terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Rei de Copas


As 11 coisas que mais me irritam em Lisboa:

1) a quantidade inaceitável de carros estacionados selvaticamente por todo o lado;
2) os buracos nas ruas e nos passeios nas zonas consideradas “nobres”;
3) as obras, públicas e privadas, que não terminam;
4) a falta de “verde”;
5) ter-se deixado que a outra margem do rio se industrializasse (deveria ser uma Buda e Peste ou uma Istambul Oriental e Ocidental);
6) a falta de gente chique nas ruas, gente bem vestida, elegante, cuidada;
7) a falta de gente preta, amarela, exótica, mal vestida, bem vestida, num delicioso caos humano e cosmopolita;
8) os cafés sem gosto nem charme (que são às dezenas): azulejos nas paredes, montras de vidro cheias de bolos, pastéis de bacalhau e “sandes” e uma televisão num canto;
9) ser uma cidade quase impossível para se andar de bicicleta;
10) desleixo generalizado;
11) os lisboetas, nascidos ou não na capital, quase unanimemente acharem que Lisboa é a cidade mais bonita do mundo, a cidade mais extraordinária à face da terra.

PCP

5 comentários:

Anónimo disse...

A primeira metade subscrevo à letra! Mesmo na "mouche". Bjs, MZ

JdC disse...

Eu cá subscrevo todas. E já agora crescento mais uma: a caca de cão (e de gato, imagino) que tapeta as ruas de Lisboa, sem que haja qualquer fiscalização dos prevaricadores e seus donos.
Bom ano.

Anónimo disse...

Infelizmente, comprovo todos os dias o que a PCP descreve.
Lisboa tem grandes condições naturais, mas está descuidada e mal tratada.
Sobretudo, há uma enorme deseducação não sancionada.
fq

Anónimo disse...

Obrigada pelos vossos comentários. Tenham um óptimo ano (já devo ter desejado isto umas 3 ou 4 vezes...). pcp

Ana LA disse...

Gostei imenso das suas observações e concordo com quase todas. Há duas que me reavivaram a irritação:

1 - carros selvaticamente parados, porque me lembrei do drama que vivi durante alguns anos, quando tinha de circular nos passeios lisboetas, empurrando uma cadeira de rodas. Maior parte das vezes tinha que usar a estrada.
2 -a falta de gente chique, bonita e elegante. Refiro-me principalmente às mulheres de todas as idades que estão cada vez mais gordas e barrigudas. Usam roupa justa, curta, desbotata como os seus cabelos e calçam andas de má qualidade, de onde se despencam sem qualquer sensualidade.

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