terça-feira, 30 de abril de 2013

Duas últimas

Penso que já aqui o disse: tenho uma relação incerta com a música étnica. Já aqui postei música iraniana, em lembrança a uma tarde memorável lá pelas bandas de Azeitão. Fi-lo, não por pesquisa, mas por sugestão. Quem ouviu, ouviu; quem não ouviu - azarito - não sabe o que perdeu. Não gosto de toda a música étnica, mas sou capaz de gostar de música de todo o mundo. Qual o requisito? Que ela seja, no meu conceito, bonita. Que ela seja, acima de tudo, calma. 

Há uns anos, numa ida a Londres, almocei em Covent Garden, parece-me. A páginas tantas um pombo deambulava por ali, debicando migalhas que sobravam das refeições. Pousava numa balaustrada, numa mesa, na beira de um prato. Ao fundo ouvia-se música chinesa (ou pelo menos poderia ser...). Era uma música suave, diferente do modelo ocidental. Confesso que me senti bem, e talvez por isso tenha gostado da música a enquadrar um fim de almoço agradável e um pássaro com o qual normalmente embirro. 

Hoje deixo-vos com música étnica oriental, ainda que eventualmente ocidentalizada. Ao fim de 30 segundos podem desligar; podem aproveitar para dizer mal do editor e dono do estabelecimento, podem preocupar-se com a minha insanidade. Ou podem pôr som e fechar os olhos, pensando em coisas agradáveis como seja a alma dos santos, a procura do sentida da vida, ou os crepúsculos entre os quais parecemos viver.

JdB




segunda-feira, 29 de abril de 2013

Fórmula para o caos


Haverá alguém habilitado para ser ministro em Portugal?

Se é oriundo das estruturas partidárias desde muito jovem: nunca trabalhou na vida.

Se não tem qualquer passado político ou militância partidária: não possui habilidade política.

Se não tem licenciatura: não é qualificado o suficiente para integrar o governo.

Se é doutorado: é um mero académico, sem experiência no país real.

Se nunca saiu de Portugal: não tem mundo, é um provinciano.

Se vive fora de Portugal: é um estrangeirado, não conhece o país.

Se vai tutelar uma pasta com a qual nunca trabalhou: não conhece os dossiers.

Se vai tutelar uma pasta com a qual trabalhou: existe um claro conflito de interesses.

Se integra o executivo após uma remodelação sem nunca ter tecido criticas ao governo: é um yes man.

Se integra o executivo após uma remodelação e já, no passado, criticou o governo: é um dissidente.


Pedro Castelo Branco

domingo, 28 de abril de 2013

Domingo ……….. Se Fores à Missa!


Calha, nesta semana, a peregrinação a Fátima que faço todos os anos. São só 3 dias de caminhada pois partimos da Nazaré, mas são 3 dias riquíssimos de oração, emoções, entrega, alegria e espiritualidade. Somos muitos …..  somos mesmo muitos …. mais de 400! A maioria, jovens.  Vamos em grupos, vamos por cores, vamos por Cristo. Na bagagem, levamos Amor. (Ah, também levamos uma muda de roupa, repelente de insectos e capa para a chuva, é certo). Amor pelo Cristo que nos move, Amor por Maria que nos guia e amor pelos nossos companheiros de viagem. O papel dos jovens, nesta peregrinação, é preponderante pois são eles que organizam tudo, ao mesmo pequeno pormenor, incluindo toda a parte espiritual. Os padres que nos acompanham, normalmente em número de 5, estão lá essencialmente para as confissões e para celebrar Missa.  Tudo o resto – o tema de cada dia, as leituras, as orações, as partilhas, os momentos de silêncio, os cânticos – tudo é pensado, desenhado e implementado pelo Grupo de Jovens. 

Durante estes 3 dias, sentimo-nos verdadeiros discípulos de Jesus; largamos as nossas famílias, as nossas casas, o nosso conforto e seguimos Cristo, tal como fizeram os discípulos. Fazemo-lo movidos, unicamente, pelo Amor. É esse o elo de ligação entre aquelas 400 pessoas. Muitas não se conhecem, no entanto, estão unidas por um fio invisível … um fio que não se vê, mas sente-se. É esse o mandamento novo de que fala o Evangelho de hoje. O fio do Amor.

