As melhores viagens são, por vezes, aquelas em que partimos ontem e regressamos muitos anos antes
11 setembro 2012
Músicas dos dias que correm
03 setembro 2012
Músicas dos dias que correm
Sou grande fã da Adele. E deste vídeo muito em particular. Porque tudo nele é profundamente bonito. Do look so 60's da intérprete à sua voz modulada e quente, do maravilhoso cenário do Royal Albert Hall aos vários planos no decurso da homenagem à Amy Winehouse (uma das suas músicas preferidas, como diz Adele), da qualidade do vídeo à descontracção da cantora (tão refrescante, tão total e completamente anti-star), da beleza e sentimento das letras (a primeira de Bonnie Raitt, a segunda de Bob Dylan) à emoção provocada na assistência... deve ter sido um grande, grande concerto. Gostava imenso de lá ter estado. Espero que gostem.
pcp
19 janeiro 2012
Fotografias dos dias que correm
09 janeiro 2012
Modas dos dias que correm...
03 janeiro 2012
Rei de Copas
30 junho 2011
Deixa-me rir...
Na ausência do nosso saudoso Philip – que a está hora já terá sido operado de urgência ao apêndice! - ficam uns excertos dum livro de caricaturas muito bem apanhado. Não sei se conhecem o Frederico Lourenço. Eu não o conhecia até o ter lido – por sugestão dum amigo – e nunca o tinha visto até ter sido entrevistado, há dois Domingos atrás, no programa Câmara Clara da Paula Moura Pinheiro. É um homem muito agradável, de voz serena e doce, dos seus 40 e tais, professor universitário em Coimbra e especialista na Grécia Antiga. Entre os vários livros que já publicou, aqui ficam alguns excertos de um intitulado “Caracteres” (Livros Cotovia).
Socorro-me do início do prefácio do livro para explicar a razão de ser deste nome: “Não seria exagero afirmar que, a seguir aos diálogos mais literariamente perfeitos de Platão (Protágoras e Banquete), a grande obra-prima da prosa grega é essa jóia que dá pelo nome de Caracteres. Foi composta no séc IV a.C. por Teofrasto, escritor natural da ilha de Lesbos, que se estabeleceria em Atenas para estudar com Platão e Aristóteles; consiste numa sequência de trinta caricaturas miniaturais em prosa, que delineiam, em poucas palavras, toda uma personalidade com traço certeiro, sarcástico e genialmente lacónico”.
Posto isto passo, passo à transcrição de algumas figuras escolhidas aleatoriamente duma obra com retratos “à portuguesa”, ou seja, retratos de figuras que se podem encontrar um pouco por todo o nosso Portugal. Espero que as reconheçam, não se incomodem com a mordacidade aguda e se riam!
O MONÁRQUICO DE ESQUERDA
O monárquico de esquerda não gosta de touradas e tem logo aí um doloroso problema de identidade. É pouco católico e pertence à Liga Anticinegética. É vegetariano e muito ligado ao mundo do teatro alternativo. Ainda não casou mas já tem dois filhos (Sancho e Duarte) de duas mulheres diferentes; uma, aliás, é uma brasa cabo-verdiana. É opositor de poses instituídas e, talvez por isso, nas últimas presidenciais votou em Manuel Alegre. Aos amigos que lhe perguntavam “então tu, um monárquico, vais votar nas presidenciais?”, respondia “é pá, é o dever cívico, estás a ver?”. À namorada que quis saber como é que ele se tornara monárquico, disse (um tanto acanhado) “é pá, era puto, era Natal; havia bolo rei, estás a ver?”
O PADRE SOCIAL
O padre social não se veste “à padre” e granjeia admiração entre a crítica feminina pelo acentuado bom gosto das suas gravatas (coisa típica, ao que se diz, de jesuíta). Sabe a que senhoras deve dar só um beijinho e sabe falar com grupos de jovens nas paróquias chiques com tal adequação à clientela que muitos dos jovens dão por si a tratá-lo por “tio” (e não por “senhor padre”). É esplêndido no aconselhamento a senhoras de uma certa idade e a fidalguinhas (…). Todos se deslumbram quando ele junta na mesma frase Mozart e Rui Veloso ou quando ostenta infindáveis conhecimentos futebolísticos. Defende as touradas dizendo que “é a única maneira digna de matar o animal” e franze o sobrolho se ouve comentários adversos sobre o General Pinochet. Não vê mal nenhum na associação entre dinheiro e religião, embora se mostre crítico relativamente ao BCP, já que, como jesuíta, não simpatiza com a O.D. Como qualquer pessoa tem os seus segredos. Desde que, bruscamente no Verão passado, teve um sonho em que era capelão militar( ….), fica toda a noite deitado na cama, de olhos abertos, com medo de adormecer.
