segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Duas Últimas

Tomei contacto com os letristas de fado com mais atenção e pormenor aquando da preparação da minha tese de mestrado. Li o que se escrevia até ao advento da censura, em 1925, li o que passou a escrever-se quando Amália Rodrigues lançou o álbum Busto, em 1967. Entre uma data e outra aquilo que Daniel Gouveia e Francisco Mendes chamaram a idade de ouro dos letristas. Em três sextilhas ou numa quadra glosada em décimas há uma história que se conta, um destino que se canta. Quem compunha tudo isto era gente pouco letrada, marinheiros, motoristas de praça, presidiários, empregados de escritório.

Deixo-vos com a Casa da Mariquinhas, do novo álbum de Camané que canta Marceneiro. Independentemente de se gostar do fadista, tomem atenção à letra, a alguns pormenores, a algumas preciosidades, como a expressão "quadros de gosto magano". Eram grandes poetas, digam lá o que disserem...

JdB

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