Domingo Se Fores à Missa ……  Ama o próximo como Ele nos amou!

MAF


Evangelho segundo S. João 13,31-33a.34-35. 

Depois de Judas ter saído, Jesus disse: «Agora é que se revela a glória do Filho do Homem e assim se revela nele a glória de Deus. 
E, se Deus revela nele a sua glória, também o próprio Deus revelará a glória do Filho do Homem, e há-de revelá-la muito em breve.» 
«Filhinhos, já pouco tempo vou estar convosco. Haveis de me procurar, e, assim como Eu disse aos judeus: 'Para onde Eu for vós não podereis ir', também agora o digo a vós. 
Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. 
Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.»


sábado, 27 de abril de 2013

Pensamentos (não) impensados


Isaltino Morais foi preso, mas continua a proclamar inocência.
Eu, se fosse indiciado e estivesse inocente, preferiria ser julgado rapidamente para que a inocência fosse provada.
Pleitear durante 10 anos e apresentar 40 recursos só pode ter por objectivo que os processos prescrevam; ora, uma prescrição não prova inocência, quando muito prova que há muito dinheiro (proveniência?) para pagar a advogados e à Justiça.

SdB (I)

Pensamentos impensados


Novo acordo aritmético
Forty feio é antes de forty one ou depois de forty nine?
 
Tesuras
Não tinha nem um tostão no banco, pelo que só recebia abstractos de conta.
 
Leis
Adopção por pessoas do mesmo sexo. Do mesmo sexo!? Ainda se fosse do outro...
 
Abaixo de zero
Portugal está encalacrado.
É uma afirmação sem margem para dívidas.
 
Mobília
A mesa é um móvel versátil; põem-se coisas em cima da mesa e passam-se coisas por baixo da mesa.

SdB (I)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Deixa-me rir...


Caros Audiophiles, earlier tonight at a concert I was transported back to the summer of 1987 when Liverpool singer-songwriter Colin Vearncombe and his band Black enjoyed their greatest successes. The name may not be immediately familliar, but I think you will instantly recognise the songs.

I had not heard any new music from Black for many years and so I was curious to check out their concert. Tonight's intimate venue comprised just Colin V and his fellow acoustic/electric guitarist, but together they created some wonderful interplay of intricate guitars and vocal harmonies. I did expect to hear a few more of their 'greatest hits' but in fact they chose to concentrate on more recent and less well-known (and unknown to me) songs. But I was not disappointed.

It was not so easy to find good quality videos of recent songs, and so here we go, back to that summer of 1987 and the original video recordings for "Wonderful Life" and "Sweetest Smile":






A proxima.
PO

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Diário de uma astróloga – [50] –24 de Abril de 2013


Apreciar, gozar, desfrutar

No México ouvi pela primeira vez a frase “que disfrutes”. Mais tarde ouvi-a também noutros países da América Latina e em Porto Rico. É uma frase de despedida, equivalente ao nosso “até qualquer dia” ou ao brasileiro “passar bem”. O “have a nice day” americano, se bem que dentro do mesmo espírito, tornou-se uma expressão automática com pouco conteúdo. Além disso, há uma enorme diferença entre o insípido nice e o intenso disfrutar antecedido do pronome. A intenção de quem a diz é a de desejar ao interlocutor uma experiência de prazer, de apreciação positiva do que virá a acontecer durante o dia.

Não vou debater porque é que esta expressão é utilizada, mas penso que os latino-americanos se sentem livres, quase na obrigação de gozar a vida. Por uma questão de educação ou de religião, a necessidade de satisfazer um prazer é contrariada noutras culturas. No mundo anglo-saxónico dos Puritanos é mesmo condenada.

Como o Sol entrou no signo de Touro na noite de 19 para 20 de Abril, é o momento apropriado para falar em apreciar, gozar, desfrutar.

