quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Crónicas de um mestrando tardio

A partir de 2ª feira é isto. Há o espanto, o horror, o pânico - e alguma determinação, que pode ser a coragem dos néscios.

JdB


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Filosofia para literatos [Prof. Miguel Tamen]
A filosofia não serve para se aplicar à literatura e os literatos não podem esperar grandes benefícios da adopção de posições filosóficas.  Existem no entanto livros, ensaios e artigos escritos por filósofos que, por terem sido compostos fora das preocupações estritas dos estudos literários, ajudam a clarificar algumas questões consideradas intratáveis, ou mal tratadas, por literatos.  O seminário consistirá na discussão de uma série de textos filosóficos escritos aproximadamente nos últimos cem anos.  Serão discutidos ensaios de Anscombe, Austin, Black, Bouwsma, Cavell, Davidson, Frege, Gadamer, Geach, Isenberg, Lear, MacIntyre, Nussbaum, Quine, Rorty, Ryle, G. Strawson, Vogler, e Williams.

Chaos and Order [Prof. John Jean]
The sciences and the humanities have been inextricably linked historically and these mutually interacting ways of knowing the world have profoundly influenced how we think of the natural world and humanity’s place in it.In this course we discuss the impact of three major scientific revolutions in the modern era – the Copernican Revolution of the 16th- 17th centuries, which radically altered how we think of and study the physical world, the Darwinian Revolution, which forced us to re-examine humanity’s place in the world, and the Einsteinian Revolution, which forever changed our understanding of space and time. Additionally, we will explore the emergence of the social sciences over the past 150 years with an eye towards their similarities and their differences with the natural sciences. In each case, emphasis will be placed not only on the scientific context of these shifts in worldview, but also on the historical and cultural/political contexts within which these shifts occurred.
Disjecta Membra (Famílias Artificiais) [Prof. Ana Almeida]
O frontispício de Leviathan de Thomas Hobbes representa famosamente um soberano como uma pessoa feita de outras pessoas. Esta imagem poderia ilustrar a declaração de Walt Whitman de que continha multidões. No seguimento destas formas de conceber o que somos, este seminário pretende explorar um modo de pensar sobre o que é uma pessoa para o qual Whitman e Hobbes são complementares. Segundo este modo, cada pessoa define-se em relação a uma família artificial, que equivale de certo modo ao que Whitman designa por ‘multidão’, e de que são membros possíveis figuras como Hobbes e Whitman. Testar-se-á então a plausibilidade de tomar o frontispício de Leviathan e a afirmação de Whitman como descrições literais sobre o que é uma pessoa, discutindo extensamente as consequências éticas e políticas da concepção de pessoa resultante e da noção de ‘família artificial’. As leituras seleccionadas incluem textos de Hobbes, Whitman, Carlyle, Campos, Allen, Putnam, Skinner, Berlin, Rawls, Empson e Taylor, entre outros.

2 comentários:

Anónimo disse...

Tenho a sincera convicção de que "és arrais para essa embarcação"!
Abr
fq

Anónimo disse...

Para além de estar com a maior inveja sua, acho que o primeiro e o terceiro seminário devem ser o máximo dos máximos! Parabéns, João, por ter entrado no mestrado (na sua área respectiva) mais exigente e conceituado de Portugal. Bjs. pcp

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