sábado, 30 de junho de 2012

Pensamentos impensados


Camões revisitado
Nos últimos tempos da Monarquia foram criados muitos Barões alguns dêles com pouco mundo.Tinham como lema as armas e os Barões achinelados.
 
Tácticas
Nos jogos de futebol, não é raro um suplente entrar em jogo 10 minutos antes do fim da partida, e marcar um golo. Sugere-se que a Selecção (os 11 jogadores) só entrem em campo 10 minutos antes do jogo acabar.
 
Trânsito
Para se evitarem engarrafamentos, deve deixar-se o trânsito envelhecer em cascos de carvalho.
 
Pretuguês
O Dr.Cavaco pode ser especialista em bolo-rei, mas em português, vou ali
já venho. Já o tinha ouvido dizer competividade, agora saiu-se com empreendorismo.
 
Pilim
Poirtugal é como o algodão; tem pouca "massa".

SdB (I)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Falando do nada


O que existe de mais belo em qualquer edifício não é o colorido das suas fachadas, mas sim a firmeza das suas fundações.

Que importam as cores das fachadas, se é fraco o alicerce?

Poderá ser uma pergunta quase de retórica…

Porém, nos tempos que passam, marcadamente assinalados por uma geração em crise, no que toca ao génio de cada homem, parece que este é como um belo edifício pronto a desmoronar-se pela base!

Um após outro, têm sucumbido/murchado os ideais nobres! Uma após outra, vão rareando as atitudes respeitosas  norteadas por uma atitude que, não sendo servil era, ao contrário, um factor de  educação e concórdia humana.

E aqui, faço uma pergunta: Sendo ela primordial na conduta do homem, porque tem sido tão combatida?

Por isso, o homem tem estado cada vez mais afastado dos seus semelhantes. Apostado em defender rivalidades, vai passando o tempo em posições escusadas de ataque e entrincheirado no estúpido arame farpado das suas intolerâncias…

Porquê?

Porque simplesmente, caminhando com pés de barro, os alicerces da  sua estrutura moral têm cedido e são desgraçadamente apenas obras de fachada!

Fachadas humanas que muitas vezes causam arrepios! Sobretudo quando elas correspondem a homens cuja posição social deveria merecer, deles, antes dos outros, todo o respeito.

Talvez por isso é que no nosso tempo se vive uma crise aguda de homens de valor…mormente daqueles que, tendo como todos começado de baixo para cima, têm esquecido os baixos do seu começo, ou sejam os alicerces humanos-iguais no nascimento para o pobre e para o rico…onde afinal se encontra toda a beleza do homem!

Mudanças precisam-se! E homens que as promovam muito mais!

Por isso, HOMEM: Faz da tua vida um assunto sério…sempre!

Carrega uma mensagem que os outros entendam: Forte, distinta, sonora e bela!

Recusa a futilidade. Não finjas alegria. Sê antes um homem alegre!

JC

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Joana Vasconcelos expõe no Palácio de Versailles (I)

(Primeira, de um conjunto de fotografias, enviada por mão amiga)

Deixa-me rir...

Caros Audiophiles, someone new this week who I discovered only recently. Australian Julia Stone first came to attention singing with her brother Angus, and they gained some success in their native county and America with their kind of minimalist acoustic songs.
In the past two years she has embarked on a solo career to follow different creative directions and has released already two albums, The Memory Machine and her new one By The Horns.
The song that introduced me to her, It's All Okay, comes from her new album. The insistent rhythm reminds me of Fleetwood Mac, which is no bad comparison, and I love the accompanying pulsing piano and the optimistic chorus.



So I was persuaded to check out her first album from which this sultry yearning offering, This Love, comes.





I hope you like.
  