Touro é o segundo signo do zodíaco a seguir a Carneiro, o primeiro signo de Terra e o primeiro signo fixo. A sua principal necessidade é a de estabilidade e segurança. Por isso, o Touro não gosta de mudanças nem de precipitações. Dá-se bem no mundo material, prático, actuando com calma e persistência. Está associado a questões de dinheiro porque parte da estabilidade e da segurança no mundo actual estão relacionadas com recursos financeiros.

Mas há outra faceta de Touro de que se fala menos relacionada com o nosso corpo, com a sensualidade, com a apreciação do prazer que os sentidos nos proporcionam. O prazer de ouvir uma música bonita, ou um pássaro a chilrear, o prazer de cheirar um bebé logo a seguir ao banho, o prazer de beber uma cervejinha bem fresca num dia de calor, o prazer de ver uma paisagem magnífica e o prazer que uma carícia proporciona. Atenção! Em Touro fala-se de sensualidade e não de sexualidade que em termos astrológicos está sob Escorpião. 

Da mesma maneira que em Carneiro deve haver uma agressividade saudável, aquela que nos permite ser autónomos, independentes, capazes de enfrentar desafios, de nos defendermos de quem nos ataca, em Touro deve haver uma sensualidade saudável, o reconhecimento de que temos um corpo dotado de Visão, Audição, Olfacto, Paladar e Tacto o qual temos que desfrutar para um bom equilíbrio físico e psicológico. Com conta, peso e medida, porque da mesma maneira que agressividade excessiva é uma expressão negativa de Carneiro, o hedonismo é uma expressão negativa de Touro.

Os cinco sentidos  - Hans Makart (1872-79)

O signo de Touro é regido por Vénus e quem tem no seu tema Vénus em Touro está mais bem equipado para apreciar o prazer que os sentidos nos proporcionam. O pintor austríaco Hans Makart ,autor destas sensualíssimas protagonistas dos cinco sentidos, tinha evidentemente a sua Vénus natal em Touro. Eu também tenho Vénus em Touro e talvez por isso aprecio tanto a frase “que disfrutes”. 


Nesta época de grande instabilidade politica, financeira, ambiental, é difícil contentar o desejo de segurança do Touro. Mas todos nós, com a ajuda de Sol em Touro, podemos este mês ser um bocadinho mais Touros e conscientemente desfrutar… o café da manhã, o toque da mão da pessoa amada, o cheiro e a beleza das glicínias em flor, o rumor da chuva a bater na janela, mas, sobretudo, o facto de estarmos com os pés assentes na Terra.

Luiza Azancot

terça-feira, 23 de abril de 2013

Duas últimas


Passei as duas últimas semanas numa viagem de trabalho que me pareceu interminável, embora seja justo reconhecer que me levou a paragens bonitas e sobretudo a pessoas que, tendo de um modo geral pouco, vivem porém com uma alegria e um optimismo que rapidamente se nos transmitem. Ter-me recusado a ver televisão foi também uma decisão positiva, e fácil… .

Para lá da escassez dos meios, quando era mais novo tinha menos necessidade de viajar. Com o passar dos anos, fui-me tornando quase obsessivo nalguns pormenores com que não vos vou agora maçar, sobretudo “portas adentro” de minha casa. Gerando amiúde em mim próprio e nos outros irritabilidade e desconforto.

Nada melhor do que andar por fora uns tempos para relativizar as coisas e melhorar feitios. Tantas vezes tecemos armas por questões que pouco ou nada valem, somos precipitados e injustos. A tolerância e o discernimento agradecem uma pausa no dia a dia repetitivo e monótono.

Um dos meus companheiros de viagem era um grego com negócios em vários locais, entre eles na Geórgia, no Cáucaso. Daí vem também Katie Melua (embora posteriormente tenha obtido a cidadania britânica). Para lá da presença, uma voz e música que espero apreciem.


fq



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fotografias dos dias que correm

Do Chapitô e visto por um telefone

Vai um gin do Peter’s?


A riqueza da informação que hoje circula na net parece uma cascata inesgotável, puxando pelo melhor do ser humano, empenhado em partilhar informação útil. Um verdadeiro serviço público, de valor incalculável.

