terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Caminho marítimo para a Índia (V)

Ir a Goa é, fatalmente, passar algum tempo na praia, mesmo que seja só para se dizer que se tomou banho em Goa... Foi o que fizemos ontem, na praia de Ashvem. É fantástico tomar banho na praia de Goa? É muito agradável, mas não mais do que isso: o mar é moderadamente calmo, a água moderadamente quente e moderadamente transparente. Há praias melhores do que Goa em Portugal? Sim, e muitas. 

O que cria, então, o fascínio pelas praias de Goa? Talvez um certo mito herdado dos primeiros hippies que para cá vieram; seguramente a vegetação envolvente, que dá um certo ar de exotismo; pelo menos na altura em que estamos, o facto de nunca estar cheia; o calor. Para terminar, talvez a barateza de tudo. Só para dar um exemplo, alugámos 4 cadeiras e toldos correspondentes e pagámos por tudo 400 rupias, algo que não chega a 7€; almoçámos com uma qualidade muito razoável num restaurante em cima da praia, e pagámos 10€ por refeição.

Goa é muito mais do que a praia, mesmo que a praia seja agradável. Mas Goa é a presença portuguesa, o Forte da Aguada, as casas com nomes de costa e pereira e botelho e dias. A rua chamada Conde de Redondo, o bairro chamado Penha de França. São as casas coloniais portuguesas estragadas do bairro das Fontainhas, as casas coloniais portuguesas bem conservadas do bairro do Altinho. Vir a Goa é vir a um Portugal diferente e por isso é que é tão fascinante. 

Vir à praia de Goa é um fait-divers, mesmo que se tenham tomado vários banhos bons.

JdB

PS: Como curiosidade, uma das lojas de praia é propriedade de Jade, uma das filhas de Mick Jaegger, que fotografei a almoçar ao nosso lado. Vale a pena vir a Goa vê-la? Nem por isso, embora pareça boa rapariga...









  

Sem comentários:

Acerca de mim

Arquivo do blogue