sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Admirável mundo novo

Ao contrário do que dizia o título do livro de Aldous Huxley, o mundo novo tem pouco de admirável: leio que na Islândia já quase não nascem crianças com síndrome de Down, porque as mães grávidas abortam logo que sabem o diagnóstico; a mudança de sexo para jovens com 16 anos está ao virar da esquina; um dia não se deixarão viver (é para isso que serve o aborto) as crianças que degenerem em gordos, ou os que tenham propensão para diabetes ou outras doenças crónicas. Depois não quereremos os muito altos, ou os muito baixos. Os gordos serão os primeiros a serem abatidos, porque há a estética, os custos para a saúde, etc. Depois havemos de poder escolher os loiros, ou morenos, ou uma família de gente de Angola, porque tem acesso ao dinheiro, só terá filhos ruivos, porque foram invadidos por um fetiche qualquer. 

O mundo novo não é admirável, de facto. Mas há bolsas, pequenas aldeias de gauleses que lutam contra os romanos que querem que rapazes e raparigas sejam iguais mesmo não sendo; que querem promover o aborto, mais do que já está, porque as mulheres são donas do seu corpo. Porque não gostam da obesidade que é prejudicial ao SNS... Os videos abaixo foram-me "apresentados" pela crónica da Laurinda Alves esta semana no Observador. Fala de duas raparigas que, filhas de outros pais e vivendo noutro país, não existiriam, porque não nasceriam. Mas tornaram-se naquilo que mostra o video.

Em cima, o original. em baixo, a adaptação para uma realidade portuguesa. O admirável mundo novo é isto.

JdB




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