Depois do Rijksmuseum de Amesterdão, chegou a vez de outros museus (de Nova Iorque) oferecerem online centenas de livros. Com um simples clique, revisitamos exposições espectaculares, de há meio século, mas que em nada perderam o interesse e a actualidade.

Link do GUGGENHEIM, com 65 títulos sobre artistas como Klimt, Kandinsky, Francis Bacon ou Munch:

http://www.guggenheim.org/new-york/exhibitions/publications/from-the-archives?layout=default&filter_type=archive&reset=0&start=20

A título de exemplo, algumas das edições disponíveis:

A Century in Crisis:Modernity and Tradition in the Art of Twentieth-Century China

Contributions by Julia F. Andrews, Christina Chu, Shan Guolin, Mayching Kao, Kuiyi Shen, Jonathan Spence, and Xue Yongnian
Published in 1998
336 pages, fully illustrated
Hardcover

China: 5,000 Years,Innovation and Transformation in the Arts

Contributions by Helmut Brinker, James Cahill, Elizabeth Childs-Johnson, Patricia Ebrey, Sherman Lee, and Zhang Wenbin
Published in 1998
504 pages, fully illustrated 


Kandinsky in Munich:1896–1914

Contributions by Peter Jelavich, Carl E. Schorske, and Peg Weiss
Published in 1982
312 pages, fully illustrated
Softcover, 8.15 x 10 inches 



On the Spiritual inArt

Edited by Hilla Rebay
Published in 1946
154 pages, fully illustrated
Hardcover 



Link do MET:
http://www.metmuseum.org/research/metpublications/about-metpublications

Além da abundante produção editorial do Met, as próprias obras do seu acervo também são acessíveis através do portal, sem sairmos de casa. Para se ter uma ideia do ritmo frenético da actividade deste Museu, alguns parâmetros eloquentes: mais de 30 exposições por ano, publicação regular de periódicos de referência a nível mundial, profusão mensal de catálogos e livros de arte ombreando com a Taschen em qualidade.

Fundado em 1870, o Met tem procurado incorporar o máximo de avanços tecnológicos, para simplificar o acesso ao site e ampliar o seu público. Em 2000, lançou 2 publicações digitais: Connections e o cronograma Heilbrunn de História da Arte, com 300 cronologias, 900 ensaios e cerca de 7000 obras de arte, explicadas por técnicos do Museu. Connections dá a conhecer os pareceres e interpretações dos especialistas. 

O desafio mantém-se para aproximar o grande público da arte, informando-o gratuitamente, entusiasmando-o e envolvendo-o nos debates candentes ou no trabalho de detective dos historiadores para certificarem a autoria das obras-primas e contextualizá-las. Agora, já não é preciso viver na Big Apple para acompanhar a catadupa de novidades do Met e do Guggenheim. 


CONTRIBUTO ESPANTOSO DA GULBENKIAN

Também em Portugal há iniciativas que, com menos recursos, ajudam a divulgar a cultura e a ciência, através de exposições inspiradoras. «360º Ciência Descoberta» é disso exemplo. Está patente ao público até 2 de Junho, recomendando-se as visitas guiadas, que estão anunciadas no site da Fundação(1). Naturalmente que merecerá um gin específico, mas fica já o alerta para esta mostra espantosa, que revela o contributo da grande gesta dos Descobrimentos para a Ciência Moderna – um feito desconhecido da maioria dos portugueses.

De facto, a história nacional tem oscilado entre a apologia de um par de figuras maiores, elevadas a heróis míticos, e o desacreditar das possibilidades do país, numa variação bipolar que, desde meados do século XVIII, toca os dois extremos. Tudo muito emotivo, simplista e fundamentado em convicções com pouca ou nenhuma base científica.

Nesse sentido, «360º» tem o mérito de desvendar uma dimensão bem realista (mas ignorada) da história, que segue uma linha hoje em voga nos meios académicos anglófonos, ao reconhecer a importância da sociedade no seu todo, i.e. a influência do cidadão comum e anónimo no curso dos acontecimentos, sem se restringir ao papel desempenhado pelos líderes e demais autoridades instituídas.

