Mostrar mensagens com a etiqueta António Variações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António Variações. Mostrar todas as mensagens

22 julho 2014

Duas Últimas

Porque temos bons amigos, passei o último fim-de-semana com parte da família – infelizmente torna-se já muito difícil juntá-la toda -  num sitio francamente recomendável para o restabelecimento da alma e do corpo.

Praia soberba com um belo mar, vistas amplas, pouca gente em terra e à beira mar, tempo quente qb, casa bem agradável nos interiores e exteriores, com localização privilegiada.

A família também gostou, especialmente a minha mulher, com o contributo suplementar de se ter criado não muito longe dali. Suponho que inovadoras ideias virão por aí em matéria de novos percursos de lazer e férias….

A respeito de percursos, deixo-vos com António Variações, no seu caminho da aldeia para a cidade, em mais uma grande letra de uma das suas músicas menos tocadas.

Teve uma carreira curta, mas marcante. Morreu com 39 anos, há 30 anos. Faria 70 anos em Dezembro próximo.

Espero que a escolha seja do vosso agrado!


fq

20 maio 2014

Duas Últimas

Tenho verificado pessoalmente, sem grande surpresa face ao que vou ouvindo e observando por aí, mas mesmo assim com alguma impaciência e pouco humor, que o avanço na idade não tem tido grande correspondência na qualidade do sono, antes pelo contrário.

Acontecem, às vezes com periodicidade demasiado curta, noites agitadas e longas, em que a entrada da claridade matinal pelas frinchas da janela demora tanto tempo que começamos a descrer da chegada da madrugada seguinte. E não há um galo para nos animar….

Nessas noites intermináveis, de minutos que parecem horas e de horas eternas, lá estamos nós acordados, ou a chorar os nossos pecados, como já hoje li por aqui, ou a rebobinar filmes normalmente negros e pessimistas, ou a transformar pequenas questões em grandes problemas universais, ou (last but not least) a estragar o sono de quem tem o azar de connosco compartilhar espaços exíguos.

Será que é a cabeça que não tem juízo? Não alcanço, no que me diz respeito, mas somos maus juízes em causa própria. E com hábitos tantas vezes teimosos e pouco salutares.

Dar um bom passeio a pé depois de jantar. Nunca ver o Belenenses depois das 19h. Deixar o PC no escritório e a televisão no off. Deixar-se ir no embalo de uma boa música. Conversar, arranjar mais tempo para os outros. São alguns exemplos de panaceias que tento incrementar. A bem de uma “noite sossegada”, como diria a minha avó.


A seguir, lembro duas versões de uma boa música, de uma excelente letra de um grande autor.

fq




26 julho 2011

Duas últimas


António Variações, nome artístico de António J. Rodrigues Ribeiro, minhoto de Amares que veio para Lisboa com somente 12 anos, é alguém que continuo a ouvir com vontade e prazer, passados mais de 25 anos sobre a sua morte. Era ainda pouco ou nada conhecido, em meados da década de 80, e já eu e um dos meus irmãos o procurávamos com avidez e persistência na telefonia e nos singles. A brincar, talvez porque, antes de ser barbeiro (cabeleireiro, como agora se diz) foi sacristão na Charneca da Caparica, uma terra situada perto daquela onde vivíamos!

Tendo estado presente hoje numa auditoria da Qualidade – área, entre outras, em que o dono deste estabelecimento é um barra – não posso deixar de fazer o paralelo com a qualidade de Variações como compositor e autor. Tendo morrido muito cedo, com 39 anos, deixou uma obra curta e diversificada, que influenciou de forma marcante a música portuguesa. Canções suas nunca editadas vieram largos anos depois da sua morte a ser interpretadas por nomes importantes da nossa música, como Manuela Azevedo ou Camané.

A arrepiante letra do tema que escolhi fala por si. A liberdade, a excentricidade, a solidão, a dificuldade em se perceber a si próprio, são traços de uma personalidade marcante, diferente e, atrevo-me a dizer, com laivos de genialidade. Como li a alguém já não sei onde, esta música e esta letra são um autêntico “hino a todos os desalinhados deste mundo”. Não me considerando um “desalinhado” e não subscrevendo algumas das opções de vida de A. Variações, não posso concordar mais. 


Espero que gostem!

fq


Acerca de mim

Arquivo do blogue