A proxima,
 
PO

quarta-feira, 27 de junho de 2012

a nossa geração


às vezes,
é como se conduzisse um carro,
mantendo um olho na estrada que leva ao futuro
e o outro no retrovisor.

emparedado, entre uma coisa e outra,
fácil é ficar estrábico (que me desculpem os estrábicos),
até porque não podemos deixar de continuar
a olhar também para o painel de instrumentos,

seus manómetros, indicadores, luzinhas vermelhas a piscar,
toda uma panóplia de tempos presentes
reclamando atenção
urgência.

inspiro-me na beat generation,
para brincar aos poemas,
na vã esperança de que não me saia ao caminho
uma outra geração (a nossa, temo bem):

the beaten generation.

outra forma de dizer que também nós (nos) perdemos.

gi.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Duas últimas


Há muito que vos deveria ter trazido Neil Young, multifacetado cantor e compositor de origem canadiana, em que aprecio a voz, os solos de guitarra ou a harmónica. Para não falar, claro, na qualidade das músicas.

Nos 3 primeiros vídeos – todos de duração aceitável! – Young demonstra bem que a qualidade e o virtuosismo nada têm a ver com o BI, apresentando-se numa notável forma para quem já vai nos 60. São músicas retiradas do filme “Heart of Gold”, de 2006 (relativo a um concerto realizado no ano anterior em Nashville), em que se encontra muito bem acompanhado, seja pela mulher, Pegi Young, com quem aliás troca bonitos olhares e sorrisos cúmplices durante “Comes a Time”, seja por Emmylou Harris, em boa verdade um pouco fané na ocasião, seja pelos outros grandes músicas que com ele tocaram nesse dia e nos últimos 30 anos!  

Embora não fazendo parte deste concerto, não posso deixar de incluir ainda “Harvest”, seguramente uma das músicas do meu top-ten musical.

Espero que gostem!


fq








segunda-feira, 25 de junho de 2012

Fórmula para o caos


Alterações ao Mapa Político de Espanha e Itália no último ano 

Nos tempos actuais, é por demais evidente a imperatividade de alcançar maiorias absolutas nos parlamentos dos estados-membros, de modo a promover a estabilidade necessária ao poder executivo na governação do país em questão. 

EspanhaDesde a instauração da Monarquia Constitucional em 1976, um dos grandes flagelos que, em termos sazonais, ameaçam a estabilidade do sistema político espanhol, prende-se com as derivas nacionalistas e independentistas em alguma regiões autónomas. Embora todas as regiões reclamem uma certa autonomia face ao Estado central, o maior foco de tensão é no País Basco e na Catalunha. No caso Basco, trata-se, substancialmente, de problemas de índole politico-cultural. A população desta região há muito que pretende a total independência do Reino. Já na Catalunha, mesmo que também haja a facção independentista, o principal factor de discordância é a questão fiscal. Os contribuintes catalães não estão dispostos a estar constantemente a transferir recursos fiscais para as regiões menos produtivas. 
Nas eleições gerias de 2008, o PSOE de Zapatero, apesar de vencedor, não totalizou um número suficiente de votos que lhe permitisse a maioria absoluta no parlamento. Devido a este facto, em numerosas ocasiões, para fazer passar leis e resoluções, foram feitos acordos de incidência parlamentar com os partidos regionais.

Itália. De meados de 2008 até Novembro de 2011, Silvio Berlusconi aparentava ser uma autêntico sempre-em-pé, seguindo todas as vias para manter à tona o seu Popolo della Libertá. Acossado por diversos casos de corrupção, prostituição infantil e lenocínio, Berlusconi conseguiu, durante um largo período, passar entre os pingos da chuva e ludibriar a justiça italiana com leis excepcionais especialmente concebidas para o proteger. Pelo caminho, a coligação que sustentava o Popollo della Libertá foi perdendo pilares importantes como Gianfranco Fini. Já o partido Liga Norte de Umberto Bossi, não sendo parte integrante do partido de Il Cavalieiri, foi até ao fim um aliado parlamentar.
Actualmente, após a esmagadora maioria conseguida pelo PP nas eleições gerais de Novembro de 2011, haverá a tendência de marginalização dessas forças partidárias mais extremistas. Para que as suas opções sejam aprovadas, Mariano Rajoy apenas necessita dos votos dos deputados do partido que lidera. 
Contudo, no Outono passado o clima económico (atente-se que, a par de Portugal e do Haiti, Itália foi o país do mundo que menos cresceu na última década), os juros da dívida pública a atingiram níveis insustentáveis, foi a própria União Europeia (leia-se: Angela Merkel) que forçou a Berlusconi a abandonar o poder. Para o seu lugar, após um amplo consenso entre o Popopo della Libertá e o Partido Democrata, o Presidente da República Giorgio Napolitano nomeou Mario Monti para chefe do executivo. Monti, como ex-membro do BCE, é razoavelmente bem visto em Bruxelas e nele foi depositada a confiança para conter a despesa pública e executar reformas estruturais essenciais para que a economia italiana volte a crescer.