O LATIFUNDIÁRIO ALENTEJANO
O latifundiário alentejano é simplesmente um português heterossexual que no seu íntimo não vê grande diferença entre uma mulher e uma galinha.
A PINTORA CHIQUE
A pintora chique tem sempre uma alcunha como Cucha, Lucha ou Gucha e vende todos os quadros, logo de uma assentada, na abertura das suas exposições. Nunca andou em Belas Artes, nem teve sequer uma aula de pintura. Um dia, depois de se maçar com o negócio de fazer tartes óptimas (sablées, apetitosíssimas), para vários restaurantes do Estoril, comprou telas, tintas, terebentina, óleo de linhaça … ah pois, também comprou, ao que parece, um jogo de pincéis. Tem um estilo francamente inapto, a que as pessoas finas do meio dela chamam naif. Há umas manchas coloridas nos seus quadros que representam flores; umas coisas rugosas que são conchas; muito, muito azul. “O mar”, exclamam todos. Houve até quem lhe chamasse a “pintora do azul”. Receosa de ficar conotada com temas azuláceos, pinta agora telas com enormes amontoados de coisas castanhas. “É a minha nova fase delabrée”.
Até à vista.
pcp24 março 2011
Deixa-me rir...
Espero que gostem tanto dela como eu.
Até à próxima!
PCP
10 março 2011
Deixa-me rir...
24 fevereiro 2011
Deixa-me rir...
10 fevereiro 2011
Deixa-me rir...
Randy Newman compõe para filmes (sobretudo) desde os anos 80: Ragtime (pelo qual recebeu um Óscar),Awakenings, The Natural, James and the Giant Peach, Meet the Parents, Meet the Fockers, Seabiscuit, Princess and the Frog e vários filmes da Disney (Toy Story, Toy Story 2, Monsters, Cars) são apenas alguns dos muitos filmes nos quais participou e pelos quais já foi nomeado para o Óscar de melhor banda sonora por 20 vezes! Por junto, ganhou um Óscar, 3 Emmys, 4 Grammys, pertence ao Songwriters Hall of Fame desde 2002 e foi considerado um Disney Legend no ano de 2007. Um curriculum impressionante, revelador duma criatividade, muito aplicada aos filmes, invulgar. Curiosamente, à semelhança de John Barry, artista convidado do PO na semana passada.
Espero que gostem.
27 janeiro 2011
Deixa-me rir...
A crise está aí. Em Portugal, na Europa, no Mundo (aparentemente não tanto no Médio Oriente, por razões mais ou menos óbvias). É um facto, é uma realidade que toda a gente comenta ad nauseum. Por isso, quando se bate no fundo dos fundos e não há forma de saltarmos para o País das Maravilhas, qual Alice aos trambolhões pelo poço escuro do desânimo, do desalento, da demagogia e do baixar dos braços, há que nos levantarmos por nós próprios, não esperando que ninguém nos venha salvar (nem o Estado, nem a conjuntura, nem Deus, nem o Pai, a Mãe ou o namorado…). Isto tudo a propósito de várias conversas que tenha tido com um amigo meu. Apaixonado por Portugal, pela nossa História, pelos nossos feitos e pela nossa Língua, revolta-se, diariamente, contra a nossa passividade, a nossa ignorância, a nossa falta de auto-estima. É estimulante, muito estimulante, debater ideias com ele. Dentre a catadupa de ideias que jorram, cada 5 segundos, de uma cabeça muito inteligente e altamente criativa, destaco uma que não é demasiado complicada e que pode funcionar como alavanca de vida para jovens à procura de emprego, quarentões desempregados ou, simplesmente, pessoas que procuram ganhar mais algum dinheiro e que se preocupam com o futuro do nosso país. Porque, a componente social, ou melhor, a criação de emprego, e consequentemente de riqueza, está na génese desta ideia…
Portugal não precisa de importar nada. Já temos tudo. Prada’s, Donna Karen’s, Corte Inglés, produtos de todo o género e para todo o tipo de bolsas e gostos. Não precisamos, nem devemos, continuar a trazer para Portugal marcas e produtos que são o último grito, a última moda do que existe lá fora, e que, quer queiramos quer não, acabam sempre por relegar para segundo plano a produção nacional (por causa desta mentalidade bem nossa, bem portuguesa, que o que vem do exterior é que é bom). Neste momento, na minha opinião, e não é só na minha (basta ler alguns jornais estrangeiros), ser austero, viver com pouco, regradamente, é que é cool, é que está a dar. Acabou-se (será?) a era do esbanjamento, do consumismo frenético, do novo-riquismo irracional. Por mim, acho lindamente. A minha experiência prolongada na Índia fez-me entender, e de que maneira, como podemos ser felizes com muito pouco. Lembro-me até de ficar meio zonza quando, pouco depois de regressar, entrava nos nossos supermercados e via marcas e marcas de iogurtes, de bolachas, corredores e corredores de prateleiras cheias de artigos para consumir…. Não sou anti-consumo, atenção. Gosto de comprar roupa, livros e discos, de ir ao teatro, ao cinema e de viajar. Mas tudo tem de ter a sua justa medida. E chegámos a um ponto que deu no que deu. A economia “partiu”, a corda foi esticada demais.
