quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

No dia em que se celebra a conversão de S. Paulo

Caravaggio (1600-1601); Oil on canvas, cm 230 x 165; Cerasi Chapel, Santa Maria del Popola, Rome


Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, 
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 
Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor. 



(1 Cor 13,1-13)

1 comentário:

Anónimo disse...

ADORO ESTA ORAÇÃO, não há mais bonito. E orgulho-me de ter descoberto, antes de ver o nome do autor, quem pintou o quadro acima. Um dos meus pintores preferidos desde que o vi, numa retrospectiva mega, na National Gallery. Bjs. pcp

Acerca de mim

Arquivo do blogue