisagens mais deslumbrantes, os ocasos mais inesquecíveis, as cores e os cheiros que me acompanharão para sempre; foi conhecer o encanto dos jacarandás em flor e a ternura das crianças fardadas em bandos;  foi dessedentar-me com um gin tónico ao pôr-do-sol, quando a poucos metros um rinoceronte fazia o mesmo num charco; foi subir ao monte Ngomakurira e perceber onde está o infinito.

Escrevo hoje, tendo na memória esse tempo que ficou cá dentro como mais nenhum ficou. Dessa época guardo também o Mia Couto e uma frase com que me cruzei e que, como tantas coincidências significativas, não pode ser vista à luz de um tempo que é, mas de um tempo que vai sendo. Como se as coisas verdadeiramente importantes fossem um percurso, mais do que um destino, ou  o mistério dos encontros e desencontros fosse algo resplandecente e tivesse, só por si, um brilho que perdura e que ilumina a bacidez dos dias.

A vida é uma casa com duas portas. Há uns que entram e que têm medo de abrir a segunda porta. Ficam girando, dançando com o tempo, demorando-se na casa. Outros se decidem abrir, por vontade de sua mão, a porta traseira. Foi o que eu fiz, naquele momento. A minha mão volteou o fecho do armário, a minha vida rodeou o abismo.

Passado este momento de nostalgia críptica tendo o Zimbabwe como pano de fundo, fechem os olhos e imaginem a sensualidade africana, que foi sempre um misto de tentação e libertação.

JdB

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vai um gin do Peter’s ?

É discutível se entra na categoria de cinema puro uma narrativa onde a imagem não esgota o que o filme pretende mostrar, assemelhando-se a um aperitivo do universo invocado pela voz-off, que verbaliza o pensamento do protagonista. O implícito sobrepor-se ao explícito foi a opção pouco convencial de Terrence Malick, consolidando o estilo malickiano.

Licenciado em filosofia, tradutor de Heiddeger, tendo deixado o doutoramento incompleto, em Oxford, por desentendimento com o orientador da tese, Malick exibe um currículo nada hollywoodiano, realizando filmes a um ritmo anti-comercial, com intervalos de 10 a 15 anos! Todos estes desvios ao padrão podem ajudar a enquadrar «A ÁRVORE DA VIDA»(1), que  cruza a biografia de um ser humano com a evolução do planeta.

Convoca-se nada menos do que a história da criação para enriquecer e propor uma leitura mais ampla da história da humanidade, ali representada por um cidadão da América profunda (Texas), nascido nos pacatos anos 50, numa família trivial da pequena burguesia. Uma explosão de banalidade que, sob o pano de fundo dos grandes ciclos de progressão do planeta, se eleva a uma sacralidade única. Porque recuando para o momento zero do planeta, ninguém duvida da importância de cada passo até à habitabilidade da terra. A partir daí, tendemos a banalizar a criação, valorizando-a apenas ao sabor dos subjectivismos. Assim, a introdução da escala cósmica rasga uma nova dimensão (agigantada) na pequena vida de um yuppie, sem outras referências para lá das memórias de infância.


Ao percorrer o passado, o yuppie acaba por afinar o olhar sobre o mundo e sobre a forma de interpretar o que viveu. De certo modo, a história do universo modifica-se ligeiramente nele e com ele, como se a mudança operada no seu interior se repercutisse no pulsar do cosmos! Malick arrisca justapor o infinitamente grande ao infinitamente pequeno, o maximamente insignificante ao aparentemente crucial, que é uma associação q.b. espontânea num crente. Talvez até seja das diferenças significativas entre quem tem fé e quem não tem.

Não é por acaso que os cognomes de Malick se focam na sua espiritualidade muito própria, parecendo ignorar os atributos de cineasta: «ermita», «monge», «impressionista», «experimental», etc. Os desabafos de Brad Pitt e do Director de Fotografia, Emmanuel Lubezki, são bem expressivos de uma atitude incomum, para dizer o mínimo, num realizador: «So the actors are performing the dialogue, but Terry (Malick) isn’t interested in dialogue. So they’re talking, and we’re shooting a reflection or we’re shooting the wind… Photography is not used to illustrate dialogue or a performance. We’re using it to capture emotion so that the movie is very experiential. It’s meant to trigger tons of memories, like a scent or a perfume.»