Mas estou a afastar-me do meu pensamento inicial. Criar riqueza tem de ser o nosso futuro. De nós Portugueses, entenda-se, os outros países saberão de si. Temos de pegar em ideias portuguesas, em produtos portugueses e, com a maior confiança em nós próprios e no que criamos, pormos estes produtos no estrangeiro. Dou exemplos. Alguém já pensou em exportar as ameixas de Elvas? Ou as queijadinhas de Sintra? Ou os nossos deliciosos doces regionais? Nunca vi palmiers do género do Careca em nenhum supermercado de Londres, por exemplo.... E o nosso fabuloso azeite? E os bordados nacionais? E as jóias, os móveis ou as roupas que pessoas que conhecemos, particularmente dotadas, fazem? Porque não? Certa vez tentei vender as jóias duma amiga minha ao José António Tenente. E ele ficou interessado em vê-las… e não me conhecia, nem à minha amiga… ou seja, basicamente, the sky is the limit. Cada vez mais acho que as barreiras que nos rodeiam, somos nós que as criamos. E isto aplica-se aos negócios, aos estudos e ao nosso desenvolvimento pessoal. Já pensaram que se podem reunir com presidentes de câmaras municipais e propor-lhes a revitalização de indústrias locais? Já pensaram em pegar nas tapeçarias de Portalegre, uma arte que está, ao que sei, cheia de problemas, e levá-las aos melhores decoradores de Londres ou Nova Iorque? Porque não?
Esta ideia tem uma enorme vantagem: os custos do negócio são mínimos, porque se baseiam na intermediação. Basta ter um bom produto, internet, email e um telefone. Saber inglês, ter boa apresentação e desenvoltura ajudam, evidentemente. Assim como algum dinheiro para se viajar na Easyjet (de 3ª a 4ª feira, de preferência) e visitar as feiras que se realizam em Londres, Paris, Amsterdão ou Florença para vermos o que de melhor se faz no mundo ou, preferencialmente, apresentarmos os nossos produtos, tentando preencher nichos de mercado vazios.
Nada é impossível! E tudo isto se pode fazer devagarinho, claro. Até pode ser conciliável com outros trabalhos. Basta acreditar num produto com o qual nos identifiquemos e conseguir colocá-lo no mercado certo. Como é que isto se faz?? Bom, quem é de marketing e da área comercial, saberá muito melhor do que eu…. mas o bom senso, dois dedos de testa, persistência e o estar preparado para ouvir uma série de nãos ajudam…
E porque de Portugal falamos, aqui deixo dois exemplos da melhor tradição coimbrã, cidade onde nasci e de que guardo maravilhosas recordações.
