quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Diário de uma astróloga – [60] – 11 de Setembro de 2013


9 -11 Revisitado

8:50 - “Liga a televisão, passa-se qualquer coisa em Nova Iorque” – gritou o meu marido do quarto onde estava com a rádio ligada. O seu tom de voz fez com que eu, na cozinha, largasse o meu café e imediatamente acendesse a televisão.

9:03 – Vimos em directo o segundo avião entrar pela torre Sul. Não tive dúvidas de que se tratava de um ataque e não de um possível acidente, como noticiavam as cadeias de televisão.

9:40 - Outro avião embateu no Pentágono a poucos km do centro de Washington (onde vivíamos). As sirenes dos bombeiros e da polícia foram uma constante durante o resto do dia.

10:00 – A Torre Norte desmorona-se enquanto estava ao telefone com minha filha que trabalhava no Upper East Side de Nova Iorque.

10:28 – A Torre Sul desmorona-se. Minutos depois o pó assenta, eu e milhões de pessoas que nesse momento já estavam pregadas à televisão, percebem que as Twin Towers desapareceram para sempre. Milhares pessoas morreram enquanto olhávamos perplexos, atónitos, abismados.

12:41 – A CNN informa que Osama bin Laden é o possível responsável por estes actos de terrorismo.


O mundo astrológico sabia que a oposição entre os dois pesos pesados do zodíaco - Saturno e Plutão – estava activo desde agosto. Especulava-se sobre o que poderia acontecer nos EUA, uma vez que era directamente atingido: a oposição coincidia com o eixo Ascendente / Descendente de mapa astral da independência dos EUA.


Como astróloga sabia o que se passava nos céus, mas senti um choque horrível....  a astrologia funciona. Naquele momento,  gostaria que não funcionasse. Mais tarde pensei nas palavras de Carl Jung : "Compreender não cura o mal, mas é uma ajuda definitiva, na medida em que se pode lidar com uma escuridão compreensível. "

As energias eram de facto muito negras:
Plutão é o mais potente de todos os arquétipos planetários, representa a transformação, o processo de morte e renascimento, da destruição e regeneração. Usamos palavras como intenso, violento, secreto, poderoso, demoníaco, cruel para caracterizar Plutão.

Saturno representa estrutura, disciplina, o princípio da limitação, ordem, controle, organização, determinação. Tradição, status quo, o governo, a ordem estabelecida, também fazem parte desta arquétipo baseado no real e no concreto.

A oposição é um ângulo de 180 graus entre dois planetas e representa a polarização máxima de energias, como adversários que se enfrentam. As oposições prévias entre Saturno e Plutão indicam a sua importância nos acontecimentos mundiais:

• fevereiro-dezembro de 1931 - Grande Depressão, a deterioração das condições no mundo que deu origem ao movimento nazi.
• abril 1965 - fevereiro 1966 - revoltas raciais e  escalada da Guerra do Vietname, nos EUA. Guerra dos 6 dias entre Israel e as nações árabes.

Tendo em conta os signos de Sagitário e Gémeos o simbolismo aumenta. Sagitário está associado à busca da verdade, à justiça, à religião organizada, viagens, países estrangeiros. Gémeos refere-se à aprendizagem, comunicação, movimento, irmãos e irmãs e, obviamente, gémeos.

A tradução do que estava escrito nos céus era aterrorizantemente verdadeira: Plutão em Sagitário oposto de Saturno em Gémeos = Terroristas (Plutão) religiosos e estrangeiros (Sagitário) contra as Torres (estruturas / Saturno) Gémeas.



Muitos outros pensamentos se aplicam a este simbolismo astrológico. Convido a ler um texto longo, escrito em 21 setembro de 2001, pelo filósofo Richard Tarnas: 

http://www.gaiamind.org/WTCNotes.html

Os símbolos planetários estavam por toda parte: Os Taliban assumiram o poder quando Plutão entrou em Sagitário, as torres gémeas estavam a celebrar o retorno de Saturno e o Pentágono o segundo retorno de Saturno. Uma certa inocência que era a ordem estabelecida nos EUA (Saturno em Gémeos) morreu naquele dia pelas acções dos terroristas (Plutão em Sagitário).

E o que fez o mundo? Aumentou a polarização, envolveu-se em guerras e ficou na dinâmica nós (os bons) contra vocês (os maus).

A energia de Plutão pode ser positiva na fase de regeneração, mas só podemos apreciá-la se confrontarmos nosso próprio lado sombra. Será que somos realmente os bons? Onde está o nosso sentido de justiça em relação à pobreza, à desigualdade, à fome, a Darfur, ao Ruanda?

Doze anos mais tarde, Saturno e Plutão ainda estão em órbita nos céus. Mudaram de signos, Plutão está agora em Capricórnio e Saturno em Escorpião, portanto, o aspecto entre eles mudou. Formam um ângulo de 60 graus - um sextil, que traz a oportunidade de acabar com a polarização. Em 21 de setembro de 2013 Saturno faz seu último sextil a Plutão, mas continuam numa recepção mútua (uma boa conversa amigável) até o final de 2015.

Será que nós ganhámos uma sabedoria colectiva adquirida com a experiência e o sofrimento de 11 de Setembro e das guerras subsequentes? Poderemos usar o actual sextil e recepção mútua para o Bem? Na véspera de mais um possível envolvimento (desta vez na Síria), que irá causar enormes sofrimentos tenho que aplaudir o Papa Francisco pelo apelo ao jejum e oração numa vigília pela paz na Praça de São Pedro. Pessoas de todo mundo, incluindo os muçulmanos de boa vontade de recitar o Corão, rezaram para que os governos (Saturno) desistissem de bombas e mísseis (Plutão) e transformassem o status quo da violência numa ordem pacífica.

Juntem as vossas intenções a esta expressão positiva de Plutão e Saturno.

Luiza Azancot

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