Começando pelas peças medievais e evocando referências da Antiguidade clássica, «360º» revela as raízes dos famosos avanços científicos do século seguinte, impossíveis e até inexplicáveis sem a progressão do saber gerada pelos Descobrimentos portugueses e espanhóis. Até aqui, a história da ciência costumava fixar-se nas figuras de proa do século XVII em diante, maioritariamente britânicas, holandesas ou de outras nacionalidades bem distantes dos países peninsulares. Mas omite um fenómeno inédito, ocorrido durante e por causa dos Descobrimentos marítimos.

Com o início da navegação arriscadíssima em alto mar –abandonando as águas seguras do Mediterrâneo – a prática náutica passou a exigir aos membros comuns da tripulação dos galeões lusos o uso de fórmulas matemáticas e a  manipulação de instrumentos sofisticados, necessários para o cálculo preciso de localizações e a identificação dos melhores rumos. Tudo tarefas vitais nas viagens em pleno oceano. Como costuma alertar o Comissário da exposição (Prof.Henrique Leitão): temos de desfazer o mito do povo de aventureiros, que enfrentou as agruras do Atlântico em cascas de noz, adoptado por uma certa narrativa da história pátria, bem intencionada mas pouco factual. Ao invés, tratou-se de um empreendimento muitíssimo preparado, com décadas de antecedência e sustentado por uma sólida formação técnica, marcada pelo rigor e pela acumulação de saber (obviamente, em segredo de Estado), que permitiu a várias gerações de portugueses percorrer caminhos nunca antes navegados, e que só se abriram a outros países (bastantes anos depois), quando conseguiram ter acesso aos conhecimentos náuticos precocemente dominados pela marinha portuguesa. Durante todo o século XVI, assistiu-se ao afinar constante (e bem programado, sendo tudo anotado nos diários de bordo) de novas técnicas, favorecendo a rápida progressão marítima que espantava as outras potências da época. De facto, o nosso domínio dos mares foi alcançado a uma velocidade vertiginosa. Uma conquista notável e invulgar, que um historiador norte-americano especializado neste período considerava um salto qualitativo bem maior do que a chegada do Homem à lua. 

Assistiu-se também à democratização de saberes complexos, até à data confinados a uma elite ínfima, maioritariamente ligada ao clero, de onde derivaram para as universidades. A novidade estava no facto de simples marinheiros, praticamente analfabetos, manejarem a sextante como pouquíssimos faziam em terra firme… Era uma questão de vida ou de morte. Tinha razão Camões quando cantava: A necessidade aguça o engenho. Devemos também ao Poeta ter dado ampla voz a tanta gente anónima, esforçada e valorosa, que soube aplicar com acuidade e talento um vasto manancial de técnicas inovadoras, exigidas pelas circunstâncias.

«Vede, Ninfas, que engenhos de senhores
O vosso Tejo cria valerosos,
Que assim sabem prezar, com tais favores,
A quem os faz, cantando, gloriosos!» — Os Lusíadas, Canto VII«As armas

«As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram.
.....
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.» — Os Lusíadas, Canto I

Além do Catálogo da exposição, de imensa qualidade e a preço simbólico, vale a pena espreitar o filme introdutório, em www.gulbenkian .pt.


Entre Lisboa e Nova Iorque, os programas superabundam.


Maria Zarco
(a  preparar o próximo gin tónico, para daqui a 2 semanas)
_____________

domingo, 21 de abril de 2013

4º Domingo do Tempo Pascal

Hoje é Domingo, e eu não esqueço a minha condição de católico.

Jantámos os dois um dia desta semana. Depois vieram à conversa expressões como introspecção, viagens interiores, olhares para dentro de si próprio. E como fizeste?, perguntou-me. A resposta foi breve - e espero que elucidativa: falando com pessoas; ouvindo pessoas; aqui e ali chorando à frente de pessoas. Depois lembrei-me dos vários interlocutores que fui encontrando pelo caminho e que me ouviram, me falaram e assistiram às minhas sensibilidades.

