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quarta-feira, 18 de abril de 2018

O Sagrado e o Profano (ou crónica de um peregrino no Alentejo II)



As fotografias acima são da Igreja de Santa Maria Madalena, em Olivença. Curiosamente, o côr-de-rosa, mais dominante na fotografia de baixo, é quase uma ilusão de óptica, pois o tecto está pintado de branco. A tonalidade deriva do facto da luz atravessar um vitral em tons de azul e amarelo.

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O restaurante: Adega do Cachete, em S. Pedro do Corval (Reguengos). Falamos de uma sopa de cação, perfumada com poejos e coentros, e uns secretos de porco que se desfaziam na boca, acompanhados de um esparregado pecaminoso. Antes vieram uns torresmos, sobre os quais não há vocabulário...

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O sagrado e o profano, nesta peregrinação por terras de Reguengos.

JdB

terça-feira, 17 de abril de 2018

Crónica de um peregrino no Alentejo



Estou em Monsaraz. Podia falar dos pezinhos de coentrada que provei e cuja consistência me suscitou desinteresse; podia falar do vinho, do bom tempo, do fim de tarde glorioso, da antevisão de uma ida a Olivença, aquele enclave luso em terras castelhanas. Mas o que fixo é isto: o silêncio, a lonjura, o infinito, um ou outro regresso a uma adolescência feliz, a calma. Acima de tudo o silêncio, esse bem escasso nas sociedades modernas. 




Alentejo


A luz que te ilumina,

Terra da cor dos olhos de quem olha!

A paz que se adivinha

Na tua solidão

Que nenhuma mesquinha

Condição

Pode compreender e povoar!

O mistério da tua imensidão

Onde o tempo caminha

Sem chegar!...   

   

Miguel Torga, 1974, in "Antologia Poética"





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