Pedro Castelo Branco 

domingo, 24 de junho de 2012

Domingo, Se Fores à Missa...


Hoje celebra-se o nascimento de S.João Baptista.  João Baptista foi enviado por Deus para anunciar os caminhos de Jesus.

O profeta é um instrumento simples, limitado e frágil, através de quem Deus age no mundo. O profeta é alguém chamado a testemunhar Deus no meio dos homens, mesmo quando os homens preferem ignorar Deus. João Baptista, o profeta, assumiu plenamente a missão de testemunhar Deus: convocou os homens para o encontro com o Deus incarnado, convidou os homens a despirem o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, a violência, a ganância, e a preparar o coração para acolher a proposta de salvação que Deus veio fazer, em Jesus.

Esta definição de “profeta” leva-me a pensar que nós, católicos, temos por missão ser profetas. Não precisamos de grandes feitos ou milagres ou sapiência. Basta sermos seres frágeis e simples e deixarmos que Deus aja através de nós. O nosso exemplo de conduta de vida, a nossa alegria, o comportamento perante os outros,  a justiça no local de trabalho, a tolerância com os que são diferentes, o respeito pela vida, o conceito de família, tudo isto faz de nós “profetas” para um mundo novo e melhor. Temos de ter a coragem da diferença. Num mundo, numa sociedade em que os valores estão todos up-side-down, nós, profetas católicos, continuamos a marcar pela diferença. João Baptista andava meio nu, comia gafanhotos, falava de coisas, muitas vezes, incompreensíveis para a generalidade da população. Era sem dúvida diferente! Também Jesus, tantas vezes, chocou os seus conterrâneos e contemporâneos com comportamentos fora do comum. 

Nos dias de hoje, ser diferente é ser “freak”,  “neird”, “betinho”, etc…. e também é ser católico!!

Domingo, Se Fores à Missa …….   Sê Diferente!

MAF

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho.
Os seus vizinhos e parentes souberam
que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício
e congratularam-se com ela.
Oito dias depois,
vieram circuncidar o menino
e deram-lhe o nome do pai, Zacarias.
Mas a mãe interveio e disse:
«Não, Ele vai chamar-se João».
Disseram-lhe:
«Não há ninguém da tua família que tenha esse nome».
Perguntaram então ao pai, por meio de sinais,
como queria que o menino se chamasse.
O pai pediu uma tábua e escreveu:
«O seu nome é João».
Todos ficaram admirados.
Imediatamente se lhe abriu a boca
e se lhe soltou a língua e começou a falar,
bendizendo a Deus.
Todos os vizinhos se encheram de temor
e por toda a região montanhosa da Judeia
se divulgaram estes factos.
Quantos os ouviam contar
guardavam-nos em seu coração e diziam:
«Quem virá a ser este menino?»
Na verdade, a mão do Senhor estava com ele.
O menino ia crescendo
e o seu espírito fortalecia-se.
E foi habitar no deserto
até ao dia em que se manifestou a Israel.

sábado, 23 de junho de 2012

Pensamentos impensados


Relações em público
São cada vez mais os casais que em público se abraçam, se beijam, etc. 
Será isto relações públicas?

Ciência
Hipotálamo não é tão complicado como os médicos querem fazer crer.
Hipo-tálamo não passa da cama do cavalo.

Literatura
Júlio Dinis, como médico, não era mais natural ter escrito As Pílulas do Senhor Doutor?

Sonho da selecção de futebol
Tenho umas meias tão velhas, tão cheias de buracos, que vou deitá-las para o lixo. 
São meias finais.

Traduções MY WAY
Cake of we.
Bolo de noz.

SdB (I)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Friday is a great day to fall in love


“Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá tudo bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.” Miguel Esteves Cardoso

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