sábado, 7 de novembro de 2009

Sim, são os homens

Não. Não estou zangado com ninguém. Nem cansado dos homens, nem desesperançado deles. Não vim ver o mar, nem esquecer o mundo, sentir o silêncio ou carpir a solidão. Fazei o regabofe que quiserdes. Ri de mim, ri de todos, dai ouvidos a quem vos apetece. Se vos alegra a notícia de que tudo está perdido, dançai gaivotas, à vontade, essa canção.

Olhai atentamente para nós. Todos farinha do mesmo saco. Carne e osso, alma e coração, medo e ambição, tentando apanhar o melhor grão. Como vós, aves do céu. Como vós, gente com asas. Como vós, atraídos para um alvo. De peito aberto, acreditando. Picando o voo, caímos na emboscada, mergulhamos na tentação. É só isso, gaivotas. E então?

DaLheGas

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