sexta-feira, 20 de abril de 2012

Moleskine

Livro. Leio A Grande Arte (Rubem Fonseca, Sextante Editora). Do posfácio de Mario Vargas Llosa: O assassinato de duas prostitutas no Rio de Janeiro, que, de início, parece obra de um maníaco sexual, abre uma caixa de Pandora de onde vão brotando, no decorrer de uma ação trepidante, as complexas ramificações de um tenebroso sindicato do crime. A história passas-se em boites e bares sórdidos, em sumptuosas mansões do Rio, em vilarejos da fronteira entre a Bolívia e o Brasil, onde reinam a cocaína e o crime, bem como na interminável viagem de um comboio que percorre metade do Brasil com couchettes que rangem sob o peso de casais fazendo sexo. Vale a pena ler, para quem quer entreter-se, aprender minudências sobre charutos e facas e passar um bom tempo de leitura.

Filmes. Fica o trailer abaixo. Há muito tempo que não me divertia tanto, mas devo realçar, em abono da verdade, que tenho uma irritaçãozita com filmes cómicos. Ora este não é! Ri-me até fartar, mas é um filme sério, não apalhaçado e que acaba bem. Além do mais é uma excelente alternativa ao cinema americano, cuja língua já não se pode ouvir, confesso. Quem ainda não tiver visto que vá ver e rapidamente. 4ª feira, ao jantar, uma prima (de uma idade bastante superior à minha) dizia que tinha sorrido. Afigurou-se-me curto, como manifestação de contentamento.



Estatísticas. Um estudo da Universidade Católica (Identidades Religiosas em Portugal: representações, valores e práticas, 2011) revela que existem menos católicos do que há 12 anos (79,5% contra 86,9%). Haverá, pela internet, comentários abalizados ao que isto significa. Pessoalmente não tenho informação que chegue para emitir sequer uma opinião, até porque pertenço a uma paróquia, Santo António do Estoril, onde há animação nas várias missas, agitação substancial ao nível dos jovens e da assistência aos mais necessitados, disponibilidade e proximidade dos padres. Acredito que, ao nível geral, seja preciso tudo, desde a dinamização das cerimónias à actualização da comunicação, passando pela maior militância dos católicos ou a inexistência de escândalos. Aos 79,5% é pedido que se mantenham fiéis a uma igreja imperfeita mas que faz um caminho; que defendam esta igreja como um organismo que quer comunicar uma Verdade e não angariar fiéis e que deve, por isso, modernizar-se q.b..   

Fotografias. Florença, Maio de 2011.


JdB

2 comentários:

Ana CC disse...

Quando estive em Florença e em Roma uma das coisas que me fascinou foi a profusão de nichos floridos e devotos.
Estética, fé, o que seja, é bonito e, mesmo para quem não se identifica muito com "essas coisas da religião", é reconfortante.

Não sei se entusiasmo tanto com a sua sugestão de leitura!
Bom dia JdB

Maf disse...

Florença, Roma, Veneza .... destinos certos no próximo mês de Junho. Quem já lá esteve, descreve-os como inesquecíveis; quem não esteve (como eu) sente-os apetecíveis.
Maf

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