A fotografia é dos pontos fortes do filme, premiado com a Palma de Ouro em Cannes. Superabundam as vistas aéreas a uma intensa actividade vulcânica ou ao demais esplendor da natureza, sobrevoando paisagens magníficas dos EUA, de Itália (cf locais na nota-de-rodapé) e da abóbada celeste.


Ao desfiar a memória, Jack (Sean Penn) entrega-se a deambulações pessoais, totalmente alheadas do presente yuppie, para mergulhar interiormente nos passos decisivos do seu crescimento, parecendo reajustar o que guarda dessa memória. Como se houvesse responsabilidade no olhar com que cada um encara e recria o passado. Os primeiros momentos são recordados gloriosamente, numa inocente celebração da vida. Saboreia-se o espanto perante o mistério da pequenez, da fragilidade, perdida num universo imenso… não fora a protecção paternal.   


Há uma tonalidade levemente onírica neste longo flash back, que nos remete para o espaço de subjectividade do protagonista, para lá dos factos em si. Aliás (conforme me alertou um amigo investigador), a câmara situa-se ao nível dos olhos da criança, mostrando um universo desfigurado pela escala infantil.

À infância segue-se o olhar crítico do adolescente, a distanciar-se dos antigos tutores – em primeira instância, dos pais– e dos seus ensinamentos, nem sempre condizentes com a prática. Aqui introduz-se a primeira perturbação, que se agrava com os reveses da própria família (agora encarada com reservas e objecções, sem a confiança pueril dos pequeninos), até ao momento de ruptura, causado pela morte prematura do irmão querido, aos 19 anos de idade! Curiosamente, nem o ciclo de vida do planeta, sobejamente mostrado no filme – onde há lugar à morte e ao despontar das sucessivas gerações– atenua minimamente aquela perda. Porque a história individualizada –i.e., na perspectiva de quem ama– torna o protagonista único e insubstituível. Aliás, amar é reconhecer isso. Gabriel Garcia Marquez exprime-o lapidarmente: «Podes ser apenas uma pessoa para o mundo, mas para alguém tu és o mundo». 

Não por acaso, o filme abre com a notícia da perda do tal irmão, na perspectiva dos pais, dilacerados por uma dor indizível. É a partir desta incompreensão e até revolta contida que a película se lança na exploração incessante do sentido da vida, desde o alvor dos tempos.

Depois de Jack revisitar o passado, percorrendo esse património pessoal da história guardada num arquivo de escolha (e de responsabilidade) afectiva –tendo presente que a memória humana envolve dramaticamente a afectividade e a liberdade– o final desvenda uma resposta possível, ou melhor, uma atitude possível face à tragédia da morte. A resposta generosa da mãe liberta-a e contagia toda a família na mesma onda regeneradora, reunindo os vivos e os que já partiram, numa prefiguração da chamada «comunhão dos santos». A ponto de ser o momento de reconciliação de Jack com todo o passado, em especial com a aspereza e austeridade incompreensíveis (para ele) do pai. A dor vivida ganha algum sentido ou, ao menos, aceitação. E o imenso bem da infância e adolescência adquire uma limpidez, que nunca tivera olhos para reconhecer nem apreciar. É nessa viragem da idade adulta, despoletada pelo perdão e por um despojamento libertador, que recupera, com maior realismo, a paz que se extraviara na tenra idade.