Hoje celebramos o domingo do Bom Pastor. Deixo aqui o texto que sairá no boletim da paróquia de Santo António. Mas antes quero lembrar-me, eu próprio, do meu actual prior, que antes de o ser já me ouvia e me falava e me assistia nas sensibilidades. Devo-lhe muito e, quem me conhece melhor, sabe do que falo. 

Bom Domingo para todos.

JdB

***

O Bom Pastor

Celebramos hoje o Domingo do Bom Pastor.
Lembramos hoje o Pastor de todos os pastores, que é Jesus Cristo. Mas lembramos hoje, de forma muito especial, o nosso próprio pastor, aquele que está mais próximo de nós, que nos conduz, nos orienta – mas que também nos desafia. Lembramos hoje o nosso Prior.
As palavras da bíblia falam no pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Mesmo que a expressão não deva ser tomada à letra, contamos que o nosso pastor tenha disponibilidade, se entregue de alma e coração, seja sensível ao ritmo ao seu rebanho. É isso que esperamos dele, mais tudo aquilo que cada um de nós espera.
Do rebanho, que não vive só de expectativas, se espera que oiça, interiorize, medite, actue. Do rebanho espera-se, essencialmente, que siga o seu pastor. E também que se ponha em volta dele, porque um rebanho que segue junto perdura pelos anos afora.
A letra deste texto é de quem o escreve. O espírito, esse, tenta resumir o espírito do rebanho. E se a fantasia nos deixasse imaginar que falaríamos a uma só voz talvez houvesse expressões uníssonas: agradecimento pela disponibilidade, pelo desafio, pela inspiração, pela sensibilidade, pela presença. Agradecimento por existir, no fundo, no meio de nós.
Hoje é dia (também) de rezar pelo nosso pastor, sabendo que ele rezará sempre pelo seu rebanho.  

  
***

EVANGELHO – Jo 10,27-30
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus:
«As minhas ovelhas escutam a minha voz.
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.
Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer
e ninguém as arrebatará da minha mão.
Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos
e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai.
Eu e o Pai somos um só».

sábado, 20 de abril de 2013

(Não) pensamentos impensados

Há dias, Vasco Lourenço um dos comparsas do 25 de Abril, botou faladura e disse que os portugueses são um povo de brandos costumes.
É falso!
Nos últimos 100 anos foram assassinados o Rei Dom Carlos e o Príncipe Dom Luis Filipe; o Presidente Sidónio Pais; António Granjo, Machado dos Santos e Carlos da Maia; Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.
Salazar não foi assassinado por azelhice dos bombistas.
A Camionete Fantasma não sei quantas pessoas transportou.

SdB (I)

Pensamentos impensados


Espiritualidade
Será que Alfândega da Fé ainda não faz parte do espaço Schengen?
A Fé paga direitos alfandegários?
E qual é o artigo pautal? Será bebidas espirituosas?
 
Higiene íntima
O fundo das costas deve ser lavado com água oxigenádega.
 
6 é número cabalístico
Hexacto - Peça em seis actos
Hexame - Gostar de 6 mulheres ao mesmo tempo.
Hexalar - Tem seis casas
Hexalar - O 6º e último suspiro.
Hexagero - ter 6 filhos (que exagero)
 
Apenas rimas
No Verão, que é tempo de ócio
Antes que me ataque o bócio
Vou fazer um bom negócio
Vou vender o equinócio
 
James Bond na Nova Guiné
O meu nome é Bond, James Bond.
O meu nome é Bal, Canibal.

SdB (I)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Friday is a great day to fall in love

"Tippi Degré podia ser uma menina normal, não fosse o facto de ter vivido 13 anos da sua vida na selva africana, convivendo com todo o tipo de animais. Uma espécie de Mogli no feminino.
Filha de um casal de fotógrafos franceses que  trabalham na Namíbia para a National Geographic (Alain Degré e Sylvie Robert), Tippi fez grandes amigos como: um elefante de 28 anos chamado Abu, um leopardo apelidado de J&B, uma avestruz, um crocodilo, alguns leões, girafas, zebras,cobras ou sapos gigantes."






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