segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fórmula para o caos

No meu último comentário enunciei algumas das boas mudanças que Portugal abraçou nas 3 semanas que passaram após as legislativas de 5 de Junho. Uma das quais e, de certo modo a mais importante, foi a celeridade com que decorreram os diversos processos legislativos e executivos. No dia de hoje, já José Sócrates passou à História (em termos políticos), a Assembleia da República vai para o terceiro plenário com os novos deputados, Fernando Nobre foi duplamente derrotado na sua corrida para segunda figura do Estado (uma derrota para Passos, uma vitória para o país), tendo sido Assunção Esteves a eleita para o cargo que era pretendido pelo presidente da AMI e, como facto relevante, Cavaco deu posse ao XIX governo da era constitucional. Se no que toca a Fernando Nobre observou-se um processo desastrosamente conduzido pelo recém empossado Primeiro-ministro, já a escolha do novo executivo parece sobejamente acertada na esmagadora maioria das pastas. Contudo, os super-ministérios da Economia e da Agricultura suscitam algumas dúvidas.

Álvaro Santos Pereira estará como responsável máximo dos destinos da Economia, Trabalho, Telecomunicaçõs, Transportes e Obras Públicas. Parece um fardo demasiado pesado para um Homem só. Excluindo as Obras Públicas que, dado a quantidade do betão Keynesiano jogado ao solo nos passados anos, não há muito mais por onde gastar e construir e, por esse facto, não deverá constituir grande embaraço (exeptuando a renegociação das PPP). As restantes pastas aparentam ser matérias muito complexas e de difícil articulação política. Em termos técnicos, todos os elogios são poucos para o Professor da Universidade de Vancouver, porém, no que diz respeito à experiência governativa, ela é inexistente. É um dossier que vai estar, com toda a certeza, sob o foco da opinião pública.

Assunção Cristas é uma estrela cintilante do CDS-PP. A missão de chefiar o mega ministério da Agricultura não se adivinha fácil. Juntando Ambiente, Pescas, Assuntos do Mar e Ordenamento do Território, a tarefa parece de execução quase impossível. Especialistas na matéria asseguram que a coordenação e convergência de vontades entre Ambiente e Agricultura é sempre foco de tensão entre os governantes das respectivas pastas.

Pedro Castelo Branco

1 comentário:

Anónimo disse...

Poderá ser ingenuidade da minha parte, mas estou com confiança neste novo governo. Gostava, de alma, que todos os Portugueses, em uníssono, agarrassem esta oportunidade para finalmente podermos passar a pertencer a uma Europa mais equilibrada, onde as pessoas vivam melhor e queiram verdadeiramente trabalhar, orientadas por BOAS chefias. Está na hora de mudar. Mudar MESMO. E, sei lá eu porquê, gosto imenso do Professor que vem de Vancourver. Gosto do que dizem dele, a cara dele inspira-me confiança, gosto da mensagem positiva dos seus livros sobre a economia e o status quo português ... vamos ver. Obrigada PCB, quem dera que tudo o que se está a passar nos desse um novo rumo. Estou saturada de negatividades e de "velhos" do Restelo! Há comentadores de peso que já dizem mal ou colocam muitas reticências às capacidades do novo governo. Nada aconteceu ainda!! Dêem-lhes tempo!. pcp

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