Parecendo vaguear entre erupções vulcânicas e longos desabafos de um adulto com uma vivência familiar afinal rica, embora crivada de estilhaços dolorosos, a película abarca tanta memória, que se torna difícil digerir a pluralidade de estratos acumulados nessas duas horas (em boa verdade, a versão original dura oito, fortemente condensadas para ser comercializável). Ainda assim, focando-nos na voz-off, percebe-se como um passado bem revivido pode purificar a memória e reanimar o presente, reacordando o significado da vida, ainda que em flashes. Sobretudo, se o dia-a-dia for vivido em diálogo aberto com o Ser (não ficam dúvidas sobre a formação filosófica do realizador), ampliando a consciência a todo o universo de modo a não se deter no pequeno ego individual, mas antes recolocá-lo num horizonte sem limites, à medida do desejo de infinito. Fora essa a opção de vida transmitida pela mãe como bússola para o bom uso da liberdade, incutindo-lhe a noção clara das consequências: «There are two ways through life (podia ser o subtítulo do filme): the way of nature, and the way of Grace. You have to choose which one you'll follow. Grace doesn't try to please itself…No one who loves the way of grace ever comes to a bad end… Nature only wants to please itself… To have its own way. It finds reasons to be unhappy when all the world is shining around it

Adoptando um título evocador dos Génesis, «A Árvore da Vida» parece desfiar no ecrã um moleskine com os pensamentos de Malick, numa reflexão em que a história da humanidade decorre menos de um paraíso perdido e bem mais de um jardim do Éden em devir. A contar connosco para desabrochar algo ainda em potência na criação. A nota de esperança do fim, pontuada ao longo do filme por múltiplas indicações para a caminhada na terra, merecem ser gravadas num moleskine.     
No filme: 
- (Conselho da mãe) «The only way to be happy is to love. Unless you love, your life will flash by.[…] Do good to them. Wonder. Hope
- (Outro conselho da mãe) «Help each other. Love everyone. Every leaf. Every ray of light. Forgive
- (pequeno Jack, em tom de oração) «Help me not answer my dad... Help me not to get dogs in fights... Help me to be thankful for everything I've got...»
- (pequeno Jack, dirigindo-se a Deus para formular um pedido espantoso) «Are You watching me? I want to know what You are. I want to see what You see

De Malick, em entrevista recente:
- «This story is that of adult Jack, a lost soul in a modern world, seeking to discover amid the changing scenes of time that which does not change: the eternal scheme of which we are a part.  When he sees all that has gone into our world’s preparation, each thing appears a miracle—precious, incomparable.  Jack, with his new understanding, is able to forgive his father and take his first steps on the path of life. The story ends in hope, acknowledging the beauty and joy in all things, in the everyday and above all in the family—our first school—the only place (where) most of us learn the truth about the world and ourselves, or discover life’s single most important lesson, of unselfish love

Aplica-se à letra a expressão espectacular, que todos nos habituámos a ouvir na toada rouca e quente do grande Louis Armstrong: What a wonderful world. Teremos olhos para o ver?...

http://cinecartaz.publico.pt/Filme/282153_a-arvore-da-vida




Maria Zarco
(a  preparar o próximo gin tónico, para daqui a 2 semanas)
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(1)   FICHA TÉCNICA

Título original:
THE TREE OF LIFE
Título traduzido em Portugal:
A ÁRVORE DA VIDA

Realização:
Terrence Malick (que já foi premiado com Óscares)
Argumento:
Terrence Malick
Produzido por:
Dede Gardner, Sarah Green, Grant Hill, Brad Pitt e
Bill Pohlad
Director de Fotografia: 
Emmanuel Lubezki
Banda sonora:
Alexandre Desplat

Duração:
138 min.
Ano:      
2011
País:
EUA

        Elenco:

Brad Pitt (o pai, Mr. O’Brien),
Sean Penn (o filho em adulto, Jack),
Hunter McCracken (o filho em adolescente, Jack)
Jessica Chastain (a mãe, Mrs. O’Brien),
 Tye Sheridan (um dos irmãos, Steve)
Locais das filmagens:

No Texas (EUA): Austin, Bastrop, Dallas, Houston, Goblin Valley State Park - Highway 24 (Green River, Utah), La Grange, Matagorda, Smithville e Waco

Na Califórnia (EUA): Death Valley National Park.

No Lazio (Itália): San Marcos -Parco dei Mostri, Bomarzo, Villa Lante.

Site oficial:

http://www.foxsearchlight.com/thetreeoflife/


Premiado em 2011 com a Palma de Ouro em Cannes.

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