terça-feira, 18 de abril de 2017

Duas Últimas

Vivo no centro de Lisboa, perto de alguns dos sítios de eleição dos turistas que nos visitam em número crescente. Ocupam tudo, praças, cafés, lojas, ruas, restaurantes, igrejas, o desgraçado do "28" que não foi feita para tamanho movimento. E levantam-se cedo...

Como não "trabalho" entre o Camões e a Graça, fito nas carteiras ou nos bolsos bem ali à mão, nem fui eleito para cargo político que me obrigue a estar agradecido pelo decisivo contributo que sem dúvida dão para a redução dos défices, não descortino benefícios diretos de toda essa gente. Indirectos, seguramente, já hoje...

Esta Páscoa a invasão foi sobretudo de espanhóis. Parentes próximos meus que estiveram no Porto viram e ouviram o mesmo: "nuestros hermanos" por toda a parte, e não só galegos. Muito espanholito para escutar, mais tarde aturar, finalmente obedecer. Pois não mandam já em parte substancial desta dependência? (ou como há muitas maneiras de matar moscas). Falo contra mim, que os tenho como sócios ou depositários das minhas aliás parcas poupanças.

Veio-me então à memória a Ala dos Namorados, sabe-se lá por quê. Aquela ala posicionada na esquerda, formada por "moços valorosos", gente maioritariamente bem nova que em Aljubarrota contribuiu de forma relevante para um feito central da nossa História. Às vezes temos de falar mais alto, tarefa aliás difícil, não vão pensar que só nós revemos no CR7!

Deixo-vos com a Ala dos nossos dias, mais dada a acordes musicais. Que arrancou na sequência da dissolução dos Trovante, em 1991. Recriando aqui, a meu ver muito bem, uma música mais antiga, dos anos 60/70 do século passado, com letra provocadora (original da Filarmónica Fraude).

Espero que apreciem e que me desculpem qualquer melindre.

fq

1 comentário:

Anónimo disse...


Obrigada pelo post.

Ala dos Namorados, expressão que não via há tanto tempo! De facto éramos obrigados, eu e os meus irmãos, a ler a história de Portugal, em pequenos livros fáceis de manusear, especialmente Descobrimentos e vitórias várias.Assim a Ala dos Namorados... Conhecer os tempos em que Portugal foi um player na História, foi importante e determinante para nós.

Quanto aos turistas, parece-me que, e na minha humilde opinião, seria útil posicionar o marketing da industria do turismo tendo como segmento- alvo, e preferencialmente, os mais diferenciados economicamente.
Os ganhos seriam semelhantes e o ‘desgaste’ dos destinos, nos quais incluo os residentes, parte-interessada tão importante, menos graves.
Dá mais trabalho uma estratégia deste tipo mas ganhar-se-ia muito, como aliás comprovam estudos já feitos.

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