sexta-feira, 13 de novembro de 2009

on certain things

some things must be spoken
in order to better be silenced.

some things must be murdered
in order to become truly loveable.

some things are equal to some other things
in the very same way
as love and hate
are simply a question of
8 interchangeable letters.

some things shall remain silent
to better become alive
whilst
some other things shall remain in language
only to better be buried.

i murder speechless words,
i bury boneless bodies,
just for the sake
of feeling some love
nurtured
within hate.

that's my one and only faith.
much better than no faith at all.


gi

11 comentários:

Anónimo disse...

How nice, gi. Now you write in English as well. As a matter of fact, I am in London at the moment. How appropriate! Obrigada por mais um momento de poesia. pcp

Anónimo disse...

Como lhe disse, estou em Londres. E acabo de ir ao cinema ver um filme no qual me lembrei imenso de si. Chama-se Bright Star e e da Jane Campion. Sobre o Keats, poesia e amor romantico. Lindissimo, contemplativo, muito romantico, doce ... muito a sec. XIX! Nesse sentido estava muito bem feito. Um pouco chato por vezes, para meu gosto. Mas quando ele (Keats actor) falou que o poeta e aquele que sente o sol, a luz, o mar, a vida como fazendo parte integrante de si (como se ele proprio nao existisse, nao tivesse identidade a nao ser quando sentia e comunicava aquilo que era exterior, que por sua vez se tornava interior...), lembrei-me de si. Dont know why. Boa-noite. pcp

DaLheGas disse...

Sim, mas gi não se :) entusiasme agora

Anónimo disse...

hi there, pcp!
muito obrigado pelas suas palavras. improváveis, de facto. quem iria adivinhar a 'rima' entre um poema escrito em língua inglesa, a sua circunstância londrina e um filme sobre(?) keats? de facto, there are so much more things in heaven and earth than our vain philosophy dreams about - já dizia o grande william..
por acaso, não sou um grande (nem pequeno) conhecedor de john keats. quanto ao filme, penso que já ouvi falar.. o facto de ser ter lembrado de mim, não sei se a propósito ou a despropósito (c'mon he is a great poet; i am just a bit of dust), merece um sorriso, uma flor e a minha gratidão.
boa estadia e bom regresso.

quanto a si, DaLheGas, tell me, please: 'não me entusiasmo com quê..?' ;-).

flores, para uma e outra, desta feita em português,


gi.

Philip disse...

Hi gi, I wonder what inspired you to write in English? It makes a nice change for me, I do not need my dictionary, just my wretched sensibility. po

Anónimo disse...

hi, philip.
very good question. perhaps the fact that after my deep dive into the modern portuguese poetry, i've been more recently in close contact with some poets in their original language (charles bukowski, philip larkin, e.e. cummings, just to name a few of those enlightened and fragile gentlemen).
today i wrote another one also using english as a tool for trying to say what i mean - God knows how hard it can sometimes be, this kind of "heart shaped writing".
kindest regards,

gi.

DaLheGas disse...

Com a Língua inglesa, pois. Por mim, claro :)

Anónimo disse...

estimada DaLheGas:

não sei se vou poder atender ao seu pedido.. penso que já está na calha mais um pequeno exercício na língua de sua majestade ;-).

mas regressarei em breve à ditosa língua-pátria de vergílio ferreira, jorge de sena e outros que tais ;-).

flores,


gi.

Philip disse...

Ah, the tribulations of the poet. Wordsworth wrote: "We poets in our youth begin in gladness; But thereof comes in the end despondency and madness." And yet John Betjeman wrote: "Too many people in the modern world view poetry a a luxury, not a necessity like pterol. But to me it's the oil of life." po

Anónimo disse...

I think you are both poets, gi and po! One writes, the other one quotes... lovely! pcp.

DaLheGas disse...

está bem... mais um agora e outro lá para depois do Natal... Happy New Year, my dear... nesse género. beijas!

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