PCP
13 janeiro 2011
Luís
Luís era o ai-Jesus das meninas na universidade. Já o tinha sido no liceu, no colégio, até na primária… era assim. Habituara-se a isso, a ser um pouco o centro das atenções. Às vezes era cansativo, mas as mais das vezes até que era bom. Fazia bem ao ego … afinal, quem é que não gosta de ser amado e de ser o centro das atenções? pensava com os seus botões. Em parte não tinha “culpa” do sucesso que fazia: era alto, ombros largos, as feições muito correctas, um nariz aquilino, cheio de personalidade, e uns olhos azuis de cair para o lado. Sobretudo a expressão era muito bonita e verdadeira. Era fácil ver-se-lhe a alma reflectida naqueles lagos azul-piscina. Do tímido ao audaz, do profundo ao divertido, do inquieto ao sereno, tudo se lhe via estampado na limpidez dos olhos. E porque era bom de raiz, essa bondade saía-lhe dos olhos, da boca, das mãos, dos poros …. e atraía, irresistivelmente, raparigas e rapazes, velhos e novos, professores e colegas. A educação exímia que recebera também contribuíra para o seu sucesso. Assim como a sua cultura e o à-vontade de falar sobre qualquer assunto. Mas eram os olhos, o jeito muito seu de puxar o cabelo para trás e a sua graça natural, qb arreliadora mas cheia de bondade, que faziam derreter os corações do sexo oposto. Poucas ficavam imunes ao seu charme e por muito poucas ele se sentira verdadeiramente atraído. Aliás, era normalmente por aquelas que lhe “tinham dado com os pés” e que procuravam sobretudo aventura, maluquice, pouca arrumação mental e espiritual que ele se interessava. Mas as pessoas não se inventam, consolava-se ele, quando o desamor lhe batia à porta. Mas custava-lhe. E muito. Custara-lhe sobretudo quando fora recusado pela Lili, aí quando tinha 20 anos. Tinha-a conhecido numa festa de Carnaval e quando a vira pela primeira vez parecera-lhe a rapariga mais gira e cool do mundo: moderna e atrevida, um cabelo preto em turbilhão, mini-saia sobre pernas esculturais, e um sorriso de perder a cabeça. Fora tiro e queda. Até tivera uma tontura, recordava agora. Mas a Lili era rapariga para outros voos, não para um rapaz bom e bem formado, ainda que cheio de charme e predicados. Ainda saíram umas semanas. Ela fora sempre querida, meiga, ouvira as suas histórias com atenção e interesse, fizera perguntas inteligentes… E rira-se frequentemente, mostrando uns dentes e uma boca perfeitos. Ai quando ela se ria … ficava totalmente desorientado! Mas aprendera a controlar esse desgoverno interior e a contorná-lo com mais e mais histórias divertidas. Mas Lili estava noutra: queria correr mundo, achava o ambiente em Portugal sufocante, tinha começado a interessar-se pela cultura dos góticos (sempre vestira muito de preto, gostava de rock pesado e tinha um fraco por ambientes algo marginais) e o Luís, pura e simplesmente, começou a sentir que não a conseguia acompanhar. Não fora programado para tanta paixão, para tanta sofreguidão, para tanta necessidade de liberdade. Por isso um dia arranjou um óptimo emprego num banco, casou uns anos depois com uma apaixonada de sempre, uma rapariga loira e bem-feita, educada para ser mãe e dar jantares. Teve 4 filhos lindos, viajou, comprou uma casa de férias em Arraiolos, jogava golfe aos fins-de-semana e bridge às quintas. Encontrou a estabilidade, gostava muito da mulher e era apaixonado pela luz de Lisboa nos fins de tarde de Verão. Mas a Lili ficou-lhe sempre na alma. Tentava, até, não pensar muito nela, pois ainda lhe era doloroso, passados tantos anos, recordar o seu sorriso e a forma como tantas vezes dançava, alheada do mundo e perdida nos seus pensamentos. Ficara-lhe de consolo a noite em que se tinham despedido definitivamente. Estavam sentados no carro, depois de uma noite de brincadeira e copos, e ela tirou um CD da carteira e entregou-lho. Gravei-o para ti. A pensar nos momentos maravilhosos que passei ao teu lado. Parto amanhã para Londres. Não esperes por mim, não vou voltar. Tirou o CD do invólucro, colocou-o no leitor de CD’s do carro e ligou-o.
Lembrava-se hoje, tão nitidamente como naquela altura, da voz da Carole King e da mão da Lili, suave e forte, agarrada à sua. Nunca mais a vira.
PCP
23 dezembro 2010
Deixa-me rir...
what have i ever done,
to deserve even one,
of the pleasure i've known,
tell me lord,
what did i ever do,
that was worth lovin' you,
for the kindness you've shown,
lord help me Jesus,
i've wasted it so help me Jesus,
i know what i am,
but now that i know,
that i needed you so help me Jesus,
my souls in your hand,
try me lord,
if you think there's a way,
i can try to repay,
all i've takin' from you,
maybe lord,
i can show someone else,
what i've been through myself,
on my way back to you,
Jesus, my soul's in your hands
09 dezembro 2010
Deixa-me rir...
Sonata de Outono
PCP
25 novembro 2010
Deixa-me rir...
pcp
11 novembro 2010
Deixa-me rir...
PCP
28 outubro 2010
Deixa-me rir...
that drowns the tender reed
Some say love it is a razor
that leaves your soul to bleed
Some say love it is a hunger
an endless aching need
I say love it is a flower
and you it's only seed
It's the heart afraid of breaking
that never learns to dance
It's the dream afraid of waking that never takes the chance
It's the one who won't be taken
who cannot seem to give
and the soul afraid of dying that never learns to live
When the night has been too lonely
and the road has been too long
and you think that love is only
for the lucky and the strong
Just remember in the winter far beneath the bitter snows
lies the seed
14 outubro 2010
Deixa-me rir...
pcp
30 setembro 2010
Deixa-me rir...
pcp
Acerca de mim
- JdB
- Estoril, Portugal
