terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Duas Últimas

Hoje tirei do baú das memórias uma música quase tão antiga como eu, interpretada (entre outros) por Barry McGuire, um americano de Oklahoma que não teve carreira de grande notoriedade.

Trata-se, é bem de ver, de uma canção de protesto nascida nos anos 60 do século passado, nos tempos em que a guerra do Vietname atingia o seu auge. As imagens do vídeo são fortes, podendo ferir mentes mais susceptíveis.

Sabemos bem que o tema tratado se mantém actual. A situação terá até piorado, ou tenderá para isso. Exemplos não faltam, infelizmente.

Sem querer entrar em moralismos fáceis, direi apenas que, apesar do uso e abuso que se faz de Deus, invocando-o para procurar justificar o que é as mais das vezes injustificável, o facto é que a sua ausência é causa das maiores desgraças para o homem. Veja-se o que no século passado sucedeu com o comunismo ou o nazismo, que o negavam.

Agora temos a Europa em negação cada vez mais acentuada e violenta de Deus. Arrepender-se-á talvez um dia, espero que não tarde de mais. É minha convicção que quem nega as raízes e o passado que determinaram uma civilização dificilmente terá futuro melhor do que ser serventuário de terceiros mais convictos, que naturalmente irão preenchendo as lacunas.

Quanto à música, oxalá apreciem o género.


fq

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