sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

the night has opened my eyes (or winter in america)

é sempre assim sempre assim sempre assim
dizia o rapaz no banco de jardim
lá em tulsa, nos states.

é sempre assim sempre assim sempre assim
dizia a white-trash-radio do nosso carro negro,
enquanto atravessávamos o novo méxico.

é sempre assim sempre assim sempre assim
dizia o oráculo de jornal, zoroastro de meia-tigela,
enquanto beberricávamos café queimado
e uns quantos ovos tristes com bacon.

que diabo, praguejava eu com o circunstancial taberneiro,
que diabo, atirava eu aos desvalidos companheiros de balcão.
que diabo, disparava eu, por entre dentes meio desfeitos,
aos meus próprios fantasmas.

é sempre a mesma coisa,
em tulsa, em tucson,
nos midlakes, em michigan,
em boston ou cincinnati.
é sempre a mesma coisa, pal.

apenas mais velhos,
o que, cá entre mim e a patroa,
faz a sua diferença, convenhamos.

mais velhos,
trôpegos na escuridão da noite,
tacteando restos de afecto
que de resto não há.
que nunca houve, hombre.

que diabo de espectáculo triste!
- vociferou então o rapaz,
do alto do seu garbo juvenil.

- cá chegarás,
rosnei-lhe num silvo grave,
afiando a língua como se faca.
- cá chegarás..

mais velhos,
rodeados de noite e de abutres.

mais velhos.
até ao pontual ponto final.

(whatever, buddy, whatever.)


gi.

1 comentário:

marialemos disse...

Gi,
Gostei das suas palavras...ainda que tristes.
Respondo com PN


Il meurt lentement celui qui ne voyage pas,
celui qui ne lit pas,
celui qui n'écoute pas de musique,
celui qui ne sait pas trouvergrâce à ses yeux.
Il meurt lentementcelui qui détruit son amour-propre,
celui qui ne se laisse jamais aider.
Il meurt lentementcelui qui devient esclave de l'habitude
refaisant tous les jours les mêmes chemins,
celui qui ne change jamais de repère,
Ne se risque jamais à changer la couleurde ses vêtements
Ou qui ne parle jamais à un inconnu
Il meurt lentementcelui qui évite la passionet son tourbillon d'émotions
celles qui redonnent la lumière dans les yeux
et réparent les coeurs blessés
Il meurt lentement
celui qui ne change pas de cap
lorsqu'il est malheureux au travail ou en amour,
celui qui ne prend pas de risques pour réaliser ses rêves,
celui qui, pas une seule fois dans sa vie,n'a fui les conseils sensés.
Vis maintenant!
Risque-toi aujourd'hui!
Agis tout de suite!
Ne te laisse pas mourir lentement!
Ne te prive pas d'être heureux!
Pablo Neruda

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