Mostrar mensagens com a etiqueta Quarteto em Cy. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quarteto em Cy. Mostrar todas as mensagens

11 agosto 2017

Duas últimas

Conheci a música "No rancho fundo" quando fui ao Brasil pela primeira vez, penso que em 1975, pese embora a música ser mais antiga. Naquela viagem trouxe uma cassette (ainda alguém se lembra do tempo das cassettes?) com músicas de Ary Barroso, um brasileiro responsável por inúmeros sucessos, nomeadamente Aquarela do Brasil.  Desta cassette que me acompanhou durante algum tempo fixei este "No rancho fundo", integrado num medley interpretado pelo Quarteto em Cy. 

Ontem, em casa da minha filha, ela perguntou-me se eu conhecia a música, e apresentou-ma cantada pelo António Zambujo e Miguel Araújo. Gostei muito da versão, mas na minha memória estava a do quarteto brasileiro. Ontem ainda, ao pesquisar os youtubes para aqui postar, encontrei a versão que, dizem alguns internautas, é a melhor: Chitãozinho e Xororó - e só o nome é um tratado a merecer atenção. 

Deixo-vos com as três versões, embora a do Quarteto em Cy - que recomendo muito - integre apenas umas quadras, seguindo para outras músicas que vale a pena ouvir também. 

JdB  

Nota: nunca tinha ouvido a música toda, porque a versão do Quarteto em Cy tem apenas, como referi, uma pequena parte. Há quem ache que a letra fala de uma relação gay. Não sei, acho audacioso dizê-lo só pela escuta dos versos. Talvez haja pela net uma interpretação oficial. Não me interessou.






  

08 maio 2012

Duas últimas

Tomei conhecimento do Quarteto em Cy quando estive no Brasil no ano do verão quente. Tinha comprado uma cassette (sim, sim, o tempo era dessas modernices) com músicas do Ary Barroso e elas interpretavam No rancho fundo (parece-me) com uma limpidez de voz que me encantou. Infelizmente não encontrei esse vídeo na Internet.

Eu tinha 17 anos e começava a viajar sozinho, embora tivesse guarida amiga no destino. Atravessar o atlântico num Boeing 747 (TAP) - e em primeira classe - é uma experiência que devia estar vedada a jovens imberbes como eu. Não apreciei metade do que me foi dado experimentar: aviões bastante vazios, uma farpela melhor que se punha para voar, um atendimento de cinco estrelas, vinhos das melhores proveniências (escolhi cerveja para o jantar e estou convencido que a hospedeira se revolveu de nojo contido), queijos que nos eram disponibilizados em tabuleiros, como se estivéssemos num restaurante. Em turística tudo era bastante pior mas, mesmo assim, havia guardanapos de pano, ementas de papel para se escolher entre carne e peixe, um nível de serviço dificilmente comparável noutras companhias aéreas. Luxos que, tal como os 13º e 14º meses para a função pública, não voltarão mais, porque viajar é um desporto de massas, e esse conceito é incompatível, a um certo nível, com pormenores de sofisticação.

Não vale a pena descrever a beleza do Rio de Janeiro. Todos conhecemos, quer de lá ter estado, quer de fotografias. Mas nessa altura a cidade era bem menos perigosa do que será agora. Na praia as roupas ficavam na areia enquanto tomávamos banho, porque lá estariam quando regressássemos; bebíamos chá mate fresquinho, estendidos ao sol do Leblon; comíamos sandes de ovo na lanchonette Bob's ao fim da tarde; à noite saíamos e regressávamos de autocarro, sem problemas de maior. Dessas minhas duas idas guardo gratas recordações. Voltei lá com a família, quase 30 anos depois, para reforçar o sentimento: em termos de beleza natural, dificilmente se bate a Cidade Maravilhosa.

Deixo-vos com o Quarteto em Cy. Quem está em climas mais outono/invernosos poderá sentir uma ligeira e alegre primavera interior. Quem está em terras de clima mais ameno (e há quem esteja, com certeza) sorrirá de comodismo egoísta, porque há o mar, as amplitudes térmicas reduzidas, o calorzinho que convida à manga curta...

Façam o favor de ser felizes.

JdB      



Acerca de mim

Arquivo do blogue