EVANGELHO – Mt 10,37-42
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há-de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo. E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”.
O evangelho do dia fala de escolhas e de recompensas. Fala de radicalidade. Ao contrário do que se possa pensar numa primeira leitura mais apressada, não nos diz para abandonarmos a família para seguir Cristo, mas incita-nos: que os nossos vários confortos nos não impeçam de O seguir e de servir em Seu nome.
O filme abaixo fala de campos de férias. Muitos dos jovens monitores têm vidas relativamente folgadas, com poucas ou nenhumas dificuldades. Todos - ou a grande maioria - poderiam passar as férias de Verão na praia, no campo, a viajar, entretendo-se com aquilo que é normal na sua faixa etária, descansando de um ano de estudos ou de trabalho. No fundo, ser igual a tantos, quase todos, outros.
No entanto - e apesar do apelo da espreguiçadeira estival - optaram por investir algum do seu tempo num campo de férias com gente desfavorecida do concelho de Cascais. Qual o objectivo? Ajudar, com todas as limitações, ao crescimento saudável destes miúdos, proporcionando-lhes um tempo de lazer pedagógico que constitua um desafio. Mas, também, mostrar-lhes Cristo - não o Cristo vago, esotérico, distante e incompreensível para quem é educado numa subsistência que proporciona pouca espiritualidade, mas o Cristo próximo, presente, desinstalador, que faz de cada um de nós pessoas melhores e inteiras - santos do quotidiano.
À sua maneira, estes jovens monitores (como muitos outros, por esse país, motivados por um espírito cristão) seguiram o desafio de Jesus: amaram-nO mais do que ao conforto do Verão; preferiram este serviço à cerveja na esplanada; escolheram os que mais precisam em detrimento de noitadas alegres.
Há quem diga que o voluntariado tem uma dimensão egoísta, porque o que se recebe é superior ao que se dá. E, de facto, estes voluntários recebem muito, porque encher a alma pode ser quase tudo. Até a recompensa de que fala o evangelho.
Bom Domingo para todos.
JdB