segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Poemas dos dias que correm

Silêncio, Nostalgia...

Silêncio, nostalgia...
Hora morta, desfolhada,
sem dor, sem alegria,
pelo tempo abandonada.

Luz de Outono, fria, fria...
Hora inútil e sombria
de abandono.
Não sei se é tédio, sono,
silêncio ou nostalgia.

Interminável dia
de indizíveis cansaços,
de funda melancolia.
Sem rumo para os meus passos,
para que servem meus braços,
nesta hora fria, fria?


Fernanda de Castro, in "Trinta e Nove Poemas"

2 comentários:

Anónimo disse...

Nandinha, filha...
inspira fundo...de novo...abre a janela e olha lá para fora, para as árvores, (...) para o céu, para as estrelas,...
agradece poderes ver essas árvores, esse céu, essas estrelas...sentires o ar frio da noite...poderes dar um abraço...não queimes o tempo com esses cansaços...
amanhã é um novo dia, mas ele já começa hoje, nesta hora fria!


sorri, piquena

DaLheGas disse...

ahhh já sei quem vai fazer as minhas férias!

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