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22 dezembro 2008

Parede 7

Madonna del Magnificat - ( Sandro Botticelli 1480-1481)

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre.

[do Evangelho de hoje]

Para os meus queridos Amigos da Parede 7, com quem partilhei tantas e tantas vezes este Magnificat, aqui ficam os votos de um Santo Natal e de um Bom Ano de 2009. Que as crises que atacam alguns elementos sejam factor de crescimento e de confiança nas capacidades de cada um.

JdB

15 agosto 2008

Para a Parede 7

Que me perdoem os que me lêem e são ateus, agnósticos, budistas, hindús, muçulmanos ou outras confissões religiosas que não as cristãs, mas, sobretudo, as marianas. O dia de hoje está voltado para o beatério (e quem me conhece sabe o significado desta palavra).
Durante alguns anos tive o gosto de pertencer a um movimento católico mundial, chamado Equipas de Nossa Senhora. Não faz sentido explicar, aqui neste blogue, em que consiste este movimento. Mas faz sentido dizer, com uma enorme satisfação (pouco altruísta, diga-se...), que recebi muito mais do que dei. Fui militante numa dada altura mais complicada da minha vida e, não só as rotinas próprias da Equipa, como também, e sobretudo, as amizades que criei e / ou desenvolvi, foram garante de uma certa estabilidade no domínio da Fé.
A Parede 7 (assim se chamava a equipa) era e é um grupo extraordinário, composto por gente com vidas mais fáceis ou mais difíceis, mas com uma disponibilidade por igual. Fazem parte daqueles meus amigos que estão sempre presentes, nunca disfarçam um olhar, abrem um sorriso quando é necessário, mesmo que o seu dia-a-dia seja sofrido, custoso, ou mesmo ingrato. Acabei por sair devido a circunstâncias próprias da minha vida, mas guardo na memória todos os momentos.
Este meu post de hoje é-lhes dedicado por inteiro. Sei que alguns estarão a banhos, outros gozarão o feriado. Haja uma alma caridosa que os informe desta minha romagem de saudade.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva,
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre.
(Magnificat, do Evangelho de hoje)

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