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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Duas Últimas

O Mundo que conhecemos está cada vez menos recomendável, só que não sendo (ainda) possível emigrar para outro planeta, há que aguentar.

Aqui no nosso cantinho até que não nos pudemos queixar muito. Enquanto não nos mandarem a conta e os turistas aparecerem, vamos mantendo uma aparência menos mal.

Muito pior sorte têm outros. Não vale a pena enumerá-los, estão por todo o lado: África, Américas Central e do Sul, Médio Oriente, Indochina....Muitos milhões de almas.

Diariamente episódios horríveis, morte e sofrimento de gente e mais gente indefesa, perante a crescente indiferença geral. Pessoas que se preocupam, como o Papa, são completamente ignoradas, em sociedades em que Deus é recusado ou a religião é arma de arremesso contra outros.

Para ajudar, emergem em posições chave personalidades como Trump. A barbárie que ontem sucedeu em Gaza é um bom exemplo, e consequência, do que não pode ser feito. Ferindo sempre os que são social e economicamente mais fracos e vulneráveis, aqueles que não têm presente e que, vistas as coisas com frieza, dificilmente terão algum futuro. Infelizmente.

Por mais que a propaganda dominante nos queira fazer crer o contrário. Porque a culpa é sem dúvida de muitos, mas é sobretudo daqueles que, podendo fazer alguma coisa pelos outros, preferem invariavelmente assobiar para o lado.

Deixo-vos com uma música alegre, bem precisa, de um autor que tenho apreciado.

Espero que também gostem.

fq


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Duas Últimas

Falo-vos hoje de um tema futebolístico que não tenho dúvidas de que incomodará pouca gente, ou não fosse mais de 90% da população portuguesa adepta dos chamados 3 "grandes" (cá, porque lá fora não passam de remediados...).

Na altura em que começa mais um campeonato, com 3 jornadas decorridas, aí estão eles já bem à frente de mais uma corrida que se adivinha desinteressante e viciada como as anteriores, resfolegando quais cavalos na fúria da carreira, na passada aplicando grandes cabazadas aos desgraçados que se lhes atravessam no caminho. Para mais estando estes carregados de jogadores emprestados pelos 3, contra os quais não podem jogar.

Tomar medidas que minorem as diferenças e as brutais desigualdades orçamentais entre esses mauzões e os outros, desde logo através da limitação dos jogadores que cada clube pode inscrever e da centralização dos direitos televisivos e sua posterior distribuição de forma equitativa, como fez a Inglaterra, são coisas que não ocorrem às entidades que gerem o nosso futebol. Ou, se por acaso ocorrem, logo dela desistem, que o respeitinho é coisa muito bonita.

Tudo isto é tolerado quase sem um pio. Os 3 gerem a coisa a seu bel-prazer. Como dizia um treinador, "em Portugal há 6 clubes, os 3 grandes e os 3 que cada semana jogam contra eles". Mas terá de ser sempre assim, e cada vez pior? Eu, se mandasse num dos outros, passava a mensagem de que ou as coisas mudam, ou não há disponibilidade para participar neste circuito viciado. Sem eles/outros, não há circo. Que joguem então os 3 galifões sozinhos entre eles, num mini campeonato a vinte voltas, ou que vão para Espanha apanhar de nuestros hermanos, no campeonato da "Ibéria" que se prefigura após a falência do nosso.

Espero que apreciem a música.

fq

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